terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Guimarães 0 - 2 Sporting (Taça da Liga)

Ontem, no conforto do meu sofá e onde gostos não se discutem - cada um tem os que tem!
Gostei de ver  a forma como  o Sporting encarou e organizou este jogo.
Gostei de ver uma equipa de jogadores do Sporting verdadeiramente empenhados no seu trabalho, apesar das dificuldades criadas pelo adversário.
Gostei da qualidade dos dois golos marcados.
Não gostei de ver no final do jogo  Marco Silva não sorrir. Afinal, o Sporting ganhou!

Hoje, amanhã e não se sabe até quando, na comunicação dita social a "novela BdC/ MS" irá continuar. Infelizmente, parece-me ver nisto tudo... uma falsa necessidade que opinadores,  jornais, e algumas televisões  têm em manter viva uma discussão onde todos no final, dizem não saber exactamente o que de verdadeiro se passa.

Tenham um bom dia!

Viva o Sporting!  



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Quando a reorganização dos tribunais não bate certo, improvisa-se

Por Ana Henriques, no jornal «Público»

Mês e meio de colapso do sistema informático dos tribunais desviou as atenções de problemas que podem revelar-se mais duradouros: afastamento das populações da justiça, abandono de edifícios e concentração de serviços em imóveis com falta de condições adequadas.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Sendo sábado, temos música (228)



Dou-te o meu amor
Se mo souberes pedir, tonto
Não me venhas com truques, pára
Já te conheço bem demais

Dou-te o meu amor
Sem qualquer condição, por ora
Mas terás que provar que vales
Mais que o que já mostraste ser

Se me souberes cuidar
Já sei teu destino
Li ontem a sina
A sorte nos rirá, amor
Se quiseres arriscar
Não temas a vida
Amor, este fogo
Não devemos temer

Dou-te o meu amor
Em troca desse olhar doce
Não resisto e tu tão bem sabes
Tenho raiva de assim ser

Tudo em mim amor
É teu, podes tocar, não mordo
Sabes bem que não minto, tonto
Meu mal é ter verdade a mais

Bom sábado, boas notícias e boa música.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

É tempo de dizer basta!


Depois de muitos anos, com os sucessivos desgovernos a aplicarem aos portugueses políticas de direita (fortemente agravadas nos últimos anos), eis que vão chegando os resultados sociais, por elas criadas. É tempo de dizer BASTA!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O irrelevante

Por Henrique Custódio, no jornal «Avante!»
«Roma e Pavia não se fizeram num dia», rima o provérbio, estribando-se na construção monumental do Império Romano.
Na escola sonâmbula que frequentou, Passos Coelho leu cabulamente a coisa e achou que bastava uma legislatura para «construir um Império» chamado «novo paradigma» e instalado no País de Camões.
Visto assim é como assestar de longe, na planagem dos abutres, perscrutando de alto a devastação produzida pelo «paradigma» da governação abrutalhada que a família Passos Coelho conheceu nas «colónias portuguesas».
Em algumas zonas até faz lembrar as tabancas reduzidas a cinzas vistas do alto, dos Allouette-3 ou dos Nord-Atlas, evolando aos céus a cinza leve e pungente e um cheiro a fumo que penetrava as fuselagens – mas isso era «lá», «nas províncias Ultramarinas» e nesses recessos de memória dorida, com odores adocicados de carne humana queimada.
«Cá» e agora, evidentemente, só cheira ao imenso ridículo das pretensões políticas de uma personagem que, de política, só conjuga o verbo «amarinhar», e do País parece orientar-se pelos «modernismos» do Goebbels português, António Ferro (isto pressupondo que as suas leituras chegaram aí).
O certo é que o País quase milenar, a terra profunda a quem Camões proclamou «Esta é a ditosa Pátria minha amada», a Nação que já foi invadida e ocupada, que já repeliu e expulsou todos os invasores, que já «deu novos mundos ao mundo» numa aventura colectiva que raros povos tiveram o privilégio de realizar, este Povo que se forjou numa entranhada identidade que, várias vezes, lutou até à morte contra tudo e contra todos – incluindo as classes dominantes que, invariavelmente, acudiam pelos poderosos, mesmo que invasores –, este Povo que lavrou guerras civis de Norte a Sul levantando-se contra os poderosos da I Dinastia, que no alvor da II Dinastia repudiou a tutela castelhana e os poderosos que a serviam e entronizou um bastardo que fundou a origem dos Descobrimentos, um Povo que desembocou na mais longa ditadura fascista da Europa, a derrubou e nela construiu um regime democrático com a Constituição mais evoluída do sistema capitalista... eis o terreno que Passos Coelho ousou poluir com um «novo paradigma».
Há, de facto, por aí muita coisa estragada do Portugal que a Revolução de Abril trouxe – um estrago que vem corroendo o regime desde o seu início, pelas mãos exclusivas de PS e do PSD (com ou sem muleta do CDS).
O «novo paradigma», perlimpimpado por Passos Coelho sobre o País, trouxe mais coisas – desarticulou as funções sociais do Estado (Saúde, Ensino, Segurança Social), o Contrato Social, os salários, as pensões e reformas, as carreiras profissionais, as garantias estatais de qualquer espécie e, ainda, o desaparecimento de fileiras de produção e de postos de trabalho que continuam a cair como dominós.
Mas por isso também lhe trouxe um ódio e um desprezo generalizados no País.
E uma anotação histórica: a de ter sido um «estadista» irrelevante e reaccionário.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A cassete

Por Rui Sá, no jornal «JN»
Hoje, tenho de pedir desculpa às leitoras e aos leitores, mas tenho de dar um cunho (ainda) mais pessoal a esta crónica. Porque a vou basear em factos que se passaram comigo há alguns anos, mas que demonstram que, apesar de tudo, há facetas da história que se repetem.
Na sequência das eleições autárquicas de 2001, na Câmara do Porto viveu-se uma situação curiosa. A coligação PSD/CDS ganhou as eleições, com seis eleitos, tantos quantos os eleitos pelo PS. A CDU, por seu turno, elegeu-me como vereador. Nas autarquias, ao contrário do que acontece nas eleições nacionais, o presidente da Câmara é o cidadão que encabeça a lista mais votada, tendo ou não maioria absoluta. O que significou que o presidente da Câmara eleito foi Rui Rio. Perante esta situação, Rui Rio propôs que o vereador da CDU assumisse um pelouro. O que a CDU aceitou, estabelecendo como condições a necessária relevância desse pelouro (no caso, ficou o Ambiente, a Reforma Administrativa e a presidência dos SMAS) e a disponibilização de meios técnicos, humanos e financeiros que permitissem realizar um trabalho positivo. Por último, que não em ordem de importância, que o vereador da CDU manteria a sua total independência e fidelidade ao programa político que tinha apresentado aos eleitores - uma situação muito diferente da que se vive atualmente, onde o PS, para aceitar pelouros para parte dos seus eleitos, se comprometeu, por escrito, a cumprir o programa do presidente da Câmara.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (118)

Realização: Pedro Costa



Sinopse
Enquanto os jovens capitães fazem a revolução nas ruas, o povo das Fontainhas procura o seu Ventura que se perdeu no bosque.

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Sendo sábado, temos música (227)



Das terras da Rosalia às terras de Miguel Torga
percorre o ar a cantiga que todo o povo recorda,
das Beiras a Trás-os-Montes, dos rios Mondego ao Minho
o perfume da Galiza, de giesta e flor de pinho.
Mil anos do mesmo sangue num passado sem fronteiras,
o fumo das chaminés nas memórias das aldeias;
gaita de foles Galega, Adufeiras da Idanha.
Cantamos em Mirandês, lingua que não nos é estranha.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Vindimamos o suor por tradição e castigo;
são irmãs no seu destino, rias de Aveiro e de Vigo.
E há tanto calor humano ao redor de uma fogueira,
à lareira vinho tinto, requeijão, broa caseira.
E a guitarra de Coimbra, gaita de foles Galega
são os sons da nossa alma aos quais o Norte se apega;
caminhos de Santiago, trilhos, veredas, clareiras,
cantamos ao desafio ao fim da tarde nas eiras.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cantemos

Por Anabela Fino, no jornal «Avante!»
A notícia correu mundo e fez correr rios de tinta. Merecidamente, sem dúvida. Oportunamente, por certo. E se é legítimo supor que nenhum de nós terá ficado indiferente ao facto de algo que é nosso, tão genuinamente nosso que só nós o poderemos preservar, ser agora reconhecido como um património de todos – sendo este todos a própria humanidade –, não é menos legítimo admitir que a distinção dada a semana passada pela Unesco ao Cante Alentejano terá suscitado sentimentos diversos. Porque se é verdade que em abstracto todos nos podemos congratular com uma decisão que nos honra e sobretudo nos presta justiça, o facto é que mal se passa a frágil superfície do que pontualmente nos une logo se descobre a profunda imensidão do que realmente nos separa.
Sucede que o Cante Alentejano não é «apenas» um canto polifónico. Reduzi-lo a isso, por maior que fosse, seria esvaziá-lo da história, da cultura, da luta que lhe deu e lhe dará vida, para o transformar numa mercadoria tão descartável como qualquer outra.
Pode o latifundiário, seja qual for o tom de voz, «alto» ou «baixo», sentir o Cante como o operário agrícola movido pelo ideal da terra a quem a trabalha, com justiça e dignidade? Não, não pode.
Pode quem vive da exploração de outros homens sentir como o explorado o Cante que nos fala do «Alentejo dos pobres / Reino da desolação» ou da «terra vermelha / como bandeira sonhada»? Não, não pode.
Pode quem condena o povo à miséria sentir como seu o Cante que nos fala do amor «onde cabe o pária / a Revolução / e a Reforma Agrária / sonho do Alentejo»? Não, não pode.
Pode quem sonha com o regresso ao passado da opressão e da tirania entender alguma vez por que escreveu o poeta «Nunca vi um alentejano a cantar sozinho com egoísmo de fonte»? Não, não pode.
Poetas houve, como Urbano Tavares Rodrigues e José Gomes Ferreira, aqui citados, que entenderam o significado do Cante Alentejano em toda a sua dimensão humana, social e política, e por isso tão bem o traduziram nos seus versos. Não se tratou de um acaso. Tratou-se, isso sim, da compreensão que advém de estar do mesmo lado da barricada, de assumir na vida uma opção de classe, de escolher o caminho que levará um dia à sociedade sem exploradores nem explorados.
A marca de classe, tão profundamente marcada no Cante Alentejano que faz parte da sua essência, não pode ser diluída no efémero sucesso mediático e muito menos no fogo fátuo das feiras de vaidades. O Cante Alentejano é a expressão das alegrias, das dores, das lutas, dos sonhos de um povo que trabalha, sofre e resiste na certeza de que é possível um mundo melhor e mais justo. É a história de um povo, o nosso povo, de todos os povos do mundo. É a história de todos os que aprenderam – trabalhando e cantando – que a força da luta, como no Cante, está em juntar vontades, está no colectivo.
É esta maneira de cantar – e de lutar – que faz o Cante. Cantemos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Em 2012 foi notícia...

«Grande parte da documentação dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa. Sumiram, em particular, os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação».


...e hoje, como está esta situação? Pergunto eu aos senhores jornalistas e aos  responsáveis pela justiça e bom nome de Portugal!