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domingo, 15 de novembro de 2015

Votar até ganhar?

Por Carvalho da Silva no jornal «JN»

Quem imaginaria Portugal, neste final de 2015, numa situação política com a Direita acicatando a luta de classes, utilizando o terrorismo verbal, desenvolvendo um fortíssimo ataque ao regime democrático-constitucional e instabilizando a sociedade?
As eleições de 4 de outubro foram, sem dúvida, de enorme importância e alcance. Podemos orgulhar-nos como povo: quando o bloqueio e a subjugação eram apresentados como inevitáveis para o nosso futuro próximo, com enorme serenidade e consciência, os portugueses usaram a arma do voto e abriram portas para novos caminhos. A Direita não lhes perdoa. Para a Direita, o povo, que tinha sido por eles convocado a sofrer por ter cometido o pecado de "viver acima das suas possibilidades", deve agora ser obrigado a votar tantas vezes quantas as necessárias - tenha isso os custos que tiver - para corrigir o "erro" de não lhes ter dado a maioria absoluta.
Os portugueses têm naturais receios de novas doses de austeridade, sabem que os tempos que vivemos exigem rigor e honestidade (valores que os poderosos espezinham todos os dias), mas não abdicam de sonhar e buscar caminhos de futuro. A resistência dos últimos anos não foi em vão e propiciou muitos ensinamentos, felizmente interpretados com grande sentido de responsabilidade e coragem pelos partidos políticos à Esquerda, perante os resultados eleitorais obtidos. Como vai projetar-se no futuro este facto não sabemos, mas o início da caminhada é bom.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

4 DE OUTUBRO: ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

O parlamento português tem sido dominado pelos interesses escusos do capital monopolista e financeiro. Quem os representa são os grandes escritórios de advogados que enxameiam a AR. De manhã eles estão nos seus escritórios e à tarde comparecem ao parlamento para fazer as leis que lhes convém. Tanto faz que sejam dos partidos gémeos PS e PSD ou do seu acólito CDS – neles não se pode confiar. Quanto ao BE está nas garras da UE, à qual jurou fidelidade. Não se pode esperar qualquer iniciativa do BE que liberte Portugal do Euro. A alternativa que resta com potencial libertador é o PCP. A abstenção, o voto em branco ou a anulação de voto não causam mossa ao sistema. O voto útil de resistência é no PCP.



Aqui, no Ponta Esquerda, assinamos por baixo.