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sábado, 1 de novembro de 2014
Sendo sábado, temos música (223)
Eu não sei como te chamas
Oh Maria Faia
Nem que nome te hei-de eu pôr
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Cravo não que tu és rosa
Oh Maria Faia
Rosa não que tu és flor
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Não te quero chamar cravo
Oh Maria Faia
Que te estou a engrandecer
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Chamo-te antes espelho
Oh Maria Faia
Onde espero de me ver
Oh Maria Faia oh Faia Maria
O meu amor abalou
Oh Maria Faia
Deu-me uma linda despedida
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Abarcou-me a mão direita
Oh Maria Faia
Adeus oh prenda querida
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 11 de outubro de 2014
Sendo sábado, temos música (221)
Nem um poema, nem um verso, nem um canto,
Tudo raso de ausência, tudo liso de espanto
Amiga, noiva, mãe, irmã, amante,
Meu amigo está longe
E a distância é tão grande.
Tudo raso de ausência, tudo liso de espanto
Amiga, noiva, mãe, irmã, amante,
Meu amigo está longe
E a distância é tão grande.
Nem um som, nem um grito, nem um ai
Tudo calado, todos sem mãe nem pai
Amiga noiva mãe irmã amante,
Meu amigo esta longe
E a tristeza é tão grande.
Tudo calado, todos sem mãe nem pai
Amiga noiva mãe irmã amante,
Meu amigo esta longe
E a tristeza é tão grande.
Ai esta magoa, ai este pranto, ai esta dor
Dor do amor sózinho, o amor maior
Amiga noiva mãe irmã amante,
Meu amigo esta longe
E a saudade é tão grande.
Dor do amor sózinho, o amor maior
Amiga noiva mãe irmã amante,
Meu amigo esta longe
E a saudade é tão grande.
Bom sábado, boas notícias e boa música.
domingo, 17 de agosto de 2014
sábado, 16 de agosto de 2014
Sendo sábado, temos música (220)
Tenho uma página em branco
e uma guitarra na mão
ando nisto há quatro dias
e não me sai a canção
os cinzeiros já não chegam
tenho que os despejar
pensei que um copo de vinho
pudesse vir a ajudar
mas só fico atordoado
sinto o vapor a subir
imagino um crocodilo
estupidamente a sorrir
o piano ficou surdo
não me dá atenção
essas musas essas bruxas
roubaram-me a inspiração
eu vou mas é descansar
deixar tudo espairecer
entre os cantos de uma folha
tudo pode acontecer
neste grande espaço em branco
só te quero dizer
nannanan
gosto de ti
Tenho uma página em branco
gostava de a preencher
sem rabiscos escusados
sem coisas para inglês ver
uma simples mancha negra
pode ser solução
perspectiva actualizada
desta minha situação
tenho uma página em branco
e sinto a barba a crescer
há tanta coisa a tratar
há tanta coisa a aprender
o relógio já me disse
nunca olhes para trás
e o ponteiro das horas
insiste em não me deixar em paz
eu vou mas é descansar
deixar tudo espairecer
entre os cantos de uma folha
tudo pode acontecer
neste grande espaço em branco
só te quero dizer
nannanan
gosto de ti
neste grande espaço em branco
só te quero dizer
nannanan
gosto de ti
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 9 de agosto de 2014
Sendo sábado, temos música (219)
Aunque tu, has muerto todas mis ilusiones
Y en vez, de maldecirte con gusto en coro
En mis sueños te colmo,en mis sueños te colmo
De bendiciones
Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro sin que sepas que el llanto mio
Tiene lagrimas negras, tiene lagrimas negras
Como mi vida
Tu me quieres dejar, yo no quiero sufrir
Contigo me voy mi santa aunque me cueste morir
Un jardinero de amor, siembra una flor y se va
Otro viene la cultiva, de cual de los dos sera
Amada prenda querida, no puedo vivir sin verte
Porque mi fin es quererte y amarte toda la vida
Yo te lo digo mi amor, te lo repito otra vez
Contigo me voy mi santa porque contigo moriré
Yo te lo digo mi amor, que contigo morire
Contigo me voy mi santa te lo repito otra vez
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 2 de agosto de 2014
Sendo sábado, temos música (218)
Retalhos da vida de um médico
Poema de Ary dos Santos
Poema de Ary dos Santos
Serras, veredas, atalhos,
Estradas e fragas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento
Estradas e fragas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento
Retalhos fundos nos rostos,
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas
O caminho que seguiste,
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde
[refrão]
Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão
Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão
As vidas que defendeste,
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste
E depois de tanto mundo,
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade
Da que não vem na sebenta,
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina
Tu sabes quanto fizeste,
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura
[refrão]
[refrão]
Bom sábado, boas notícias e boa música.
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 26 de julho de 2014
Sendo sábado, temos música (217)
Era uma vez um país
"Lá num canto desta velha Europa,
"Lá num canto desta velha Europa,
era uma vez um país
vivia à beira do mal "prantado",
vivia à beira do mal "prantado",
mas apodrecia na raíz
Reza a história que foi saqueado
mesmo por debaixo do nariz
Triste sina, oh que triste fado,
Triste sina, oh que triste fado,
era uma vez um país
Os mandantes que por lá passavam
eram só ares de "bon vivant"
Viviam à grande e à francesa
Viviam à grande e à francesa
como se não houvesse amanhã
Havia quem avisasse o povo
p´ra não dar cavaco a imbecis
Mas caíram na asneira de novo,
Mas caíram na asneira de novo,
era uma vez um país
Esta fábula do imaginário
tão próxima do que é real
Canção de maledicente escárnio
Canção de maledicente escárnio
à república do bananal
Que se encontrava em tão mau estado,
andava a gente tão infeliz
E o polvo já tão infiltrado,
E o polvo já tão infiltrado,
era uma vez um país
E lá se vão sucedendo os casos,
grita o povo: "agarra que é ladrão!"
Mas passam belos dias à sombra do loureiro
Enquanto o Duarte lima as grades da prisão
Mas passam belos dias à sombra do loureiro
Enquanto o Duarte lima as grades da prisão
E nunca se esgotam personagens
neste faz de conta que é assim
Raposas com passos de coelho no mato
e até um corta relvas de madeira no jardim
Raposas com passos de coelho no mato
e até um corta relvas de madeira no jardim
Entre campeões de assalto à vara
e filósofos de pacotilha
Entram nas portas dos submarinos azeiteiros de oliveira às costas
com o ouro da nação p'ra por nas ilhas Cai-mão, cai-pé,
Entram nas portas dos submarinos azeiteiros de oliveira às costas
com o ouro da nação p'ra por nas ilhas Cai-mão, cai-pé,
baixa os braços e as calças e a cabeça e o nariz,
aqui finda esta história que não tem final feliz"
(era uma vez um país)
aqui finda esta história que não tem final feliz"
(era uma vez um país)
Prémio Ary dos Santos -- Poesia
Tema -- Era uma Vez um País
Autor - Miguel Calhaz
Intérprete -- Miguel Calhaz
Tema -- Era uma Vez um País
Autor - Miguel Calhaz
Intérprete -- Miguel Calhaz
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 19 de julho de 2014
Sendo sábado, temos música (216)
Como Se Faz Um Canalha
Conheci-te ainda moço
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ias ao Napoleao
Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me nao falha
Tinhas o mundo na mao
Alguma gente enganaste
(A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa Uniao
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traiçao
Um social-democrata
Nao foge ao Grao-Timoneiro
Basta citar o paleio
O major psicopata
Já sao tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tao perto
Nunca te vimos tao longe
Daquilo que tens pregado
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ias ao Napoleao
Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me nao falha
Tinhas o mundo na mao
Alguma gente enganaste
(A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa Uniao
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traiçao
Um social-democrata
Nao foge ao Grao-Timoneiro
Basta citar o paleio
O major psicopata
Já sao tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tao perto
Nunca te vimos tao longe
Daquilo que tens pregado
Nunca te vimos tao fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estas sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais
Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente
Sao tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exacto
Assim se faz um canalha
Se a memória nao me falha
Já te mandei prò Caetano.
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estas sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais
Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente
Sao tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exacto
Assim se faz um canalha
Se a memória nao me falha
Já te mandei prò Caetano.
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 5 de julho de 2014
Sendo sábado, temos música (214)
Flagrante
Bem te avisei, meu amor
Que não podia dar certo
E que era coisa de evitar
Que não podia dar certo
E que era coisa de evitar
Como eu, devias supor
Que, com gente ali tão perto,
Alguém fosse reparar
Mas não!
Fizeste beicinho e,
Como numa promessa,
Ficaste nua p'ra mim
Que, com gente ali tão perto,
Alguém fosse reparar
Mas não!
Fizeste beicinho e,
Como numa promessa,
Ficaste nua p'ra mim
Pedaço de mau caminho
Onde é que eu tinha a cabeça
Quando te disse que sim?
Onde é que eu tinha a cabeça
Quando te disse que sim?
Embora tenhas jurado
Discreta permanecer
Já que não estávamos sós
Discreta permanecer
Já que não estávamos sós
Ouvindo na sala ao lado
Teus gemidos de prazer
Vieram saber de nós
Teus gemidos de prazer
Vieram saber de nós
Nem dei pelo que aconteceu
Mas mais veloz e mais esperta
Só te viram de raspão
Mas mais veloz e mais esperta
Só te viram de raspão
A vergonha passei-a eu
Diante da porta aberta
Estava de calças na mão
Diante da porta aberta
Estava de calças na mão
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 28 de junho de 2014
Sendo sábado, temos música (213)
Namorados de Lisboa
à beira Tejo assentados
a dormir na Madragoa.
Namorados de Lisboa
num mirante deslumbrados
à beira verde acordados.
Namorados de Lisboa!
ao Domingo uma cerveja
uma pevide salgada
uma boca que se beija
e que nos sabe a cereja
a miséria adocicada
à beira parque plantada:
Namorados de Lisboa!
sempre, sempre apaixonados
mesmo que a tristeza doa
namorados de Lisboa!
Namorados de Lisboa
na cadeira dum cinema
onde as mãos andam à toa
à procura de um poema
namorados de Lisboa
que o mistério não desvenda
que o mistério não desvenda
até que o escuro se acenda.
Namorados de Lisboa
a apretar num vão de escada
o prazer que nos magoa
e depois não sabe a nada.
Namorados de Lisboa
a morar num vão de escada.
Namorados de Lisboa!
sempre, sempre apaixonados
mesmo que a tristeza doa
namorados de Lisboa!
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 21 de junho de 2014
Sendo sábado, temos música (212)
- Olá! Como vai?
- Eu vou indo. E você, tudo bem?
- Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro… E
você?
você?
- Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo… Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é, quanto tempo!
- Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
- Pra semana, prometo, talvez nos vejamos… Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é… Quanto tempo!
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
- Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente…
rapidamente…
- Pra semana…
- O sinal…
- Eu procuro você…
- Vai abrir, vai abrir…
- Eu prometo, não esqueço, não esqueço…
- Por favor, não esqueça, não esqueça…
- Adeus!
- Adeus!
- Adeus!
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 14 de junho de 2014
Sendo sábado, temos música (211)
Com mãos de veludo
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti
Um homem trabalha
Do outro lado do rio
Com as suas duas mãos
Repara o navio
Está sozinho e triste
Mas tem de aguentar
Já falta tão pouco
Para poder voltar
Do outro lado do rio
Com as suas duas mãos
Repara o navio
Está sozinho e triste
Mas tem de aguentar
Já falta tão pouco
Para poder voltar
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez
Com adeus começa
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lençol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As mãos de veludo
Estão á sua espera
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lençol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As mãos de veludo
Estão á sua espera
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 7 de junho de 2014
Sendo sábado,temos música (210)
Avec ma gueule de métèque, de juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents
Avec mes yeux tout délavés, qui me donnent l'air de rêver
Moi qui ne rêve plus souvent.
Avec mes mains de maraudeur, de musicien et de rôdeur
Qui ont pillé tant de jardins
Avec ma bouche qui a bu, qui a embrassé et mordu
Sans jamais assouvir sa faim
Avec ma gueule de métèque, de juif errant, de pâtre grec
De voleur et de vagabond
Avec ma peau qui s'est frottée au soleil de tous les étés
Et tout ce qui portait jupon
Avec mon coeur qui a su faire souffrir autant qu'il a souffert
Sans pour cela faire d'histoire
Avec mon âme qui n'a plus la moindre chance de salut
Pour éviter le purgatoire
Avec ma gueule de métèque, de juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents
Je viendrai ma douce captive, mon âme soeur, ma source vive
Je viendrai boire tes vingt ans
Et je serai prince de sang, rêveur, ou bien adolescent
Comme il te plaira de choisir
Et nous ferons de chaque jour, toute une éternité d'amour
Que nous vivrons à en mourir
Et nous ferons de chaque jour, toute une éternité d'amour
Que nous vivrons à en mourir
(singela homenagem a Georges Moustaki que faleceu no passado dia 23 com 79 anos. Que descance empaz.)
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 31 de maio de 2014
Sendo sábado, temos música (209)
Foi num baile funk, chegou de madrugada
Desencabulada, quase tava nua,
e ainda assoviava um refrão.
Desencabulada, quase tava nua,
e ainda assoviava um refrão.
Isabel morena, do cabelo cacheado
Uma poesia de cintura e boca,
de olhar atento e sedutor.
Uma poesia de cintura e boca,
de olhar atento e sedutor.
Foi num baile funk, danço desesperada
Seu suor banhava os parceiros muitos
e o refrão cantava sem pudor
Seu suor banhava os parceiros muitos
e o refrão cantava sem pudor
Aiê, aia...
Isabel morena, do cabelo cacheado
Uma poesia de cintura e boca,
de olhar atento e sedutor.
Uma poesia de cintura e boca,
de olhar atento e sedutor.
Foi num baile funk, danço desesperada
Seu suor banhava os parceiros muitos
e o refrão cantava sem pudor
Seu suor banhava os parceiros muitos
e o refrão cantava sem pudor
Aiê, aia...
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 24 de maio de 2014
Sendo sábado, temos música (208)
Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão
Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai
Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará
(desculpem a repetição do tema mas hoje, em dia de reflexão, dei por mim a cantarolar este poema!)
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 17 de maio de 2014
Sendo sábado, temos música (207)
Eu que em comovo
Por tudo e por nada
Deixei-te parada
Na berma da estrada
Usei o teu corpo
Paguei o teu preço
Esqueci o teu nome
Limpei-me com o lenço
Olhei-te a cintura
De pé no alcatrão
Levantei-te as saias
Deitei-te no banco
Num bosque de faias
De mala na mão
Nem sequer falaste
Nem sequer beijaste
Nem sequer gemeste
Mordeste, abraçaste
Quinhentos escudos
Foi o que disseste
Tinhas quinze anos
Dezasseis, dezassete
Cheiravas a mato
À sopa dos pobres
A infância sem quarto
A suor a chiclete
Saiste do carro
Alisando a blusa
Espiei da janela
Rosto de aguarela
Coxa em semifusa
Soltei o travão
Voltei para casa
De chaves na mão
Sobrancelha em asa
Disse: fiz serão
Ao filho e à mulher
Repeti a fruta
Acabei a ceia
Larguei o talher
Estendi-me na cama
De ouvido à escuta
E perna cruzada
Que de olhos em chama
Só tinha na ideia
Teu corpo parado
Na berma da estrada
Eu que me comovo
Por tudo e por nada
Bom sábado, boas notícias e boa música.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
"Frágil"
Deixo aqui, para todos vós, esta versão do trabalho original do Sting que ouvi à pouco numa rádio e gostei.
Continuação de uma boa segunda-feira.
sábado, 10 de maio de 2014
Sendo sábado, temos música (206)
Trovas Vicentinas
Carlos Tê / Rui Veloso
Vós que vos ides por ganância
Debaixo da capa do cruzado
Buscando no incerto e na distância
A mina delirante do el dourado
Vós que deixais só na rectaguarda
Um farto giniceu desamparado
Não sentis testa que vos arda
Durante o sono repousate do soldado
Ouvi este ledo trovador
Por feitos de além - mar pouco tentado
Não se deixa uma esposa sem amor
Com o trevo da mocidade eriçado
E vê-las no poleiro das janelas
Gastando seus furores em vãs intrigas
É vê-las nas ribeiras com as barrelas
Contando oq ue só deus sabe às amigas
Quanta malícia mal ardida
Tangem seus olhares pelas esquinas
Soubesseis os sorrisos de fugida
Que delas merecem minhas rimas
E vieis que melhor que a riqueza
É ter alguém à noite na cama
Que o diga a presunçosa e vã nobreza
Que goza a especiaria ao pé da dama
Por isso se as testas vos ardem
No lume verrinoso do adultério
Às línguas viperinas que vierem
Dizei que ardem pela grandeza do império
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 3 de maio de 2014
Sendo sábado, temos música (205)
"Ao alcance das mãos"
Letra e música: Samuel
Na minha vida
há um espaço vazio
Tão cheio de ti
Na minha voz
há um canto de luta
Que é feito p'ra ti
No meu poema
há uma nota suspensa
Um acorde rasgado
vibrando nas cordas
Despertas de sol e surpresa
Por ser já manhã
e estares junto de mim
Meu amor
De ser sem saber
Irmão
Dos teus olhos
parados nos meus
Tão molhados e firmes
Como estes teus dedos
suados e finos
Que aperto tremendo
entre as minhas mãos
Que não se pense
que estou decidido
A mudar de canções
Estamos na mira
das bocas famintas
Dos mesmos canhões
Que já aqui nos feriram
Mas que não matámos
E hoje só esperam
uma sentinela
Que durma no posto de luta
E os deixe lançar-nos ao chão
Meu amor
De ser e ficar
Irmão
Dos teus olhos
parados nos meus
Que vigiam a noite
Sorriem quando chega o dia
E vêem o futuro a chegar
ao alcance das mãos
Há uma flauta chilena
Que grita em cada canção
Há um balanço de samba ferido
Em cada barracão
Há uma trompete
Um batuque africano de guerra
Uma luta tão velha
Que arde a impaciência
de ver disparada
Esta arma invencível
que temos na mão
Meu amor
De ser por dever
Irmão
Dos teus olhos
parados nos meus
Que iluminam a noite
Amanhecem num grito
de amor e de luta
Que voam fronteiras
e rompem prisões
Dos teus olhos
parados nos meus
Tão molhados e firmes
Como estes teus dedos
suados e finos
Que aperto tremendo
entre as minhas mãos
Dos teus olhos
parados nos meus
Que vigiam a noite
Sorriem quando chega o dia
E vêem o futuro a chegar
ao alcance das mãos.
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sábado, 26 de abril de 2014
Sendo sábado, temos música (204)
Ei-los que partem
velhos e novos
buscar a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos
Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados
Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não
Bom sábado e boa música
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