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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Gabriel Garcia Marquez (1927-2014)

Faleceu ontem no México o grande escritor colombiano,  Gabriel Garcia Marquez com 87 anos de idade tendo sido  Prémio Nobel da Literatura em 1982.
Por todo o lado, fica  a sua longa e apreciada obra literária onde convive a imaginação, o mito, o sonho, a realidade e o desejo.
Que descanse em paz.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Óscar Lopes (1917-2013)


Faleceu hoje, aos 95 anos Óscar Lopes, professor catedrático, ensaísta e militante do PCP.





"Por ocasião do seu 90.º aniversário, o PCP de que era militante afirmou: “Indissociável da valiosíssima obra realizada, a trajectória da sua vida impõe-se-nos como um exemplo de verticalidade e inteireza moral e ideológica”.
“Recordemo-la, pois, de forma necessariamente sumária, até porque ela se distingue, desde logo, pelo modo como soube alicerçar um excepcional percurso de investigação e docência numa visão mais ampla do mundo, determinada pela condição de marxista e de militante comunista de longa data”, afirmou na altura o PCP."

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sendo sábado, temos música (158)

Faz hoje 26 anos que o Zeca partiu.
Não nos deixou, ele está todos os dias connosco.




Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém

Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também

Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém

Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina (1943 - 2012)




O poeta e jornalista, Prémio Camões 2011, morreu esta tarde, no Porto. Recorde uma das suas crónicas no JN, transcrita aqui no Ponta Esquerda.
 
A cultura portuguesa ficou hoje mais pobre.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Adriano Correia de Oliveira

 
Faz hoje 30 anos que o Adriano nos deixou fisicamente, mas a sua música e pensamento estarão sempre presente. 
 
"Tu e eu meu amor"



Poema de Manuel da Fonseca e música de Adriano Correia de Oliveira.

sábado, 12 de maio de 2012

Bernardo Sassetti (1970-2012)






Faria no próximo mês de Junho 42 anos.

Dizem as notícias de ontem que Bernardo Sassetti terá caído de uma falésia na zona de Cascais quando tirava fotografias.

Á família e aos amigos de Bernardo Sassetti  Ponta Esquerda endereça as suas condolências.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fernando Lopes (1935 - 2012)



"Sou um cineasta improvável."


Realizador de BELARMINO (1964),  UMA ABELHA NA CHUVA (1971), NÓS POR CÁ TODOS BEM (1978), CRÓNICA DOS BONS MALAMDROS (1984), O DELFIM (2002).

Faleceu ontem em Lisboa.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Adriano Correia de Oliveira

Hoje é o dia dos seus anos. Faria 70.

Parabéns Adriano.






Erguem-se muros em volta
do corpo quando nos damos
amor semeia a revolta
que nesse instante calamos

Semeia a revolta e o dia
cobrir-se-á de navios (bis)
há que fazer-nos ao mar
antes que sequem os rios

Secos os rios a noite
tem os caminhos fechados (bis)
Há que fazer-nos ao mar
ou ficaremos cercados

Amor semeia a revolta
antes que sequem os rios...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lembrando o Zeca



Faz hoje 25 anos que o Zeca nos deixou fisicamente.
Recordar ainda que foi a  Grândola, Vila Morena na sua foz que deu o mote para a LIBERDADE no 25 de Abril de 1974.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Evocação da Revolta, 18 de Janeiro 1934




"18 de Janeiro de 1934 foi a data escolhida pelo movimento operário livre para a greve geral insurreccional.
O objectivo desta revolta foi derrubar o regime de Oliveira Salazar e impedir a fascização da sociedade portuguesa, impedindo a aplicação do Estatuto do Trabalho Nacional, com o qual Salazar pretendia acabar com os sindicatos livres e revolucionários".

Ary dos Santos



No dia em que faz 28 anos que nos deixou e em sua memória, um poema do poeta do povo e do 25 de Abril.


Meu Camarada e Amigo


Revejo tudo e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo

As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.

É por dentro desta selva
desta raiva deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.

Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.

Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!

Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu país.

Ary dos Santos, in 'Resumo'

sábado, 17 de dezembro de 2011

A diva da música de Cabo Verde, faleceu hoje, aos 70 anos quando estava internada num hospital na ilha de São Vicente. "Cabo Verde perdeu uma das suas principais vozes" disse o ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa.




Beijo Roubado

Dizem que o beijo roubado
Embora seja de amor
É crime na terra, no céu é pecado
Mas o homem criminoso e pecador...

Para mim, está tudo errado
Beijo roubado tem mais calor
Quantos beijos eu ganhei do meu amor,
Eu não contei, nem ele contou

Mas nem um beijo
Foi mais beijo
Que o primeiro beijo
Que eu fingi negar, ele roubou.

Para mim, está tudo errado
Beijo roubado tem mais calor.

sábado, 15 de outubro de 2011

Manuel Lopes Fonseca

Na celebração do centenário do  nascimento  de Manuel da Fonseca (15 de Outubro 1911), um poema de sua autoria.





Antes que Seja Tarde

Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

Bom sábado, boa música, boas notícias e boa poesia.

domingo, 21 de agosto de 2011

Manuel da Fonseca

No Centenário do seu nascimento ( faria no próximo dia 15 de Outubro 100 anos), deixar aqui um dos seus muitos poemas; plenos retratos da realidade social, da brutalidade do fascismo e do seu Alentejo.







Dona Abastança

«A caridade é amor»
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
«Dar a todos não se pode.»

Já se deixa ver
Que não pode ser
Quem
O que tem
Dá a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobres.

Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar
Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De tão estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"