domingo, 23 de fevereiro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (97)



Baseado na história verídica da maior caça ao tesouro de sempre, «The Monuments Men - Caçadores de Tesouros» centra-se num improvável pelotão da Segunda Guerra Mundial, enviado para a Alemanha a fim de resgatar grandes obras de arte de ladrões nazis e devolvê-las aos seus legítimos proprietários. Seria uma missão impossível: com a arte presa para lá das linhas inimigas e com o exército alemão com ordens para destruir tudo durante a queda do Reich, como poderiam estes homens - sete diretores de museus, curadores e historiadores de arte, mais familiarizados com Michelangelo que com armas – ser bem sucedidos? Ao se encontrarem numa corrida contra o tempo para evitar a destruição de 1.000 anos de cultura, os chamados Caçadores de Tesouros arriscam as suas vidas, para proteger e defender as melhores obras criadas pelo homem.

Bom domingo e bons filmes

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sendo sábado , temos música (196)




a gorda do café
muito antiga e perfumada
passe bem minha senhora
que eu não me importo nada
uma rima obsessiva
indecente nas suas maneiras
desligado o motor do carro
as criadas tornavam-se indisciplinadas
vivo do que me dão
nunca falto às aulas de esgrima
e todos os dias agradeço a deus
esta depressão que me anima
o rapaz da drogaria
amarelo e mal tratado
convidou-me a sair
encontrei-o no teatro
Bom sábado e boa música

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Doentes do sangue esperam 658 dias por 1.ª consulta

"Há doentes que correm risco de vida à espera de uma consulta de Hematologia que não existe no Hospital de Aveiro. Deviam começar a ser tratados no prazo de uma semana, mas o tempo médio de espera é de 658 dias."
Hoje no«JN»

Comentário:
Não se pode viver num país onde apenas a Sol e pouco mais é amigo do povo.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (96)


REALIZAÇÃO: 

Woody Allen




Sinopse
Depois de tudo na sua vida se ter desmoronado, incluindo o casamento com Hal, um rico homem de negócios, a elegante Jasmine, uma mulher habituada à vida social de Nova Iorque, muda-se para o modesto apartamento da irmã Ginger, em São Francisco, para se tentar recompor de novo. Jasmine chega a São Francisco num estado mental frágil, a sua cabeça num rolo, devido ao cocktail de anti-depressivos que anda a tomar. Apesar de ainda conseguir projectar a sua postura aristocrática, Jasmine está mentalmente débil e falta-lhe qualquer capacidade prática de cuidar de si própria. E desaprova o namorado da irmã, Chili, que considera um falhado, como o ex-marido dela, Augie. Ginger, reconhecendo mas não compreendendo totalmente a instabilidade psicológica da irmã, sugere-lhe que trabalhe em design de interiores, uma carreira que correctamente intui que Jasmine não considere indigna do seu estatuto. Entretanto, Jasmine aceita com relutância um emprego como recepcionista num dentista, onde sem o desejar atrai as atenções do patrão, o Dr. Flicker. Sentindo que a irmã pode ter razão em relação ao seu terrível gosto em relação aos homens, Ginger começa a sair com Al, um engenheiro de som que considera um degrau acima de Chili. E Jasmine vislumbra uma potencial hipótese de vida quando conhece Dwight, um diplomata que é imediatamente seduzido pela sua beleza, sofisticação e estilo. O problema de Jasmine é que funciona em função da maneira como é vista pelos outros, enquanto que ela própria está cega em relação ao que se passa à sua volta. Delicadamente interpretada por uma muito real Cate Blanchett, Jasmine conquista a nossa compaixão porque se torna um inconsciente instrumento da sua própria queda.

Bom domingo, boas notícias e bons filmes.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sendo sábado, temos música (195)



Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
O nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu sou
Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega e outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Bom sábado e boa música 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Um negócio que respira saúde

Por Vasco Cardoso, no jornal «Avante!»

Em versão mais pindérica do que o cenário montado em Wall Street sempre que uma nova empresa dá entrada na mais importante bolsa de valores dos EUA, esta semana uma cerimónia idêntica teve lugar em Lisboa. Tocou-se o sino, bateu-se palmas, abriu-se garrafas de champanhe, deu-se abraços e entrevistas para assinalar a entrada em bolsa da Espírito Santo Saúde, empresa do Grupo do dito banqueiro e que é a primeira do sector da saúde a entrar no mercado de capitais em Portugal.
Risco? Nem pensar. Este é um negócio garantido!
O processo de destruição do serviço nacional de saúde está em marcha acelerada: prossegue o encerramento de extensões e centros de saúde e também de hospitais; milhões de utentes não têm neste momento médico de família; por todo o lado faltam profissionais, médicos e enfermeiros, mas também pensos, seringas, fraldas, camas, medicamentos e equipamentos dos mais diversos; os tempos de espera aumentam brutalmente com urgências a atingirem 15 e 16 horas de espera, já para não falar nos meses que é preciso aguardar por consultas e até anos, se falarmos de alguns exames ou cirurgias, sendo que alguns pacientes não chegam a ter qualquer tratamento, porque, pura e simplesmente, morreram entretanto.
É a «reforma da saúde» que está em curso, como têm sublinhado os ministros do sector desde Correia de Campos (PS) a Paulo Macedo (PSD/CDS) para não ir mais atrás. «Reformas» que envolvem simultaneamente o aumento dos custos com taxas moderadoras e a transferência directa de centenas de milhões de euros do Orçamento do Estado, por via de convenções diversas, para os grupos económicos que operam no sector. Cada consulta, cada acto médico feito no SNS passou a ter uma factura detalhada para que pese na consciência do cidadão o balúrdio que custa ao Estado.
E assim se transfere milhares de utentes para o sector privado, e assim se multiplica as oportunidades de negócio, e assim se acumula lucros fabulosos e assim se entra na bolsa de valores, esse verdadeiro coração do sistema capitalista a quem só a luta dos trabalhadores e dos povos poderá provocar um merecido enfarte.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Uma constatação de como se faz política neste país que nos deve deixar envergonhados


Estudo Santa Casa. 5% dos sem-abrigo de Lisboa são licenciados

As equipas do programa InterGerações da Santa Casa Misericórdia de Lisboa encontraram 22 sem-abrigo com formação superior na capital durante o projecto de diagnóstico de situações de exclusão e vulnerabilidade social cujos resultados serão apresentados hoje. Um médico, um piloto ou engenheiros estão entre os licenciados identificados a viver na rua, no âmbito de um projecto que visa contribuir para o debate das necessidades e políticas de integração e apoio a esta população.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sumário: Continuação da matéria dada

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, terá contratado os serviços de uma empresa privada, por 25,1 mil euros, para cobrir as necessidades de atendimento telefónico na sua residência oficial. Isto, quando em São Bento dispõe de 10 secretárias e de 21 administrativos, denuncia a edição desta segunda-feira do jornal i

Comentário:
Só podem dizer que o país está no bom caminho aqueles que estão a beneficiar com a actual situação de compadrio, empobrecimento e miséria da generalidade dos portugueses.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (95)



Sinopse
Durante uma viagem a solo pelo Oceano Atlântico, um velho marinheiro descobre que o seu veleiro está a meter água após ter colidido com um porta-contentores à deriva.Com o equipamento de navegação e o rádio avariados, o homem viaja às cegas de encontro a uma violenta tempestade. Apesar de ter conseguido remendar a fenda no casco e de toda a experiência como marinheiro, mal consegue sobreviver.Usando apenas um sextante e cartas náuticas para se orientar é obrigado a esperar que as correntes oceânicas o levem até uma rota marítima mais frequentada onde possa pedir socorro. Mas com o sol impiedoso, os tubarões a circular em redor do barco e os poucos víveres a desaparecer, o experiente marinheiro é obrigado a enfrentar a hipótese da morte.

Bom domingo, boas notícias e bons filmes

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Sendo sábado, temos música (194)



Bohemia de París, 
alegra lo que es gris, 
de un tiempo ya pasado. 
En donde en un desván con traje de can-can 
posabas para mi y yo con devoción pintaba con pasión, 
tu cuerpo fatigado. 
Hasta el amanecer, aveces sin comer y siempre sin dormir. 
La bohemia, la bohemia 
era el amor, felicidad, 
la bohemia, la bohemia 
era una flor de nuestra edad. 
Debajo de un quintal 
la mesa del café, feliz nos reunía 
hablando sin cesar 
soñando con llegar 
la gloria conseguir. 
Y cuando algún pintor hallaba un comprador 
y un lienzo le vendía 
solíamos gritar correr y pasear alegres por París. 
La bohemia, la bohemia 
era jurar que yo te ame. 
La bohemia, la bohemia 
yo junto a ti triunfar por él. 
Teníamos salud, sonrisa, juventud y nada en los bolsillos, 
con frió con calor, el mismo buen humor. 
Bailaba nuestro ser luchando siempre igual, 
con hambre hasta el final 
Hacíamos castillos, y el ansia de vivir 
nos hizo resistir y no desfallecer. 
La bohemia, la bohemia 
era mirar y amanecer, 
la bohemia, la bohemia 
era soñar con un querer. 
Me regrese a París, 
cruce su niebla gris 
y lo encontré cambiado. 
Las lilas ya no están, 
ni suben al desván 
moradas de pasión. 
Soñando como ayer 
ronde por mi taller 
mas ya lo han derrumbado 
y han puesto en su lugar 
abajo un café-bar y arriba una pensión. 
La bohemia, la bohemia 
que yo viví..solo se perdió 
la bohemia, la bohemia 
era una flor y al fin murió...

Bom sábado e boa música

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma ideia brilhante

Por Anabela Fino, no jornal «Avante!»

Com a proximidade das eleições europeias intensificou-se o discurso que o Governo tem vindo a cultivar nos últimos tempos baseado, grosso modo, em duas vertentes obviamente complementares: o caminho certo e o milagre económico. A insistência, devidamente acolitada pelos comentadores do costume, não se detém em pormenores como a crescente degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo português, vista na melhor das hipóteses como um dano colateral inevitável para a prossecução dos supremos interesses em causa e remetida para trás das costas com a ligeireza de quem diz à miséria «tenha paciência».
Neste cenário de quase oásis com que os portugueses são brindados subsiste no entanto, qual sombra maléfica, uma nódoa difícil de ignorar: o desemprego. É bem verdade que já se esgrimiram números a atestar descidas e não se poupa em malabarismos com as estatísticas e limpezas de ficheiros, mas parafraseando o outro, lá que há desempregados, e muitos, isso há. Colocava-se por isso a pergunta clássica: Que fazer? Estando fora de questão, no que ao Governo concerne, mudar de política e privilegiar a criação de emprego, eis que um ministro dito da solidariedade, emprego e segurança social – a prova provada do sentido de humor do Governo – resolveu o imbróglio pondo o País e a concertação social a discutir... os critérios de despedimento!
Os jovens abandonam o País por não encontrarem emprego? Discuta-se o despedimento com base nas habilitações académicas e profissionais.
Centenas de milhares de trabalhadores não têm perspectivas de poder voltar ao mercado de trabalho? Discuta-se o despedimento com base na avaliação de desempenho e na antiguidade.
Mais de milhão de trabalhadores está no desemprego? Discuta-se o despedimento com base no custo do trabalhador para a empresa e a situação económica e familiar.
Pois que outra coisa haverá de mais importante para discutir, face ao desemprego, do que novas e mais fáceis regras para despedir? A UGT percebeu de imediato o alcance de tão brilhante ideia e fez saber estar disponível para aceitar quatro dos seis critérios para despedir. Por mor de combater o desemprego, claro.
Isto de concertação exige quem concerte e cada um cumpre o seu papel.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Desemprego

A saída de pessoas em idade activa do país e o aumento dos desencorajados explica uma parte significativa do recuo do desemprego no último trimestre de 2013. Taxa baixou para 15,3%.

Para ler no «Público» num trabalho de Raquel Martins e Sérgio Aníbal

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

"atenção ao risco de uma geração perdida”.

"Em Portugal existem 146,5 mil desempregados que têm curso superior. No terceiro trimestre de 2013, mais de 81 mil (55%) são considerados desempregados de longa duração por não conseguirem encontrar emprego há mais de um ano".

Comentário:
Com o palavreado do tudo vai bem...Quando, afinal, tudo vai mal como irá ficar o País depois de terminar Maio e Junho?
A resposta a esta pergunta não é difícil. Espero eu, e muitos portugueses que a mesma seja dada já, de forma clara, nas próximas Eleições, castigando nas urnas os partidos (PS e PSD/CDS) que há muitos anos nos vêm empurrando para um buraco cada vez mais fundo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Estas famílias vivem de quê e como, senhores (des)governantes?

Mais de 440 mil desempregados sem subsídios em dezembro


De acordo com os últimos dados disponibilizados na página da Segurança Social (www.seg-social.pt), em dezembro existiam 376.922 beneficiários de prestações de desemprego, mais 31 pessoas do que em novembro (últimos dados disponíveis) e o equivalente a 45,8% do último número total de desempregados contabilizados pelo Eurostat.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (94)



Sinopse
A história verídica do corretor da bolsa nova-iorquino Jordan Belfort. Do sonho americano à ganância empresarial. Belfort passa de ações de pouco valor e dos ideais de justiça para as OPV e uma vida de corrupção, no final dos anos 80. O sucesso excessivo e a sua gigantesca fortuna aos vinte e poucos anos, enquanto fundador da corretora Stratton Oakmont, deram a Belfort o título "O Lobo de Wall Street".

Um bom domingo e bons filmes.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sendo sábado, temos música (193)




Ensaiava eu meus fados
Quando entraste desabrida
Nós não estávamos zangados
Mas vi-te os olhos molhados
E o dedo apontado à ferida

Disseste que não te ligo  
Que até esqueci onde moro
Que só vejo o meu umbigo
E embora viva contigo  
É com o fado que namoro

Fiquei tão desconcertado  
Por te saber infeliz
Que, mesmo desafinado
Te pedi perdão num fado 
Por tanto mal que não fiz

Desde então, se estás carente  
De coração apertado
Passa sem medo entre a gente
E sentada à minha frente  
Pedes-me que cante esse fado

Bom sábado e boa música

Tenhamsse fado