sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Orçamento para 2010

Muito se tem escrito e falado na comunicação social , sobre o orçamento apresentado pelo Governo na Assembleia da República. As posições são sempre as mesmas: Ministro blá...blá...bá,
Primeiro Ministro; blá...blá...bá, comentadores de serviço blá...blá...bá e ficamos todos na mesma, e se não temos algum cuidado na avaliação daquilo que são os recados do governo, dos partidos da direita e dos capitalistas deste país, ficamos todos a pensar que os culpados da situação económica em que Portugal se encontra, são os funcionários públicos e, então há que castiga-los não lhes dando qualquer aumento no vencimento para este ano.
Claro que a maioria dos portugueses não vai nestas cantigas da "propaganda" ( veja aqui uma outra posição ), desta gente que consegue dormir bem, sobre os grandes sacrifícios que os trabalhadores têm que enfrentar no dia-a-dia para cumprir os seus compromissos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Os números

Desta vez os números dos sindicatos parecem serem respeitados pelo Ministério.
Ainda bem que estão todos de acordo... Sendo que, não é por aqui que o problema dos enfermeiros se resolve, mas antes, com respeito por esta classe profissional que tão importante é no bom funcionamento do sistema de saúde que todos desejamos para Portugal.

Portugal 2010

E O RESTO...?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A16 Cascais/Sintra

A auto-estrada 16, que liga Cascais a Sintra, vai ser a partir de hoje alvo de obras de correcção do pavimento, quatro meses depois de ter sido inaugurada, facto que o presidente da empresa construtora desvaloriza.

"Em declarações à agência Lusa, o presidente da Mota Engil, construtora da via, Jorge Coelho, disse que as irregularidades na infra-estrutura se devem ao mau tempo dos últimos meses".
(Jornal Destak)

Será que os projectistas, fiscalização e construtora desta via apenas fizeram o seu trabalho numa perspectiva de que a mesma só funcionasse no verão? Ou existe por ali outro problema? Responda quem souber. Por mim, não acredito nessa história do S. Pedro...

O aperto do cinto

É uma vergonha, há trinta e tal anos que andamos neste "fandango" das contas públicas e como já tantas vezes se disse: os prejudicados são sempre os mesmos.
Para estes senhores do centrão, estas políticas é que são as correctas, não os incomoda nada que os bancos em tempo de «crise» ganhem fortunas enormes (seis milhões de euros por dia, conforme último balanço)e paguem apenas cerca de 12% de impostos para o Estado, quando qualquer trabalhador paga perto de 30%.
Esta é a política de justiça social destes senhores.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Portalegre, Cidade onde então vivia.



Toada de Portalegre

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveiras
Ao vento suão queimada
( Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela

Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!

Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Sentia o chão a fugir-me,
- Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...

Ora agora,
?Que havia o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento suão
De se lembrar de fazer?

Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
?Que havia o vento suão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
O documento maior
De que Deus
É protector
Dos seus
Que mais faz sofrer?

Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
Á qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

?Como é que o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere ... e consola
Com o próprio mal que faz?

Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre; cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida
- Não vivida!, sim morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão,
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do tal suão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...

Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tôsca e bela
À qual quis como se fôra
Feita para eu morar nela!

Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acàciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...
Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!,
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for!

O amor, a amizade, e quantos
Mais sonhos de oiro eu sonhara,
Bens deste mundo!, que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me,
Deixando só, nulo, vácuos,
A mim que tanto esperava
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...

E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casa que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- A minha acácia crescia.

Vento suão!, obrigado...
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado
Sem eu sonhar, me chegara!

E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.

Poema de José Régio

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Orçamento

Segundo informações da comunicação social portuguesa, está tudo resolvido... O Primeiro Ministro mandou chamar o Dr. Portas para assinar o acordo que permitirá passar o OE para 2010. Agora perguntam vocês : porquê com o CDS?. Claro! foi com o CDS porque não havia no Parlamento partidos mais à direita porque é aí ( bem à direita) o lugar natural do actual primeiro ministro. Isso mesmo, ficou bem demonstrado no governo anterior quando tinha a maioria na Assembleia da Republica, onde aprovou e implementou leis mais à direita do que as promovidas pelos PPD/CDS.
A maioria dos portugueses não pode esperar tempos melhores enquanto este governo continuar virado para a direita.
Dito isto, o que nos espera é mais desemprego, maiores desigualdades sociais e dias mais tristes para as classes sociais mais desfavorecidas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sporting


Hoje o Sporting (clube da minha simpatia), é notícia na comunicação social, não pelos resultados desportivos mas por questões disciplinares.

Sem ter informação precisa do que se terá passado no balneário após o jogo com o Mafra, a comunicação social diz-nos que houve um desentendimento ( chegando a vias de facto), entre o director desportivo Ricardo Sá Pinto e o jogador Liedson.

É, sem margem para qualquer duvida, um acontecimento ( a confirmar-se) reprovável a todos os níveis que exige da parte dos responsáveis pelo clube uma atitude firme e exemplar perante ambos os envolvidos nesta triste história que em nada contribui para o bom nome do clube e da modalidade que lhes paga "altos salários" como profissionais que são.

Sá Pinto como director desportivo não pode resolver problemas de balneário com agressões ( caso seja verdade) a jogadores. Como tál, deverá sair dessas funções.

Liedson como jogador com contrato profissional com o Sporting, não pode faltar ao respeito à estrutura hierárquica da entidade empregadora, pagando ( ou que se diz) uma simples multa. As consequências deverão ser mais qualquer coisa... porque se for só isso, fica na ideia, que afinal no clube não existe uma estrutura directiva e as faltas de respeito, pagam-se conforme a bolsa de cada um e quem manda no clube são os jogadores enquanto profissionais.

Como adepto da modalidade e do clube, não me sinto nada bem com este tipo de acontecimentos imprevisíveis (ou não), resultantes muitas vezes de escolhas menos felizes, de pessoas para determinados cargos para os quais não têm perfil.

Ficamos na expectativa que este caso se resolva o mais rapidamente, e, seja apenas isto... e não seja algo mais complexo que ande "escondido" nas relações pessoais no balneário do Sporting.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A receita é sempre a mesma

Volta que volta, aparecem por cá uns indivíduos (técnicos) que dizem ser do F M I, apresentando-se para fazerem uns exames às contas públicas e dar uns "palpites" sobre a situação económica e por fim debitar as pensadas receitas para resolver a muito má situação económica em que o país sempre se encontra.
Deste vez, chegaram, analisaram e descobriram ... o que está mesmo muito mal, muito mal é o défice e então como solução para a consolidação orçamental, sugerem um ajustamento nos vencimentos da Função Pública e uma contenção da despesa do Estado, nomeadamente das transferências sociais. O que dito de outra maneira quer dizer o mesmo do costume: aumentar impostos, reduzir prestações sociais, reduzir salários, isto é, a receita do já muito conhecido "do apertar o cinto", Resta saber se nos cintos dos portugueses existem ainda mais furos ( ou a existência ainda, de qualquer cinto) para o efeito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pobreza em Portugal (3)

Num trabalho publicado hoje sobre a pobreza em Portugal e onde se diz: "1,9 milhões de portugueses vive com menos de 414€ / mês", ficamos todos a saber que vivemos num país onde a palavra pobreza representa ainda a realidade de muitos dos seus cidadãos e onde não vemos com alguma clareza, indicações políticas, da parte dos responsáveis no sentido de alterar este estado humilhante da condição humana.
Não é a primeira vez que trago este tema ao Ponta Esquerda, julgando assim; dar parte do meu contributo para uma maior consciencialização deste flagelo que em plena época de tanto conhecimento em todos os domínios da ciência, nos transporta para um quadro onde a riqueza produzida... é, ao fim e ao cabo, tão mal distribuída.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Não, não pode ser!

Ouvi hoje noticiar numa rádio, da qual não me recordo o nome que o Ministério da Saúde (MS), se prepara para fechar serviços nos hospitais onde em Portugal é possível fazer tratamento do cancro, por os mesmos não terem 500 casos por ano para tratar, número que o MS acha mínimo para o serviço ser viável, o que a confirmar-se, não deixa de ser muito preocupante.

Como se não bastasse o sofrimento que este tipo de doença provoca nos doentes, vêm agora dizer-nos que em certos casos, muitos terão que suportar mais essa dor e desgaste acrescido, que maiores deslocações para os tratamentos lhe vão provocar.
Estas medidas (tomadas sempre numa perspectiva economicista), só podem ser decididas, por responsáveis que têm da saúde um entendimento de negócio, o que significa dizer: que o que não der lucro é para acabar, como se a saúde não fosse um bem inalienável, adquirido com o 25 de Abril. Infelizmente este tipo de comportamentos até nem constitui grande novidade, já se fez o mesmo com as maternidades e centros de saúde que foram fechando ao sabor dos números, sem terem em consideração o bem-estar das referidas populações.
Hoje, nos concelhos de Elvas e Campo Maior (para enumerar só estes dois), as mulheres para terem os seus filhos tem que se deslocar a Badajoz, por que o governo resolveu fechar a maternidade que servia aquelas zonas populacionais, dado-lhes como alternativa Badajoz ou Portalegre que fica muito mais longe.
Espero bem, que amanhã os nossos doentes com cancro residentes fora dos grandes centros urbanos, não tenham que se deslocar a Espanha para fazerem os respectivos tratamentos que necessitam.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sendo sábado, temos música.



Hoje,deixo aqui esta música de Cabo Verde.
É uma morna,mas podia ser um fado.
Fala de um tema que também é bem português: A necessidade de ir trabalhar fora do seu país deixando para trás; amigos, casa, terra e família para poder sobreviver.
Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Chamar assassino a quem me apetecer...

EDITORIAL
Chamar assassino a quem me apetecer...
14 01 2010 08.40H
Isabel Stilwell
editorial@destak.pt
O pai de Maddeleine McCann lembrou ontem que não é o casal que está em julgamento, mas sim um livro. De facto, o que se vai decidir na 7.ª vara do Tribunal Cível de Lisboa não é se os pais mataram a filha, se esconderam, ou não, o seu corpo, mas apenas se uma tese que acusa alguém de homicida pode ser publicada, ou melhor dito, se eu, ou o leitor, podemos escrever que o senhor X assassinou o senhor Y, sem que um tribunal tenha chegado antes a essa conclusão. O que se discute é o direito à liberdade de expressão versus o direito à honra e ao bom nome.
O esclarecimento de Gerry McCann parece-me pertinente, já que ao ler alguns títulos de jornais, ficava-se com a ideia de que era o casal que se apresentava perante um juiz para que este decretasse se estavam ou não envolvidos na morte da sua filha. «Pais ocultam a morte de Maddie», era o título de um diário, «Polícias confirmam que Maddie está morta», escrevia outro, e era mais ou menos esse o teor de algumas reportagens de rádio e de televisão.
Conscientemente, ou por inconsciência, há quem goste de tornar aquilo que é, naquilo que gostavam que fosse. O casal McCann foi ilibado da acusação de ter assassinado a filha. A investigação não conseguiu sequer provar que Maddie morreu, mas apenas que não foram capazes de a encontrar. A somar a isto, o processo foi arquivado por um tribunal português. Agora se o polícia ou a sua equipa consideram que não foi feita justiça têm a obrigação moral de encontrar provas que convençam o tribunal. Aí, sim, podem reabrir o processo e ver condenados quem acreditam culpados.
Uma coisa completamente diferente, e que nada justifica, é que quando contrariados pela Justiça, saiam pelas livrarias afora a acusar seja quem for de um crime, e logo do homicídio da própria filha! Pela minha parte, tenho medo de um país em que tal coisa seja possível.


Esta é uma opinião de um pequeno jornal nacional em que os argumentos me parecem razoáveis. Contudo, vão ao arrepio da generalidade dos meios de informação deste País que desde o inicio deste processo, têm contado a história à sua maneira.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ai Portugal ! Portugal !!

Posto da GNR em Armação de Pêra vigiado pela Prossegur

O Ministério de Administração Interna deste Governo manda instalar sistemas
de segurança de empresas privadas para proteger instalações de forças
policiais !!!... E nós a pagar a triplicar, ou seja já pagamos aos polícias para ser,... polícias + os seguranças,....

Até parece um ' apanhado ' , mas não é!

Isto passa-se em Portugal ; não numa República das Bananas !... mas na República dos Bananas
!

Esta "pérola" foi-me enviada por pessoa amiga via e-mail, o qual agradeço e que surripiei para reproduzir aqui.

Assim vai o governo gastando à tripa forra o dinheiro de todos aqueles que fazem descontos em Portugal. Depois vêm os papagaios de serviço dizer-nos que o que é necessário para fazer face ao deficit é não aumentar os funcionários públicos, para poupar na despesa. Bom argumento ... não acham?.

Ave selvagem "ganha" batalha judicial a agricultor alentejano


O processo arrastou-se pelos tribunais portugueses durante 17 anos, chegando agora ao fim.
A história vem hoje relatada no jornal DN e que se resume no seguinte: em 1992 um agricultor, no concelho de Beja requereu aos serviços competentes, autorização para "espantamento" de cerca de mil Sisões ( ave selvagem de médio porte), que lhe haviam "invadido" a propriedade, vindo a instalarem-se num terreno onde foram plantados 22 hectares de melão.
A licença foi passada, sendo que os animais não podiam ser abatidos ou feridos, visto tratar-se de uma espécie protegida pela legislação nacional e comunitária. Mas, o agricultor com os meios que lhe foram permitidos usar e ainda com a ajuda dos serviços do Ministério da Agricultura e Ambiente, não consegui-o afastar as aves, o que lhe veio a provocar um prejuízo avaliado na ordem dos 31 mil euros, do qual o agricultor procurou ser ressarcido por parte do Estado, evocando que de uma produção de melão estimada 296 mil quilos, foram apenas colhidos cerca de quatro mil quilos.
Este processo andou 17 anos pelos tribunais, chegando agora ao fim com um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, que estabelece não haver lugar ao pagamento de qualquer indemnização, contrariamente ao que havia sido decidido pelo Tribunal Administrativo de Lisboa,segundo o qual o agricultor teria de ser compensado em 31 361 euros acrescidos de juros.
Pronto, o Juiz decidiu, está decidido. Termina assim a longa disputa judicial entre o Estado português e um agricultor alentejanio. Resta saber como alguém dizia ( ao jeito de graça), se será possível encontrar algum Sisão para lhe comunicar a sentença.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sendo sábado, temos música.



Hoje como está bom tempo, vamos com o Rui Veloso dar uma "voltinha" ao Porto.

Bom sábado,boas notícias e boa música.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Professores

Ao fim de 4 anos de negociações o Governo e os sindicatos conseguiram assinar um acordo sobre a avaliação dos professores e o Estatuto da Carreira Docente.
Como é noticiado, nem todos assinaram o referido documento mas desta vez, os sindicatos mais representativos dos professores assinaram. Contudo, deixaram claro que ainda há muitos aspectos nas respectivas matérias que terão que ser corrigidos.
Esperamos todos, que este acordo traga a tranquilidade desejada ao ensino, para que seja possível Portugal sair da situação de caos que os sucessivos governos meteram este sector, tão fundamental para o desenvolvimento do país.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lhasa de Sela (1972-2010)

Foi com apenas 13 anos que começou a cantar nos bares e cafés de São Francisco temas tirados do jazz. Adivinhava-se ali, uma grande voz da "world music", como de facto se veio a verificar em 1997/98, com um disco fantástico intitulado La Llorona.
Nascida no estado de Nova Iorque, Lhasa era filha de um professor mexicano com origens índias e de uma fotógrafa americana-libanesa judia. Passou a sua infância a viajar numa camioneta entre os Estados Unidos e o México com os pais e os três irmãos, facto que a marcou certamente uma vez que as suas músicas são uma mistura da tradição mexicana, cigana e rock.
A beleza da sua voz rouca, poderosa, melancólica levá-la-ia às mais variadas partes do mundo sempre de uma forma solidária.
Dizem que projectava ter filhos. No primeiro dia do ano, aos 37 anos, um cancro na mama tirou-lhe a vida.
Fica a sua voz gravada em três álbuns e o sentir de lhasa de Sela.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

SIDA

Foto DR

A situação do VIH/SIDA em Portugal é "alarmante", dado que o país é o penúltimo da Europa em termos de capacidade de resposta a esta epidemia, afirmou hoje o professor Joaquim Machado Caetano.

"A prevalência da SIDA em Portugal continua a ter os mais altos níveis da Europa e o único país com pior estatística do que o nosso é a Estónia, no Leste europeu, o que significa que não conseguimos pôr em marcha nestes anos todos um projecto nacional seguro e eficaz para reduzir a prevalência dos casos de VIH/SIDA", disse à agência Lusa o presidente das I Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas sobre Infecção VIH/SIDA.
Fonte:Destak/Lusa
Mais uma realidade portuguesa, que nos conduz para uma posição vergonhosa na tabela europeia, num dos campos que à saúde diz respeito. Esta informação, não pode deixar de nos preocupar a todos na medida em que, conforme é referido no texto acima escrito, somos o país (a seguir à Estónia) com pior estatística na Europa.
Será que estamos condenados a ser sempre piores que os outros? Claro que não, o que é necessário é termos todos a convicção que somos tão-bons como os melhores, sendo que, para o efeito nos falta apenas colocar melhores representantes nos lugares de decisão.



sábado, 2 de janeiro de 2010

Sendo sábado...


Grande Poema de Manuel da Fonseca cantado por Adriano C. de Oliveira

Lava bancos e empresas
Dos comedores de dinheiro
Que dos salários de tristeza
Arrecadam o lucro inteiro


Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010


Infelizmente, ainda são estas as notícias que os jornais nos dão hoje.
Num País onde 18% da população são pobres e onde se anuncia que os apoios só chegam para 23% está de facto, muita gente a passar muito mal.
2010 aí está! vai ser certamente um caminho difícil de percorrer para a grande maioria dos portugueses, mas das muitas coisas que haverá a fazer para que esta tendência se inverta (tenho para mim), que uma grande parte estão nas nossas mãos.