sábado, 30 de novembro de 2013

Sendo sábado, temos música (188)



Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor nos ramos
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praia do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

Um bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mais uma solução desastrosa para os trabalhadores



"A única garantia é que o senhor ministro confirmou hoje o despedimento coletivo de 620 trabalhadores. Ficámos muito desiludidos porque há ano e meio a esta parte, o ministro pegou num diploma do Governo socialista e disse que ia pôr na gaveta 420 despedimentos. Agora está a fazer melhor, está a despedir de uma só vez 620", afirmou o dirigente da comissão de trabalhadores dos ENVC António Costa.

Comentário:
Os sucessivos desgovernos, em matéria dos Estaleiros de Viana, apenas se preocuparam ao longo dos tempos em falar dos prejuízos ali verificados; nunca deram qualquer meio passo que fosse, para resolver esse que diziam ser o problema da empresa.
Dinheiro para cumprir prazos e acabar encomendas, nunca apareceu.
Agora, de um momento para outro encontraram 30 milhões de euros para o despedimento colectivo dos trabalhadores atirando-os para o desemprego e para a miséria.

Está na cara de quem nos desgoverna que, eles estão lá..., não para criarem postos de trabalho, mas para destruí-los privatizando ou vendendo ao desbarato tudo o que seja do Estado sempre em prejuízo dos mesmos.
Até quando...?

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Hoje, vamos falar de justiça na repartição da riqueza.

Na habitual lista anual dos 25 mais ricos de Portugal, a divulgar na edição de dezembro da Exame, que chega quinta-feira às bancas, a revista conclui que as 25 maiores fortunas do país somam 16,7 mil milhões de euros este ano, o que compara com os 14,4 mil milhões que valiam em 2012.

E ainda, Ler mais Aqui.

Comentário:
Façam favor de ler as duas peças dos links acima e, no fim, tirem as vossas conclusões.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cortes, austeridade e recessão são a "a praia" do desgoverno deste País.




O Parlamento aprova, esta terça-feira, em votação final global, a proposta do Governo para o Orçamento do Estado de 2014, que inclui cortes entre 2,5% a 12% nos salários mensais dos funcionários públicos superiores a 675 euros.

Comentário:
A indignação da população em geral vem hoje novamente para os locais de trabalho e  ruas deste País para dizer a quem se ocupa do poder que os trabalhadores e o povo não aceitam políticas que apenas nos levam à miséria e à ruína.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Capas de jornais (64)


Como habitualmente passei pela tabacaria do bairro para comprar o jornal, e, dou sempre uma vista-de- olhos pelas capas dos outros títulos.  Hoje, foi esta,  a que mais encheu o meu contentamento com o seu destaque.

domingo, 24 de novembro de 2013

Hoje pode ser dia de cinema (89)

DANÇA DE SOMBRAS

 

SINOPSE
Colette McVeigh é uma mãe solteira que vive em Belfast com a mãe e os irmãos, que são membros do IRA. Quando Colette acaba por ser presa em Londres na sequência de um plano bombista do IRA que acaba mal, vê-se confrontada com apenas duas soluções que o agente Mac, do MI5, lhe dá a escolher: ir para a cadeia durante 25 anos e perder tudo o que tem; ou regressar a Belfast como informadora, espiando a sua própria família. Com a vida do filho nas suas mãos, Collette decide confiar em Mac e voltar a casa. Mas quando a operação secreta dos seus irmãos é alvo de uma emboscada, levanta-se a suspeita-se sobre a existência de um informador e Collette descobre que tanto ela como a sua família se encontram em grave perigo.

Tenham um bom domingo e bom cinema

sábado, 23 de novembro de 2013

Sendo sábado, temos música (187)




VOAR
(Xutos& Pontapés)
Eu queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar á bola
a minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.
Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ...e voar
O meu quarto é o meu mundo
o ecrã é a janela
Não choro em frente á minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
vai-me levar com ela
Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar
Acordar meter os pés no chão
Levantar, pegar o que tens mais á mão
Voltar a rir,voltar a andar
Voltar Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Grande Manifestação das Polícias

Polícias em protesto rompem barreiras e sobem escadaria do Parlamento

O capitalismo mata!

Por Ângelo Alves, no jornal «Avante!»

O mundo ficou chocado com os efeitos do tufão Haiyan nas Filipinas. Os números são ainda incertos mas apontam para cerca de 10 000 mortos e mais de 4 300 000 pessoas afectadas. É um exemplo, muito doloroso, de como a espécie humana é vulnerável à força poderosa da natureza. Mas esta constatação remete-nos para duas linhas de reflexão adicionais.

A primeira é a da questão da relação do ser humano com o meio ambiente. Não está provada a relação directa entre o tufão Haiyan e o polémico, e questionado cientificamente, conceito de «aquecimento global». Contudo, na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas que se realiza em Varsóvia até amanhã, o tema Haiyan foi utilizado, com dramatismo, por vários dos seus intervenientes.

Não entraremos na polémica da relação directa entre fenómenos extremos e alterações climáticas, deixaremos isso para os especialistas. No entanto, é importante afirmar que mesmo que houvesse relação directa, a maioria dos discursos ali proferidos seriam puros exercícios de retórica ou de hipocrisia, pois não tocam, com raras e honrosas excepções, no fulcro da questão que é o modo de produção que prevalece no planeta – o capitalismo – e que é o grande responsável pela delapidação de recursos naturais, pela destruição de solos agrícolas e de imensas manchas florestais e pela degradação das condições atmosféricas.
 
Mas o problema existe de facto e a crise ambiental é uma das facetas do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo. E como reage o sistema? É obrigado a reconhecer as consequências, esconde as reais causas e tenta tirar partido da situação. É por isso que há já longos anos se instrumentalizam justíssimas preocupações com a degradação das condições naturais para construir uma espécie de «dogma ambiental» com quatro objectivos centrais: 1 – Ocultar que a causa principal da degradação ambiental é a sobreposição da lógica do lucro a tudo – seja às condições de vida do ser humano seja à preservação dos recursos naturais e condições ambientais. 2 – Transferir os custos e as responsabilidades da preservação de recursos e das condições atmosféricas para os povos e para os países menos desenvolvidos e com isso definir novos quadros de exploração, de colonização económica e de domínio sobre recursos naturais. 3 – Reafirmar a lógica capitalista no suposto «combate ambiental» apontando como «soluções» a privatização da atmosfera e a entrega ao grande capital da «gestão» do multi-bilionário mercado de emissões de carbono – uma espécie de bolsa mundial de direitos de poluição dominada pelos principais poluidores. 4 – Erigir, em nome da chamada «economia verde», um gigantesco negócio mundial (privado claro está) em torno das chamadas «energias renováveis», avançando simultaneamente na privatização e fusão das companhias de produção de energia (como é o caso da nossa EDP). 


A segunda linha de reflexão está relacionada com as condições sociais dos povos afectados. São os mais expostos à exploração capitalista, mais pobres, mais atirados para a miséria, aqueles que mais sofrem com as catástrofes como o Haiyan. O número assustador de mortos nas Filipinas, bem como a incapacidade de resposta do governo filipino, não é dissociável das receitas do FMI que há décadas ali são aplicadas, nem da deslocação de vultuosos recursos públicos para apoiar a estratégia dos EUA de militarização do pacífico. Não são dissociáveis dos cortes sociais, da destruição de sistemas de saúde e educação ou da quase inexistência de um sistema e rede de apoio social, nomeadamente na habitação. Estas políticas – as mesmas que o FMI e a União Europeia tentam impor aos portugueses, também aqui com o apoio de um governo submisso aos interesses do grande capital – são igualmente responsáveis pelos mais de 10 mil mortos nas Filipinas. É que o capitalismo mata mesmo!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Suécia 2-3 Portugal

Portugal volta a estar numa fase final do Mundial de futebol em 2014 no Brasil.

...Parabéns para todo o grupo de trabalho, com grande destaque para Cristiano Ronaldo que demonstrou uma vez mais ser nesta modalidade desportiva o melhor do Mundo.

As contas

Estimativa rápida das contas nacionais do 3º trimestre não mostra o fim da recessão económica
O INE divulgou a estimativa rápida das Contas Nacionais do terceiro trimestre deste ano, a qual indica uma variação homóloga do PIB de -1% e uma variação face ao 2º trimestre de 0,2%. Com base nesta informação, está a procurar-se criar na opinião pública a ideia da “luz ao fundo do túnel” que seria o fim da recessão.

Os dados objectivos não permitem no entanto acalentar a ilusão do fim de um ciclo económico -marcado por uma brutal destruição da riqueza e por um empobrecimento generalizado (mas os mais ricos viram a sua riqueza aumentar!) da população – e a passagem a um ciclo em que a economia cresce e, em consequência, o rendimento aumenta.

domingo, 10 de novembro de 2013

Hoje no Campo Pequeno Homenagem a Álvaro Cunhal

...Comício do PCP, pelas 15 horas, no dia em que se cumprem os 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal. Grande figura da História do PCP e dos ideais na construção em Portugal da democracia, do socialismo e do comunismo. 
"A maior alegria do militante comunista resulta do êxito alcançado, não para benefício próprio, mas para beneficio do povo" 
Álvaro Cunhal in O Partido com Paredes de Vidro

sábado, 9 de novembro de 2013

Sendo sábado, temos música (186)



Geni e o Zepelim

Chico Buarque

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela,
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso,
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela),
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre,
Tão cheirando a brilho e a cobre,
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão:
O prefeito de joelhos,
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão.
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um!
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos,
Tão sinceros, tão sentidos,
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira,
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado.
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir,
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir:
"Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

Bom sábado, boas noticias e boa música.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vende pátrias

Por Jorge Cordeiro, no jornal «Avante!»

Terá sido sem surpresa que os mais avisados ouviram de Paulo Portas a afirmação de que em Junho de 2014 «poderemos viver uma espécie de 1640 financeiro». Não surpreende desde logo porque, sopre o que soprar da verborreia oratória de Paulo Portas, o crédito que se lhe possa atribuir é não só nulo como porque do que dali saia deve ser interpretado, para uma busca bem sucedida do que de facto pensa, no exacto oposto do que se lhe ouviu. Ou seja o que soe a irrevogável é o seu antónimo, o que se lhe ouça de tranquilização sobre o roubo das pensões de sobrevivência deve ser tido em conta como fundada razão de inquietação e sobressalto. Vindo dali, há seguramente muito do pior que a política nacional conhece de intriga, jogos palacianos e contorcionismo argumentativo. E também como comprovadamente se sabe aquela abundante falta de respeito pela verdade ou ausência de noção da palavra dada que deve conduzir a uma cautelar desconstrução daquilo que é dito.
Pelo que chegados à altissonante tirada do ministro Portas, e prevenidos os leitores, importa recolocá-la no exacto ponto do significado que comporta. Primeiro, porque tendo Portas acrescentado para sustentar a supra citada máxima, que «o País foi sacrificado e humilhado neste resgate imperdoável», recorde-se que a criatura que agora isto afirma é exactamente a mesma que em Maio de 2011, com a sua assinatura e apoio a esse resgate, humilhou o País e os portugueses. Depois, porque é preciso avisar, não vá o equívoco adensar-se, que a citada referência a 1640 deve ser lida, vinda de quem vem, pelo lado do que carrega de intenção colaboracionista e não de entusiasmo libertador. Porque é do lado dos «Mântuas» de hoje (sejam eles Passos, Gaspares ou as Luís Albuquerques) e dos «Filipes» dos nossos dias (chamem-se Barrosos, Lagardes, Merkel ou simplesmente «mercados») que este Miguel de Vasconcelos dos dia de hoje (não escrivão da Fazenda mas sim vice primeiro-ministro) de facto está.

E embora sem o determinismo de repetições miméticas da História se poderá vaticinar que todos acabarão atirados janela fora, já não pela acção patriótica de 40 fidalgos mas pela imparável força da luta dos trabalhadores e do povo português.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Destruição duradoura

Por Carvalho da Silva, no jornal «JN»

É com estas duas palavras que o Observatório sobre Crises e Alternativas, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES), classifica os traços mais marcantes comuns aos orçamentos do Estado (OE) dos anos 2011, 2012 e 2013, quando analisa os previsíveis impactos do OE apresentado pelo Governo para o próximo ano.
O OE para 2014 não pode ser analisado isolando-o da experiência concreta que temos vivido. É preciso um exercício de memória, neste caso muito recente, para observar o sentido e o alcance das políticas que vêm sendo seguidas, os seus efeitos reais e as continuidades ou ruturas que nos são propostas. Só com esta base de análise se pode obter, com alguma segurança, projeções para o futuro.
Ora, segundo o estudo dos economistas do CES que trabalharam o 7.o Barómetro daquele Observatório, "os resultados da experiência destes três anos são claros: (i) os 6 mil milhões a menos que hoje temos no défice conduziram a 7,5 mil milhões a menos no PIB, ou seja, por cada euro retirado ao défice, tirou--se 1,25 euros ao PIB; (ii) os 6 mil milhões a menos no défice significaram 52 mil milhões a mais na dívida pública, ou seja, por cada euro retirado ao défice, a dívida aumentou 8,67 euros".

domingo, 3 de novembro de 2013

Para o final de domingo




Continuação de bom domingo e boa semana

Hoje pode ser dia de cinema (88)

Realização: Daniel Barnz

NUNCA DESISTAS

Sinopse: 
Maggie Gyllenhaal e Viola Davis são duas determinadas mães que não desistem perante nenhum obstáculo até conseguirem transformar o decadente sistema de ensino que os seus filhos frequentam. Lutando contra hábitos instalados, uma poderosa e enraizada burocracia e um sistema de ensino tradicional e ultrapassado, as duas amigas arriscam a sua vida pessoal e profissional para conseguirem fazer a diferença no futuro de milhares de alunos.

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 2 de novembro de 2013

Sendo sábado, temos música (185)



Ternura

Desvio dos teus ombros o lençol
Que é feito de ternura amarrotada
Da frescura que vem depois do sol
Quando depois do sol não vem mais nada.

Olho a roupa no chão - que tempestade
Há restos de ternura pelo meio
Como vultos perdidos na cidade
Onde uma tempestade sobreveio.

Começas a vestir-te lentamente
E é ternura também que vou vestindo
Para enfrentar lá fora aquela gente
Que da nossa ternura anda sorrindo.

Mas ninguém sabe a pressa com que nós
A despimos assim que estamos sós.
 

Poema de David Mourão Ferreira

Bom sábado, boas notícias e boa música

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Luta vai continuar







CGTP reúne milhares em São Bento e marca nova manifestação para dia 26

IRS chega a cortar mais de 60% do subsídio de férias

"O subsídio de férias que será pago em Novembro aos funcionários públicos e aos pensionistas chega a levar cortes superiores a 60% face aos acertos relativos às taxas de retenção na fonte de IRS, segundo as simulações da PricewaterhouseCoopers."
 
Ler mais aqui.
 
Comentário:
Há muitas maneiras de "matar pulgas". Ou seja, de continuar a roubalheira.

Branqueamentos

Por João Frazão, no jornal «Avante!»


Independentemente da opinião que se possa ter sobre a «performance» do actual secretário-geral e da actual direcção do PS ou sobre as diversas correntes que, aparentemente, se digladiam entre si, organizadas em torno dos seus chefes e das suas iniciativas próprias, espreitando objectivos específicos que podem parecer contraditórios, o que, nesta fase da vida nacional, marca a intervenção do PS, dos seus dirigentes e dos seus mais notáveis militantes, é uma imensa tentativa de branqueamento das suas responsabilidades na situação em que nos encontramos.
Nas últimas semanas saltaram todos para terreiro, uns de olhos postos nas eleições presidenciais, outros convencidos que o seu lugar é a presidir a um próximo governo, todos a pensar que o que interessa é garantir que, na alternância com que sempre sonham e em que estão de novo visivelmente empenhados, o PS continua a ter o lugar que os centros de decisão do capital lhe reservam, sendo necessário para isso procurar diferenciar o PS de antes do PS de agora. Uma espécie de «este PS não tem nada a ver com os PS anteriores, que com Soares, Guterres ou Sócrates no governo foram sempre executores da política de direita».
Ora, por mais alto que tal ou tal dirigente fale aos microfones que lhe põem à frente, por mais opositor que afivele o discurso, há três factos que são inelutáveis.
O primeiro, o de que foi o PS, e não qualquer outro, que decidiu negociar com a troika estrangeira o pacto de agressão e que assinou os objectivos lá inscritos, entregando de mão beijada ao PSD e ao CDS esse programa de governo antinacional e antipatriótico.
O segundo, o de que ninguém impede o PS de afirmar com clareza que se afasta desse pacto, assumindo o erro que cometeu, e passando a defender outro caminho, que rompa com o rumo de desastre que ele implica.
O terceiro, o de que, num quadro em que o clamor popular exige a demissão do Governo e a derrota desta política, ao assumir em definitivo como posição oficial a de esperar pelas eleições legislativas até 2015, desistindo de exigir eleições antecipadas, o PS estende, na prática, uma passadeira vermelha à acção destruidora deste Governo até essa data.

Resta, como desde a primeira hora afirmamos, a luta para lhes trocar as voltas!