segunda-feira, 31 de outubro de 2011

«Há séculos que não havia trabalho obrigatório não remunerado»

O aumento de meia hora por dia no horário de trabalho «é de facto trabalho obrigatório não remunerado, coisa que na nossa civilização não existe há vários séculos», disse o economista João Ferreira do Amaral, citado pela Lusa. «Agência Financeira»

É esta a sensibilidade social e civilizacional do neoliberalismo na versão dos governantes actualmente no poder neste País.

Só com a luta de massas,  se pode mudar o rumo desta desenfriada exploração capitalista e construir a alternativa política que coloque a riqueza produzida no País ao serviço dos trabalhadores e do povo.
Por isso, a importância da participação de todos  nas próximas lutas anunciadas pelas Centrais Sindicais, as quais devem ser bastante participadas por forma a mostrar o nosso descontentamento e a nossa  revolta pelas medidas anunciadas.

sábado, 29 de outubro de 2011

Sendo sábado, temos música (105)

"Somos tantos a não ter quase nada "




(Segunda-feira
trabalhei de olhos fechados
na terça-feira
acordei impaciente
na quarta-feira
vi os meus braços revoltados
na quinta-feira
lutei com a minha gente
na sexta-feira
soube que ia continuar
no sábado
fui à feira do lugar
mais uma corrida, mais uma viagem
fim-de-semana é para ganhar coragem)

Muito boa noite, senhoras e senhores
muito boa noite, meninos e meninas
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas
enfim, boa noite, gente de todas as cores
e feitios e medidas
e perdoem-me as pessoas
que ficaram esquecidas
boa noite, amigos, companheiros, camaradas
a vida é feita de pequenos nadas
a vida é feita de pequenos nadas

Somos tantos a não ter quase nada
porque há uns poucos que têm quase tudo
mas nada vale protestar
o melhor ainda é ser mudo
isto diz de um gabinete
quem acha que o casse-tête
é a melhor das soluções
para resolver situações
delicadas
a vida é feita de pequenos nadas

E o que é certo
é que os que têm quase tudo
devem tudo aos que têm muito pouco
mas fechem bem esses ouvidos
que o melhor ainda é ser mouco
isto diz paternalmente
quem acha que é ponto assente
que isto nunca vai mudar
e que o melhor é começar a apanhar
umas chapadas
a vida é feita de pequenos nadas

(Segunda-feira
trabalhei de olhos fechados
na terça-feira
acordei impaciente
na quarta-feira
vi os meus braços revoltados
na quinta-feira
lutei com a minha gente
na sexta-feira
soube que ia continuar
no sábado
fui à feira do lugar
mais uma corrida, mais uma viagem
fim-de-semana é para ganhar coragem)

Muito boa noite, senhoras e senhores
muito boa noite, meninos e meninas
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas
enfim, boa noite, gente de todas as cores
e feitios e medidas
e perdoem-me as pessoas
que ficaram esquecidas
boa noite, amigos, companheiros, camaradas
a vida é feita de pequenos nadas
a vida é feita de pequenos nadas

Ouvi dizer que quase tudo vale pouco
quem o diz não vale mesmo nada
porque não julguem que a gente
vai ficar aqui especada
à espera que a solução
seja servida em boião
com um rótulo: Veneno!
é para tomar desde pequeno
às colheradas
a vida é feita de pequenos nadas
boa noite, amigos, companheiros, camaradas
a vida é feita de pequenos nadas.

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PS decidiu abster-se na votação do Orçamento Rectificativo


Ainda há por aí alguém que acredita que o PS é oposição ao (des)Governo do PSD/CDS? Portugal tem sido, politicamente, difícil de entender no comportamento dos seus cidadãos, como é o caso de há trinta e muitos anos votarem maioritariamente, nos mesmos partidos (PS ou PSD) com os resultados que estão presentes e que têm andado de desgraça para desgraça maior.

É claro que estes partidos não são iguais..., mas no essencial defendem ambos, com mais ou menos  linhas, as mesmas políticas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O logro das «inevitabilidades»

Por Aurélio Santos, no Jornal «Avante!»

As medidas que este Governo está a tomar são tão marcadamente ditadas pelos interesses do grande capital financeiro e tão descaradamente injustas que o Governo e os partidos da direita que o apoiam não conseguiram encontrar um discurso credível para as justificar.

E assim surge o discurso da «inevitabilidade». A bem da verdade, corrija-se: das falsas inevitabilidades – feito de falsas verdades, num monstruoso logro que querem impor ao povo.

A resolução de uma crise económica pressupõe sempre uma opção política. E só um indisfarçável e perigoso dogmatismo ideológico pode gerar um estreitamento político tão grande e tão grave que leve à afirmação de não existirem outras soluções.

Como acreditar que é aprofundando o modelo ultra neoliberal que se resolve uma crise provocada por esse mesmo modelo?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Conselho de Estado apela a “diálogo construtivo”

Se “Portugal no contexto da crise da Zona Euro" estava, depois de seis horas de reunião,“Portugal no contexto da crise da Zona Euro", ficou.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Associação Sindical dos Juízes considera eliminação dos subsídios “ilegal”

(...)Para a ASJP, a decisão tomada pelo Governo de subtrair aos funcionários públicos os subsídios de férias e de Natal, por um período de dois anos, é uma forma “disfarçada de suspensão duradoura”. E acrescenta que se trata de uma “medida violenta, injusta, discriminatória e flagrantemente violadora da Constituição”. «Público»

Veremos o que o futuro nos dirá mas temo que a posição da Associação Sindical dos Juízes, agora tornada pública, não consiga convencer o poder político de direita que neste momento desgoverna o País, de que o que está a tentar impor é uma "medida violenta, injusta, discriminatória e flagrantemente violadora da Constituição".

O "roubo", que o Governo pensa fazer aos funcionários públicos (por via deste corte), é o maior atentado contra os seus direitos adquiridos com as conquistas de Abril, e, a forma discriminatória como pretendem fazê-lo evidencia uma continada  perseguição a estes trabalhadores.
É natural o  sentimento de injustiça e revolta que estes trabalhadores e os pensionistas sentem quando vêem o Governo a impor-lhes medidas como se eles fossem os culpados dos "buracos financeiros" existentes no País.

Por isso, no próximo dia 24 de Novembro de 2011, lá estaremos a participar na Greve Geral, e a dizer que a luta não vai parar! A luta vai continuar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

OS FERIADOS ( e a sua abolição )


Recebi hoje por mail uma receita para extinguir feriados, que desejo partilhar convosco e, muito especialmente com o Álvaro (ministro da economia),na esperança de poder contribuir , com esta pequena ajuda, para a melhoria e desenvolvimento da nossa produtividade.
-Sendo assim começamos já pela anulação do 25 de Dezembro, porque sem subsídio não há motivo para comemorar tristezas;
- A seguir vem o 25 de Abril que pode sim, ser lembrado, mas comemorado só das 00 h de dia 24 às 6 h de dia 25 ;
- Depois vem o 1º de Maio que não faz sentido comemorar quando os trabalhadores estão na sua maioria desempregados ou a caminho do desemprego ;
- Quanto ao 10 de Junho já não é nada connosco, as comemorações ficam a cargo da Troika, uma vez que são eles que mandam no país;
- Por fim resta-nos o 1º de Novembro e aí sim devemos ser inflexíveis e não podemos abdicar desse feriado pois ele corresponde ao dia de " Santos " que , por incrível que pareça , somos todos nós .

O interesse nacional?

Por Carvalho da Silva, no «JN» de 22-10-2011.



Nestes tempos de crescentes bloqueios ao desenvolvimento e de políticas carregadas de injustiças que vão colocando o povo português mais pobre e o país à beira do precipício, ouvimos todos os dias a ladainha das inevitabilidades e, cada vez mais, a invocação do interesse nacional. Não faltam demonstrações de que o Governo e outras forças do poder invocam o interesse nacional como forma de subverterem compromissos fundamentais que tinham com os portugueses. E, assim, vão colocando em causa o Estado de Direito e valores e princípios estruturantes da democracia e da soberania de Portugal.
Não cabe neste artigo uma reflexão sustentada sobre o que é e como se pode expressar o interesse nacional, mas o seu cerne é a vida e os direitos dos cidadãos. Observemos, então, o que diz a Constituição da República (CR), no seu art.º 18.º, sobre a "força jurídica" dos "Direitos e Deveres Fundamentais dos Portugueses".
1 - "Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são directamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas".
2 - "A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos".

sábado, 22 de outubro de 2011

Sendo sábado, temos música (104)

Elis Regina-Romaria
Composição:
Renato Teixeira





É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo

É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida (2x)

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras

Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi

Sou caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida (2x)

Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos

Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida (2x)

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sporting vence o Vaslui por 2-0

Se gosta de bons golos no futebol e não teve oportunidade de ver o jogo de ontem do Sporting, aprecie o espectáculo que foram esses dois golos na vitória frente ao Vaslui que, com esta vitória  na terceira jornada do grupo D da Liga Europa qualificou a equipa sportinguista para a fase seguinte. Feito inédito nas competições europeias.




Parabéns aos jogadores do Sporting, equipa técnica,sócios e simpatizantes.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ambiente

Na passada terça feira, dia 18, as antigas areias do que foi a praia da Trafaria e hoje refugio de pequenas embarcações de pesca, apresentavam-se como mostra a fotografia.
- Uma grande desilusão e tristeza para quem gosta de praia e tem respeito pelo Meio Ambiente.

(Foto de ponta esquerda)

A visita do sr. Banqueiro

Por Vasco Cardoso, no Jornal «Avante!»

Como fugir nestes textos ao pacto de agressão que está em curso e à necessidade da sua rejeição? Na realidade portuguesa actual tudo gira em torno desta abominável ofensiva contra os trabalhadores e o povo que conheceu na passada 5ª feira (dia 13) um novo salto qualitativo com o anúncio pelo Governo de um conjunto de medidas do próximo Orçamento do Estado.

Escolho, no entanto, um pormenor que me parece revelador quanto às opções que determinam este rumo de desastre nacional e à natureza de classe da política que está em curso. Duas horas antes de Passos Coelho se dirigir ao País para anunciar o roubo dos subsídios de Natal e de férias, o aumento da jornada de trabalho com redução de salários, a subida dos preços por via do IVA e tudo quanto mais foi dito visando o agravamento da exploração, o banqueiro Ricardo Salgado (Banco Espírito Santo) deslocou-se ao edifício onde decorria a reunião do Conselho de Ministros que haveria de decidir tais medidas.

Antes que alguém suspeitasse que o banqueiro estivesse ali para falar dos milhões de dinheiros públicos a entregar à banca, das privatizações, dos benefícios fiscais, Ricardo Salgado acabaria por «revelar» o motivo da sua presença: «questões de imigração», disse. Eis um feliz exemplo de casamento entre o cinismo e a imaginação.

Mas mesmo que essa presença de última hora se não tivesse verificado, ou se dois dias antes (dia 11) não se tivesse registado uma reunião entre banqueiros e o Governo, já para não trazer à memória o roteiro que os mesmos fizeram em Abril por Belém e São Bento antes do pedido de entrada da troika em Portugal, bastaria olhar para as decisões que têm vindo a ser tomadas por PS, PSD e CDS para concluir que na ponte de comando do país e da União Europeia está, de facto, o capital financeiro.

Uma velha tradição de família, estes encontros dos Espírito Santo com o poder político, que teve o seu ponto alto no tempo do fascismo. Um tempo de fome, de pobreza, de repressão, de opressão. Um tempo para onde estão a conduzir hoje o País. Um tempo que foi derrotado com a Revolução de Abril e do qual os banqueiros têm razões para sentir saudades.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Governo PSD/CDS ataca de forma brutal os rendimentos do trabalho, mas enche os bolsos ao patronato e não toca nos rendimentos do capital

Eis o que Passos Coelho anuncia: mais 7000 milhões € de riqueza para os patrões, nada para os trabalhadores, corte de 1.682 milhões € no rendimento dos pensionistas e de 952 milhões € aos trabalhadores da Função Pública, mas os rendimentos do capital continuam a ser poupados aos sacrifícios.

Por Eugénio Rosa, publicado no «ODiário.info» de leitura completa aqui.

Crime de corrupção


O julgamento do caso Cova da Beira, envolvendo crimes de corrupção e branqueamento de capitais, agendado para quarta-feira nas Varas Criminais de Lisboa, voltou a ser adiado sem nova data, revelou à Agência Lusa fonte judicial. «Público»


De "incidente" em "incidente", vai-se conduzindo a justiça portuguesa para o descrédito e os processos para a prescrição. É uma vergonha!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ontem, foi mais um dia Mundia contra a pobreza extrema

Foto do Google

Cerca de 43 milhões de pessoas estão em risco de carência alimentar na Europa e não têm meios para pagar uma refeição completa e 79 milhões vivem abaixo do limiar de pobreza, indicam dados do Programa Europeu de Apoio Alimentar. As instituições em Portugal temem os efeitos dos cortes que o programa vai sofrer. «Público»

Os arrepiantes números fica aí para quem entender dar-lhes a devida atenção.

Por mim, entendo que não é com a boa-vontade de poucos e com alguma "caridadezinha" que este problema ( que a todos deve envergonhar), se resolve.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Capas de jornais (31)


"O drama de muitas famílias"

Arranjaram emprego, casaram, compraram casa e tiveram filhos. As taxas de juro subiram, veio o desemprego e o desespero dominou. Saída? Voltar à casa dos pais. Bairros sociais na Área Metropolitana no Porto são o reflexo do que se passa por todo o país. «JN»

São estas pessoas - com enormes dificuldades económicas e sociais- a quem os sucessivos governos foram roubando a dignidade de poder viver  e construir uma família, aquelas que o primeiro-ministro actual, entende, serem as que devem pagar  a crise criada pelas (desgovernações durante os últimos 35 anos ).
Portugal teve a comandar os seus destinos durante os anos acima referidos (será sempre bom lembrar os mais esquecidos), os senhores do PS, PSD e CDS, os mesmos que neste momento e em conjunto se apresentam na defesa da troika externa  "FMI-BCE-CE" que, pelas medidas propostas conduzirão o País para o abismo sem retorno.

O sentimento provocado nas populações em geral e sobretudo nas mais desfavorecidas, pelas políticas neoliberais do capitalismo desenfreado que, diariamente se vão instalando nos vários países, objectivando sacar os bens produzidos nas respectivas sociedades para os monopólios económicos e financeiros, é um sentimento de vergonha e revolta o qual pode conduzir ao descontrolo social.
É esse sentimento que temos que  alterar, continuando  na luta da defesa e construção diária dos valores de ABRIL para que o amanhã seja melhor para todos.


domingo, 16 de outubro de 2011

Ontem...

...100 mil indignados nas ruas de Lisboa


Fotografia de Bruno Simão, no «negócios online»

D. Januário Torgal Ferreira




D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, manifesta a sua indignação de homem e cidadão, perante as medidas fundamentalistas apresentadas por Passos Coelho, 1º Ministro ...RTP notícias / 14.10.2011


Um bom domingo para todos.

sábado, 15 de outubro de 2011

Manuel Lopes Fonseca

Na celebração do centenário do  nascimento  de Manuel da Fonseca (15 de Outubro 1911), um poema de sua autoria.





Antes que Seja Tarde

Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

Bom sábado, boa música, boas notícias e boa poesia.

Sendo sábado, temos música (103)

No dia em que volta às ruas o descontentamento popular em várias cidades de vários países, recordemos este velhinho mas actual tema do Sérgio Godinho que nos fala de LIBERDADE.





Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"O Roubo Monstruoso"

Aqui fica para reflexão ( a brutalidade e a falta de consciência social dos governantes), os números que abaixo são indicados, como resultado da proposta do Orçamento do Estado para 2012, apresentada ontem pelo Primeiro Ministro de Portugal.


   Imagem publicada na capa do jornal «JN»

O que estão a propor é um roubo monstruoso aos mais fracos e mais pobres que só lhes vai faltando terem que pagar um imposto pelo ar que respiram.

Temos que dar uma volta a isto... 

Vamos mostrar a nossa profunda revolta e indignação de maneira organizada, nas várias formas de luta que se avizinham, e, obrigar este (des) Governo a mudar de políticas que a continuarem assim... apenas nos encaminham para um buraco, cada vez mais fundo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mais nem menos já é demais


Por Anabela Fino, no Jornal «Avante!»



O Governo PSD/CDS e o banco BIC acordaram, em 31 de Julho, a negociata do BPN. O termo «negociata» é intencional, já que o contrato-promessa da transação fixou a quantia de 40 milhões de euros para a mudança de donos, mais o bónus de 850 postos de trabalho a abater ao efectivo de 1600, e ainda a recapitalização do banco de acordo com os parâmetros que o Banco de Portugal e a troika exigem em termos de rácio de solvabilidade.

Com um negócio destes, falar em «venda» do BPN é não apenas um manifesto exagero mas um rotundo dislate, mais a mais tendo em conta que o Estado pagou – ou seja, os contribuintes – para cima de 2400 milhões de euros na mal dita nacionalização do
Em boa verdade, nacionalizados foram os prejuízos quando o então governo do PS decidiu – em Novembro de 2008 – deixar de fora da intervenção estatal o vasto e rico património do grupo SLN/BPN, designadamente de natureza imobiliária, justamente onde poderia ir buscar meios para colmatar os prejuízos causados pelas actividades criminosas e fraudulentas do bando de mafiosos do banco, e minorar o prejuízo do Estado com a intervenção.

Pois bem, a saga do BPN ainda não chegou ao fim, e a avaliar por recentes declarações de Mira Amaral – presidente do BIC e recém repescado para comentador político televisivo –, os custos para o povo português com este cambalacho também não. Ao que parece, o banco BIC – que para além de capitais angolanos conta entre os accionistas com Américo Amorim, esse «trabalhador» que é simultaneamente o homem mais rico do País – o banco, dizíamos, estará a exigir para fechar o negócio uma injecção de capital de 850 milhões de euros em vez dos anteriores 550 milhões previstos para a recapitalização. Discreto, Mira Amaral não fala em números, mas vai dizendo que não quer «nem mais nem menos» do que o que «está no acordo», cabendo ao Governo «fazer as contas» por forma a «respeitar os rácios de solvabilidade» acordados a 31 de Julho. Sabendo que «nem mais nem menos» pode significar mais 300 milhões a juntar aos milhares de milhões já sacados aos bolsos dos portugueses, ficamos à espera que o comentador Amaral explique onde é que entra nesta história o interesse do País.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Isaltino Morais e os "recursos" a que tem direito.

Comenta-se hoje pelos cafés, paragens de transportes etc, que em Portugal está criado um negócio de certos gabinetes de advocacia (para quem lhes pague para isso, claro!), em conduzir processos até prescreverem. É cláro que não há aqui nada de ilegal, os advogados são contratados para fazerem o seu trabalho em benefício de quem lhes paga. Só não podemos afirmar é que a justiça é igual para todos. 
Há dias o jornal "Público" informava que só em 2009 foram 1489 os processos que ficaram sem efeito, em 2010 ainda não sabemos quantos foram e em 2011 parece que vamos pelo mesmo caminho.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Os cortes não são para todos!"

Parece que os maus costumes são  uma "praga" que anda por aí a passear pelos ministérios governamentais, mas agora  em tempo de vacas-magras deveria (em respeito pelos mais sacrificados),ser remetida  juntamente com o oportunismo para as catacumbas do esquecimento.

Ao que julgo saber não é exactamente o que  acontece, pois veio há dias a Federação dos Sindicatos da Função Pública, exigir que se acabasse com a imoralidade do Governo estar a atribuir subsídio de renda de casa aos Ministros Aguiar-Branco e Miguel Macedo e a mais sete Secretários de Estado, nos respectivos montantes de 1152€ a cada um, auferindo de ordenado cada Ministro 6885,40€ por mês e os Secretários de Estado 6133,55€ mês.

É verdade que todos sabemos que a atribuição destes subsídios, não é uma pratica ilegal, mas também a atribuição do subsidio de renda de casa aos mais pobres não era e acabou com base no argumento da poupança da Segurança Social .
Tal como diz o povo e muito bem, os cortes continuam a não ser para todos!...

Quando os partidos do Governo em campanha tanto falavam em cortes nas "gorduras", aqui está uma boa oportunidade e um bom exemplo para cortar e ao mesmo tempo acabar com os cartões de crédito, telefones e combustíveis pagos bem como despesas de representação, para aqueles que não tiveram cortes nenhuns, afirmou ainda a referida Federação. 
Porque  pensamos ser razoável e numa perspectiva de justiça social deveremos mesmo exigir a sua aplicação.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Capas de jornais (30)


(Resultados Oficiais)


(...)Após exercer o seu dever cívico, Jardim declarou ser "anormal haver uma Comissão Nacional de Eleições que só serve para gastar dinheiro aos contribuintes", afirmando: "o que a Comissão Nacional de Eleições considera para mim vale absolutamente zero". «DN»

Fica espelhado na opinião acima referida, o conceito que certos titulares de cargos públicos têm em relação à democracia e ao respeito pelas leis gerais do País.

sábado, 8 de outubro de 2011

Números mostram desumanidade da invasão do Afeganistão

Nada mudou para a população afegã em dez anos de invasão: pobreza, violência, corrupção, insegurança. As cifras revelam o panorama da desumanidade deixado pela guerra: 71% da população maior de 15 anos é analfabeta, 35% não têm trabalho, 36% vivem abaixo da linha de pobreza, 90% dos recursos governamentais provém de ajuda estrangeira, 149 crianças de cada 1000 morrem antes de completar um ano, 83% da heroína que se produz no mundo vem do Afeganistão. Mais de 10 mil civis e 2.500 soldados da coalizão morreram nos últimos cinco anos.

Eduardo Febbro - Correspondente da Carta Maior em Paris

Artigo completo para ler aqui.

Sendo sábado, temos música (102)

Hoje, dei por mim a pensar na tabela das marés e  nos "pescadores" do meu bairro.





Rigoroso do Pescador da Marginal

O melhor da minha vida
é estar aqui na muralha
com uma cana estendida
para o negrume do rio
as vigias de um navio
e as ondas de fina talha

Quando chega sexta-feira
despeço-me da mulher
beijo a criança na esteira
ponho um capuz de oleado
e venho para este lado
no barquinho da carreira

Vejo as luzes de Belém
refractadas no alcatrão
milagres que a noite tem
namorados que se beijam
altas árvores que bocejam
e o búzio que as casas são

Oh minha colcha de estrelas
neste mar cor de basalto
minhas loiras caravelas
navios de especiarias
vogando em ondas macias
num céu tão puro e tão alto

Saltam infantes barbudos
das naus que vêm de Almada
grumetes, frades miúdos
com gengivas de escorbuto
donzelas de triste luto
dançam na luz irisada.

Salta El-Rei com seus alões
e as aias da princesa
bobo, jograis e anões
escrivães e cardeais
saltam santas de vitrais
e o cronista à sua mesa

D. João chegou de Dio
D. Pedro de Timor vem
e eu na muralha do rio
a ver os dois enforcados
que os corvos comem em estrados
junto à Torre de Belém

Convosco esqueço o emprego
quando chega sexta-feira
fico surdo fico cego
não ligo è renda da casa
parado a ouvir uma asa
que me voa à cabeceira

Meu rio tão negro e tão fundo
bacia do Mar da Palha
quero lá saber do mundo
quero lá saber do peixe
quem em ama que me deixe
ficar aqui na muralha.

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os pobres que paguem a crise

Por Manuel Atónio Pina, no Jornal «JN»

As notícias ontem vindas a público sobre o OE para 2012 confirmam as piores expectativas: o actual Governo, ao mesmo tempo que não mostra disposição de, como insistentemente o PSD reclamou na oposição e Passos Coelho não menos insistentemente prometeu em campanha, cortar nas famosas "gorduras" da Administração Pública, pretende pôr os mais pobres e necessitados, os doentes sem recursos e, no caso da Educação, o próprio futuro colectivo, a pagar a crise.

A lógica é de elegante simplicidade: a caridade (além do mais, as boas acções têm cotação certa na Bolsa do Céu) substitui com vantagem a Segurança Social que, por isso, poderá bem ficar sem 200 milhões de euros; o SNS sofrerá, sem anestesia, cortes de mais de 800 milhões (o Ministério das Polícias, que terá mais 400 milhões, se encarregará de nos tratar da saúde se necessário); e a Educação, agora por conta de um matemático, há-de ter arte e engenho para poupar 600 milhões (três vezes mais do que previsto no acordo com a "troika"!).

Será, assim, o odiado Estado Social a pagar a factura das dificuldades do país a quem, bancos, grandes empresas recordistas de despedimentos e os "25 mais ricos" do costume, ganha com elas.

Porque, como em "O dilúvio universal", de Zavattini/De Sica, quando as águas da catástrofe sobem, há sempre quem faça negócio a vender guarda-chuvas ou organize orgias em "penthouses" no terraço e passe o fim dos tempos em beleza.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer





O poeta sueco Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura de 2011, acaba de ser anunciado em Estocolmo pela Academia Sueca. «Público»

Uma provocação reles

Por Carlos Gonçalves, no Jornal Avante!


Em 1 de Outubro – quase 200 mil, em Lisboa e Porto –, demos um grande passo na luta contra o programa de agressão e submissão, pela rejeição deste crime de destruição da economia e regressão social, deste execrável pacto de saque ao povo e ao País, de ignomínia e traição nacional, pela ruptura com este percurso para o desastre. Foi a força da determinação, uma primeira jornada desta nova etapa do combate de massas, dura e difícil, que vai percorrer novas contradições e sectores sociais e travar grandes batalhas, mas que acabará por superar este retrocesso histórico e abrir um novo rumo para o País.

Confrontado com a luta de massas, sabendo que acabou o «estado de graça» e que o contrabando ideológico, as «inevitabilidades» e a pregação do conformismo pelos media da «guerra psicológica» entra agora em perda, face à realidade objectiva e à «força material» das ideias, que a luta vai potenciar, o Governo e o seu comando repressivo e um tal Major General Carlos Chaves – a não esquecer –, deu todo o peso, nos media de serviço, à provocação, já ensaiada por Passos Coelho, de que vêm aí grandes «tumultos», «os maiores desde o PREC» e que a PSP e o SIS estão já a tratar do assunto.

A notícia é pífia, mas visa a provocação aos trabalhadores, aos comunistas e outros democratas; visa pintar o quadro em que agentes provocadores criem o incidente para a repressão; visa a «lavagem ao cérebro» aos agentes das Forças de Segurança; visa a intimidação e o medo para desmobilizar a luta.

É apenas o que é – uma provocação. Como a que fez o PS em Maio de 2010, com os empurrões entre «anarcas» e PSP encenados para a televisão, como fez o PSD/CDS com a «insurreição dos pregos» na primeira Greve Geral de 1982, era Ângelo Correia MAI e Balsemão primeiro-ministro, ou com a operação que nesse ano assassinou dois operários no 1.º de Maio no Porto, como fez Cavaco e o MAI Dias Loureiro em 1994, com a provocação do SIS e a repressão anunciada da luta contra as portagens na ponte 25 de Abril, ou como já fazia o fascismo, com a infiltração e provocação da PIDE nas greves e manifestações que corajosamente o afrontavam.

É uma provocação reles. E que como tal não deve ser ignorada, mas sim respondida na luta de massas pela rejeição do programa de agressão, da forma que mais dói aos mandantes e provocadores de serviço.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A expectativa no discurso


Conforme consta do programa oficial das comemorações do 5 de Outubro, o Presidente da República irá hoje falar ao País sem ser pelo facebook e, na opinião do meu vizinho do 5º Esq.,vai ler a página que voou com o vento no discurso de Passos Coelho em Campo Maior.

Por mim, seja qual for a forma e conteúdo  do discurso do Senhor Presidente neste dia, continuo a dizer: VIVA A REPÚBLICA!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Ontem em Lisboa

Mais de 130 mil manifestantes desfilaram ontem em Lisboa numa acção de luta convocada pela CGTP-IN.









Em Lisboa foi assim, no Porto também muita gente saiu à rua.

sábado, 1 de outubro de 2011

Sendo sábado,temos música (101)

Hoje, ficamos por aqui com o Rui Veloso, enquanto eu vou dar um salto a Lisboa para participar às 15 horas na  Manif. promovida pela CGTP-IN, contra o Empobrecimento e as Injustiças.





Canção de Alterne


Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora

Bom sábado e boas músicas.