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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA SÃO “AUTOGOLO DA UNIÃO EUROPEIA”

Uma economia em risco para segurar uma ditadura

Por Pilar Camacho, Bruxelas, Norman Wycomb, Londres, em Jornalistas Sem Fronteiras

Os Estados Unidos decidiram, a União Europeia obedeceu e agora de um lado e de outro do Atlântico deitam-se contas às possíveis reacções que estão na mão do presidente russo, demonstrando-se assim que os cálculos anunciados à opinião pública sobre as sanções contra Moscovo “são números sem pés nem cabeça, sofrem de variáveis impossíveis de calcular”, segundo economistas das instituições europeias.
“Estes políticos europeus que a si mesmos se consideram expoentes da tecnocracia nem ao menos sabem tirar proveito daquilo que são normas básicas tecnocráticas, ou seja, um balanço objectivo da realidade sem cedências ao que parecem ser conveniências políticas”, acusa um quadro da Comissão Europeia “alarmado” – foi o estado de espírito que escolheu – perante o pacote de anunciadas sanções contra a Rússia.
Também nas empresas onde pontificam os chamados “analistas de mercados” são muitas as vozes que, por exemplo numa alusão a declarações do ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, dizem que “para fazer omeletes destas com estes ovos mais valia guardar jejum”.
São muitas as dúvidas, tal como as variáveis impossíveis de precisar, sobre o alcance das sanções que, depois de uma pressão interminável de Obama, a União Europeia acabou por impor à Rússia.
“As sanções partem de um pressuposto por comprovar e que tem contra ele versões muito mais plausíveis, que existem apesar de a comunicação social e os dirigentes tentarem escondê-las”, diz o quadro da Comissão Europeia. “Foram decididas para castigar a Rússia por ter derrubado o avião da Malaysian Airlines, uma certeza que nada tem de certa, está por provar, é posta em causa por informações elementares e choca até com o simples facto de o governo ucraniano se ter demitido, o que, por muito que se disfarce, traz água no bico”, acrescentou.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A juventude russa sonha com a glória perdida da União Soviética

Oksana Chernisheva, uma estudante no primeiro ano de jornalismo na Universidade Internacional de Moscovo, partilha da opinião do seu Presidente, Vladimir Putin. O colapso da União Soviética foi um desastre.


A União Soviética dava-se ao respeito no palco internacional. Batia-se taco a taco com os Estados Unidos. E estendia a sua influência por todos os cantos do mundo. “Eramos grandes e fortes, e depois tudo ruiu”, diz a futura jornalista.