quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Humilhação

(...)A Maternidade Alfredo da Costa preparava-se para contratar 19 enfermeiras a preço de saldo. As profissionais tinham sido dispensadas em Novembro, com a promessa de regressar: em Dezembro foram contactadas pela empresa que trataria da nova colocação e a proposta deixou-as de queixo caído: a oferta não chegava aos 700 euros, já com suplementos. O preço regulado para enfermeiros em início de carreira é de 1020 euros base. Mesmo assim, algumas iam aceitar, mas na altura de assinar o contrato ficou tudo sem efeito. A empresa recebeu ordens da maternidade para interromper o recrutamento.
No Jornal «i».

A exploração pelo patronato da mão-de-obra disponível neste cantinho de bons costumes, confirma-se todos os dias. Contudo, ontem apareceu o gasparito a dizer que a troika estrangeira lhe tinha dito para dizer: “está tudo a correr bem”. Pudera! 
Quando assim é, todos já sabemos que está tudo mas mesmo tudo a correr muito mal para o povo e para o País.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por que razão a retenção do IRS aos trabalhadores, aos reformados e aos aposentados, nomeadamente com baixos rendimentos, aumentou tanto em 2012?

Estudo do economista Eugénio Rosa de leitura obrigatória, publicado aqui.

(...)Muitos trabalhadores do sector privado e pensionistas (reformados da Segurança Social e aposentados da CGA) têm-me perguntado, através da Internet (via emai), por que razão a retenção mensal do seu IRS aumentou em 2012 apesar de não terem tido qualquer aumento de salários e, no caso dos pensionistas (reformados da Segurança Social e aposentados da CGA), de sofrerem o confisco do subsidio de férias e do Natal, apesar das taxas de IRS serem as mesmas de 2011. Os aumentos na retenção de IRS que os trabalhadores e os pensionistas estão a sofrer este ano resultam de "pequenas" alterações que este governo introduziu à socapa no Código do IRS, utilizando a Lei do Orçamento do Estado para 2012, que passaram despercebidas à opinião pública e aos órgãos de informação, e que mesmo na Assembleia da República não foram denunciadas com força suficiente para poderem chegar ao conhecimento dos portugueses.

Afinal só pinga desemprego, austeridade e miséria


Cartoon de hoje no Jornal Público.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A linguagem que poucos entendem

O senhor Zé (pouco seguro... Dizem alguns, lá no partido), não pára de nos surpreender com as suas tiradas intelectuais que ninguém entende; depois da celebre tirada da "abstenção violenta" aquando da votação do OE, aparece agora com a "austeridade inteligente" que será uma coisa de que só aquela cabecinha tonta poderá explicar o verdadeiro significado. Contudo, penso que deverá querer dizer mais ou menos isto: austeridade sempre; porque é o que está previsto no acordo da troika que o PS assinou.  Mas como os resultados que todos conhecemos não interessam nada, muda-se o nome, logo... parece outra coisa! E, os tótós cá do burgo acreditam que a miséria, o desemprego e a fome são inevitáveis, logo, dentro de pouco tempo estão novamente a meter a cruz no quadradinho do xucialismo e lá vamos ter o Zé na versão Socrática soft a dar continuidade ao enterro das conquistas de Abril se entretanto o povo não abrir a pestana.

«Êxitos» de uns desgraça de muitos

Por Jorge Cordeiro, no Jornal « Avante! »

A muito mediatizada vinda da troika para avaliar da diligência e capacidade do Governo em desgraçar a vida do País e dos portugueses parece vir confirmar, por inteiro, aquele dito popular que dá por adquirido «ser o contentamento de uns, a desgraça de muitos outros». Pelo que não se estranhará que nestes dias não venha a escassear na análise, no comentário ou no discurso oficial, as elogiosas referências à solicitude do Governo perante as determinações estrangeiras ou a servil simpatia com que acolheu as insolentes confidências e arrogantes afirmações de altos governantes alemães, como se de coisa de que nos devêssemos orgulhar se tratasse; aquele enumerar de cada um dos «êxitos» alcançados pelo rolo destruidor de direitos e de assalto aos rendimentos de quem trabalha, como se cada um desses apregoados «êxitos» não constituísse um factor de desgraça na vida de milhões de portugueses; ou ainda aquela tão estafada, quanto cega, insistência sobre o alegado e radioso caminho que nos estaria a diferenciar do rumo de países terceiros, iludindo que a passos largos nos encaminhamos para o mesmo abismo do incumprimento e insolvência nacionais para o qual esses países foram arrastados.

Entre o «custe o que custar» de Passos Coelho e Paulo Portas, ou a sugerida aplicação «inteligente» deste programa de agressão ao país e ao povo que António José Seguro foi solicitar à troika, mora a mesma e indigna postura de desprezo pelos interesses do país, pelas condições de vida dos portugueses e pela afirmação soberana de Portugal. Desde logo, e sobretudo, porque para lá da tão aparente quanto real postura de submissão a que se prestam, o que querem esconder – PSD, CDS e PS – é que têm na troika que mandaram vir um pretexto para melhor justificarem a agenda e desígnio próprios que há mais de trinta e cinco anos prosseguem de imporem um programa de exploração ao serviço do grande capital que servem e do qual beneficiam.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Hoje pade ser dia de cinema (50)

"CHE, UN HOMBRE NUEVO" GANHA O PREMIO DE MELHOR DOCUMENTÁRIO NO FESTIVAL DE CINEMA DE MONTREAL




(para quem tenha tempo, segue-se o video mais longo)




Informação tirada daqui

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sendo sábado, temos música (117)

(a ouvir hoje aqui em casa, enquanto arrumava papéis.)



Tava com cara que carimba postais
Que por descuido abriu uma carta que voltou
Levou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim, não pro senhor
Recebo craque colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante
E até cabelo cortado, retrato de 3x4
Pra batizado distante
Mas, isso aqui, meu senhor,
É uma carta de amor

Levo o mundo e não vou lá
Levo o mundo e não vou lá
Levo o mundo e não vou lá
Levo o mundo e não vou...

Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa, a vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta de amor
Dizendo: eu caso contente,
papel passado e presente
Desembrulhado o vestido
Eu volto logo, me espera
Não brigue nunca comigo
Eu quero ver nossos filhos
O professor me ensinou fazer uma carta de amor

Leve o mundo que eu vou já
Leve o mundo que eu vou já
Leve o mundo que eu vou já
Leve o mundo que eu vou...

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"Bolos para os tolos"


Cartoon de hoje no «JN»

E os empregos, estão onde? Não será isto mais uma cortina de fumo lançada sobre o desemprego  para encaixar mais meia dúzia de boys dos partidos no Governo, nos Centros de Emprego? Enfim, os tempos o dirão mas a mim parece-me  mais do mesmo. Ou seja: Chutar o problema para a frente e não resolver nada  em matéria de empregabilidade.
É evidente que perante o anuncio recente, do número de desempregados no nosso País (1200000 com tendência para aumentar assustadoramente), o Governo teria que reagir e, então, sacou desta "brilhante ideia" na tentativa de distribuir mais uns bolos aos tolos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lembrando o Zeca



Faz hoje 25 anos que o Zeca nos deixou fisicamente.
Recordar ainda que foi a  Grândola, Vila Morena na sua foz que deu o mote para a LIBERDADE no 25 de Abril de 1974.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Solidariedade com os jovens agredidos e detidos em Valência, na noite de segunda-feira.



O uso da força desproporcionada pela polícia contra os jovens estudantes que se manifestavam contra os duríssimos cortes nos apoios educativos no Instituto de Educación Secundaria Lluís Vives, decretados pelo Governo de Rajoy,  mereceram  o mais veemente protesto em várias cidades espanholas conforme se pode verificar neste video.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Terça-Feira de Carnaval




Se gosta do Carnaval e não foi obrigado a ir trabalhar mais um dia de borla para encher os bolsos do patrão; divirta-se, (des) mascare-se e mande um postalinho ao Pedrito de Massamá a dizer-lhe que a  proclamação da abolição da escravatura data de 1869...

Tenham uma boa terça-feira de Carnaval.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Fala-se de Calotes

(...)São 481 empresas, localizadas sobretudo no Porto, e devem aos cofres da Segurança Social um total de 10,658 milhões de euros. As notificações seguiram no final de Janeiro e respeitam a dados acumulados ao longo de alguns meses. No Jornal «JN»

Bem! Parece-me que o assunto que esta notícia trata não se enquadra lá muito bem na definição de calote. A dívida em causa, entendi-a, como sendo o  resultado de aplicação indevida da lay-off e rescisões ilegais, e, a isto chama-se outra coisa... Digo eu!

Grandes manifestações em Espanha contra a reforma laboral


As imagens são do Jornal Público.es as quais pode ver aqui.

(Assunto que vagamente foi destacado nos média em Portugal.)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sendo sábado, temos música (116)

Por nenhum motivo especial, hoje lembrei-me de Luz Casal e dos filmes do Pedro Almodóvar.

(se gosta da música, aproveite e dance...)




Un Año De Amor

Lo nuestro se acabó
y te arrepentirás de haberle puesto fin
a un año de amor.
Si ahora tú tevas
pronto descubrirás
que los días son eternos y vacios sin mí.
Y de noche, por la noche,
por no sentirt solo
recordarás
nuestros días felices,
recordarás el sabor de mis besos
y entenderás
en un solo momento
qué significa
un año de amor.
Te has parado a pensar
lo que sucederá,
todo lo que perdemos
y lo que sufrirás?.
Si ahora tú te vas no recuperaraás
los momento felices que te hice vivir.
Y de noche, por la noche,
por no sentirte solo
recordarás el sabor de mis besos
y entenderás
en un solo momento
qué significa
un año de amor.
Y entenderás
en un solo momento
qué significa
un año de amor.


Um bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quando 2+2 são...

...qualquer coisa que se pode explicar por nada. Ou seja: Como é que eu consigo que algum dos meus amigos fique convencido que ando a tratar bem os meus negócios, dizendo-lhes (por exemplo...)que gastei com o meu carro para ele andar 12 mil euros e o vou vender por apenas 40 euros! É, certo e sabido,que ninguém acreditará que dali venha algum proveito a meu favor. foi exactamente o que eu pensei -no que diz respeito aos ganhos para o Estado português- quando me disseram que o Governo tinha vendido o BPN por 40 milhões mas antes teria que lá injectar 600 milhões de euros conforme acordado no negócio e receber no desemprego metade dos trabalhadores no activo do referido banco.

Claro fica também que com "negócios" destes não precisamos de evocar qualquer crise anunciada ou por anunciar porque o (des)Governo e as suas políticas   neoliberais, vão empurrar o país para um buraco ainda mais fundo do que aquele em que nos encontramos hoje.

Em consequência destas e outras políticas -sempre gravosas para os trabalhadores e para o País - é que a CGTP-IN convocou para dia 22 de Março uma Greve Geral  “contra a exploração e o empobrecimento, pela mudança de políticas, pelo emprego, pelos salários, pelos direitos e pelos serviços públicos”

Gerir expectativas

Por Manuel António Pina, no Jornal «JN»

Apesar dos esforços do Governo na luta contra o desemprego (basta consultar o "Diário da República" e ver as nomeações feitas todos os dias), o INE anunciou ontem que os portugueses desempregados são já 771 mil. E o ministro Relvas diz-se (que outra coisa haveria de dizer?) "preocupado".

Mas Relvas ocupa no Governo a perplexa pasta do Optimismo, também dita da Propaganda e, não podendo deixar de mostrar-se pesaroso, nem podendo (pelo menos em público) dirigir cumplicemente uma piscadela de olho liberal à Sra. Merkel exibindo esse número como prova de que, quando o Governo diz que vai "além da troika", vai mesmo, apressa-se a tranquilizar o povo: o Governo está a "fazer o caminho certo".

"O caminho certo" é uma expressão ambiguamente feliz. Com ela, Relvas realiza o milagre retórico de, ao mesmo temo, falar verdade e mentir.

Fala verdade àquele patronato que alimenta justificadas expectativas de que o "caminho certo" do Governo, embaratecendo e facilitando os despedimentos, lhe oferecerá um exército, cada vez mais numeroso, de mão-de-obra dócil e disposta a trabalhar por uma malga de arroz; e mente aos 771 mil desempregados, mantendo-os expectantes de que tal "caminho certo" os conduzirá, num futuro radioso por vir e apesar da galopante recessão para que o INE igualmente aponta, a um posto de trabalho (quem sabe se num dos aparentemente inesgotáveis lugares de assessor do gabinete do próprio Relvas?).

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tempo de Antena do PCP de 14 de Fevereiro de 2012




"Quase meio ano depois do acordo que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI, a vida prova que é para servir o capital e as grandes potências que sujeitam o povo e o país a este pacto de agressão. Para além da reduzirem os salários e as reformas, aumentam os impostos, aumentam brutalmente o custo de vida com a subida de preços."

"Não à resignação sim à indignação"

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lá vamos começar de novo



Quatro notas e uma conclusão


-Sá Pinto é o senhor que se segue no banco da equipa principal do Sporting.
-Afinal havia um projecto, mas só durou 9 meses.
-Este filme já rodou por Alvalade em 2005 quando foram aos juniores chamar o Paulo Bento.
-Que a paixão... traga de volta o clube às vitórias é o desejo dos sportinguistas.

Conclusão: "Quem não tem cão caça com gato!"

Contas do IRS serão diferentes este ano*

A maioria dos contribuintes vai receber menos reembolso de IRS e alguns ainda vão ter imposto a pagar devido ao corte nas deduções, apesar de já terem ficado sem metade do subsídio de Natal.
A garantia é dada por Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) que, em declarações à Lusa, lembra que “a maioria dos contribuintes vai ter uma redução drástica do reembolso [de IRS] que estava habituado a receber”.

A razão, acrescenta, são “as novas regras” em termos de liquidação e a sobretaxa de IRS de 3,5 por cento que, apesar de já ter levado a um corte de 50 por cento do subsídio de Natal em 2011, vai ainda fazer-se sentir depois de terminado o apuramento do imposto.

Na prática, durante 2011, os contribuintes foram sujeitos a retenção na fonte todos os meses e, em Dezembro, tiveram uma retenção especial de 50 por cento sobre o subsídio de Natal.

Esta retenção foi a forma encontrada para aplicar já em 2011 a sobretaxa de 3,5 pontos percentuais que o Governo somou a todos os escalões de IRS.



  

No entanto, só em 2012, depois de entregues as declarações de IRS referentes a 2011 e de o fisco ter calculado o deve e o haver de cada contribuinte é que se vai saber se o que foi descontado em 2011 foi suficiente, e não é preciso pagar mais imposto.   Leitura completa desta informação «aqui».

* Sol/Sapo.pt




Os acidentes acontecem?

Por Carvalho da Silva, no Jornal «JN»


Na passada terça-feira feira foi "notícia" o acidente de trabalho nas obras de ampliação do Mercado do Livramento, em Setúbal, que causou cinco mortos. No mesmo dia, dois operários ficaram gravemente feridos pela queda de uma grua no Laranjeiro, Almada. No dia seguinte, quatro trabalhadores das obras da barragem de Foz Tua foram feridos. Outros acidentes não foram noticiados.

As entidades com obrigações directas e indirectas nas obras expressaram preocupações, mas ninguém assumiu abertamente a responsabilidade. A Autoridade para as Condições de Trabalho, por certo, abriu os respectivos inquéritos para apurar as causas. No final, a principal causa identificada será a humana. Mas, ainda que se apurem responsabilidades individuais, elas acabam por esconder o drama e as responsabilidades colectivas dos acidentes de trabalho.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Hoje o Terreiro do Paço é do Povo


Do Cais do Sodré, Martim Moniz, Sta. Apolónia e Restauradores, a caminho do Terreiro do Paço.
-Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento! Outra política é possível e necessária!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

“Não pode haver nenhuma área de actuação de Governo que não tenha fiscalização política”.

Bernardino Soares anunciou que o PCP vai recorrer da decisão que não obriga o primeiro-ministro a explicar o caso das secretas em comissão parlamentar. Não é por ser primeiro-ministro que Passos Coelho não tem de explicar as áreas sob a sua tutela, defendeu o deputado. «negócios-online»

Será que a Mesa da Assembleia concordará com o princípio que "não pode haver nenhuma área de actuação do Governo que não tenha fiscalização política" ou o país passou de País Democrático a república das bananas? Isto... pergunto eu que entendo pouco destas coisas.

Nacional 1-3 Sporting



SPOOOOOOOOORTING!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ficamos assim...

A estória vinha há dias nos jornais. Parece que um senhor de nome Paulo Silva, 44 anos, pai de três filhos e desempregado, a viver sozinho há cerca de oito meses numa habitação precária construída por si em terrenos que a autarquia de Azambuja cedeu para cultivo de hortas sociais, terá ao que consta, em Maio de 2010, por sua iniciativa e a pedido de alguns vizinhos ido tapar um buraco numa estrada de terra batida o qual estava a dificultar a circulação naquela via. Só que o dito senhor não sabia que o que estava a fazer não era permitido por ser considerado um crime  ambiental visto tratar-se de resíduos de obras e esses materiais terem lugar próprio para despejo. Logo apareceu a GNR passou-lhe a contra-ordenação e agora  a Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território aplicou uma coima de 20 mil euros  por tapar, com material de obras, um buraco com um metro quadrado num caminho em terra batida.
Podem as mentes "iluminadas" deste país pobre, triste e a caminho de deixar de o ser; dormir tranquilas porque  os crimes contra o ambiente estão a ser combatidos de forma exemplar conforme se prova na notícia acima descrita.
Não entram neste "filme"..., o derrube de sobreiros, a retirada de quintas (para fazer os mais variados negócios) das áreas em zonas protegidas e toda a especulação de terrenos que vão sendo notícia quase todos os dias, porque estes acontecimentos fazem parte de um outro "filme" onde o actor principal é o bonitão que resolve tudo pelo lado da carteira.
E, pronto! Ficamos assim...O que seria importante era ficarmos todos satisfeitos com a aplicação da justiça mas esse, infelizmente, não é o sentimento generalizado.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hoje pode ser dia de cinema (49)

As Serviçais

Realização:Tate Taylor               




Sinopse

Três mulheres extraordinárias e muito diferentes no Mississippi durante os anos 60, que construíram uma improvável amizade em torno de um projecto secreto que quebra todas as regra sociais e as coloca a todas em risco. Desta inesperada aliança, emerge uma admirável irmandade, incutindo-lhes uma coragem para transcenderem os próprios limites, e a consciencialização de que às vezes esses limites existem para serem ultrapassados – mesmo que isso signifique que todos na cidade tenham de confrontar-se com os tempos de mudança. « sapocinema »

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sendo sábado, temos música (115)

Em Angola comemora-se hoje, 4 de Fevereiro, o início da luta armada pela sua libertação. Apesar de todas as vicissitudes, penso que vale a pena a sua comemoração.
Assim, associando-me ao acto, deixo aqui um poema de Manuel Rui Monteiro na voz de Rui Mingas para todos vós.

MENINOS DO HUAMBO





Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de huambo fazem alegria
Do céu puxando as cadentes mais bonitas

Com lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Com os nomes mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Juntam fapula com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar

Divide a chuva miudinha por o milho
Multiplicam o vento pelo poder popular

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo
Porque meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Assim contentes à voltinha da fogueira
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Novas palavras para fazer redacções
Escapando ao se esvadeio ao machado
Para os meninos também são constelações
Constelações que brilham sempre sem parar

Palavras deste tempo sempre novo
Multiplicam o vento pelo poder popular
Porque meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo
Porque meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dívida portuguesa "é impagável" sem renegociação


O antigo líder do PCP Carlos Carvalhas defende que a dívida pública portuguesa "é impagável", e que mais tarde ou mais cedo terá de ser renegociada nos seus prazos e juros, e perdoada uma parte.

"Isto para mim é uma questão inevitável", afirmou dirigente do Comité Central do PCP, ao participar quinta-feira à noite em Coimbra num debate intitulado "Rejeitar o Pacto de Agressão/Lutar por um Portugal com Futuro".

No entendimento de Carlos Carvalhas, renegociar a dívida significa prazos maiores para o seu pagamento e diminuição nas taxas de juro

"E naturalmente uma parte [da dívida] que não será paga para sairmos desta situação, e apostarmos no crescimento económico. Sem crescimento económico não haverá solução, nem para o défice, nem para a dívida, nem para o nosso país" sustentou.

Para o dirigente comunista, com a política que tem vindo a ser seguida pelo Governo liderado por Passos Coelho "a economia portuguesa vai ficar um descalabro", sem expetativas de retoma.

"Podemos resolver o problema do défice, mas é pelo estrangulamento da atividade económica, da economia, do consumo. Quando quisermos dar um passo para recuperar, como não fizemos alterações estruturais do ponto de vista de desenvolvimento económico, o défice vai continuar, outra vez, a aumentar", considerou.

Entende que mesmo as privatizações de empresas "não resolvem o problema, antes o agravam".

Realçou que hoje, o "dinheiro que sai em lucros e dividendos para o exterior já é superior a tudo aquilo que entra da União Europeia, nos diversos fundos", e isso sem ter em conta "os lucros que sairão no futuro" através da REN [Redes Eléctricas Nacionais], da EDP, e de outras empresas que também passarão para o setor privado.

"É necessário alterar este rumo, e no plano da União Europeia era preciso um prazo muito maior para a redução do défice público", sustenta, lembrando que um diretor geral do Fundo Monetário Internacional já advertiu que "a redução do défice não deve ser feita em forma de sprint, mas de maratona".

Reportando-se ao combate ao défice, Carlos Carvalhas considerou que o Governo português "parece que é mais papista que o papa e acha que deve ser num sprint, e um sprint forçado".

Na sua perspetiva, o Governo "mete-se atrás desse biombo do pacto" com a Troika "para executar o seu programa neoliberal".

Hoje publicado no «DN/Lusa»

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Até quando?

Por Octávio Teixeira, no jornal «negócios»

Com a subserviência da generalidade dos chefes de Estado dos países europeus, a Alemanha de Merkel vai impondo o que a Alemanha de Hitler não conseguiu.
Sob a batuta da Alemanha os chefes de Governo da zona euro aprovaram o "pacto orçamental" que impõe a alcunhada "regra de ouro" que limita o défice estrutural a 0,5%, atribui ao Tribunal de Justiça o controlo do seu cumprimento e aplica sanções automáticas aos incumpridores.

É uma decisão irresponsável. O pacto vem culminar (para já) as políticas de austeridade que têm vindo a ser tomadas após o início da crise com resultados que só a têm agravado e ampliado e dar mais uma machadada na soberania popular dos países-membros.

Os tratados de finanças públicas registam uma regra de ouro que é a do défice orçamental não ser superior ao défice de capital. O que nada tem a ver com esta "regra de ouro" alemã que não permite o recurso ao endividamento para financiar investimentos públicos essenciais ao desenvolvimento. Que acrescenta austeridade à austeridade, obrigando os países da zona euro a aplicar políticas orçamentais pro-cíclicas num contexto generalizado de recessão económica e de aumento do desemprego. Que não dá resposta ao problema essencial da zona euro que é o do aumento da dívida externa de numerosos países, espelhando os desequilíbrios estruturais das contas externas e os seus baixos níveis de produtividade e competitividade.

Com a subserviência da generalidade dos chefes de Estado dos países europeus, a Alemanha de Merkel vai impondo o que a Alemanha de Hitler não conseguiu: o domínio e colonização da Europa. Substituiu a força das armas pela arma do euro. Que é igualmente violenta. Já impôs dois chefes de Estado não eleitos e pretende transformar a Grécia num protectorado.

Até quando a subserviência, até quando a Alemanha continuará a abusar da paciência dos cidadãos e da dignidade de Estados soberanos?

No País do vale tudo...

...até tirar os olhos ao povo se preciso for, para cumprir um acordo que toda a gente já percebeu e muitos afirmaram logo em Abril do ano passado, não ser possível cumprir sem empurrar o País para a fome generalizada, para a miséria e para o desemprego. Os números estão aí.

Termino com uma frase conhecida: «O que faz falta é avisar a malta».