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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Gostei de ler

E que tal se penhorassem um rim?

A notícia surgiu na Comunicação Social, e parece tudo menos "moderada": a partir de Setembro, quem não pagar taxa moderadora pelos serviços prestados no SNS, será penhorado.
Esqueçam o grande crime económico que todas as semanas vem a lume, à vista de toda a gente; não se perca tempo com o desvio de milhões que repetidamente lesa o país e os contribuintes. Doravante, o Governo vai concentrar esforços em diligentemente esmagar quem verdadeiramente anda a lesar o país - os doentes - que, como se já não bastasse darem despesa porque não há meio de morrerem, ainda ficam a dever quantias tão insustentáveis quanto 10 euros.
A purga começará em Guimarães - de "onde houve nome Portugal" - mas rapidamente descerá, reino abaixo, qual cruzada contra os mouros. E - à semelhança dos despojos de Cristo, avidamente repartidos pelos romanos - o pecúlio a extorquir já está destinado pelos carrascos: 40% da coima irá para o Estado; 35% para a Administração Central do Sistema de Saúde (ah!, a omnipresente ACSS); e 25% para as Finanças. Eu tive o cuidado de somar as parcelas e, sim, dá mesmo 100%, não sobra migalha sobre o calvário. Oxalá não se lancem às notas com tanta ganância que as rasguem, como vestes.
Mas voltemos um pouco atrás para tentar compreender melhor a notícia, pode ser? Aparentemente, honrados concidadãos, temos entre nós uma raça de gente que, insistindo em recorrer ao SNS, seja para consultas de rotina, seja de urgência, seja até (imagine-se!) para ficarem internados, têm o topete de, sistematicamente, entre um vómito e uma tontura - no seu perfeito estado de saúde, portanto - fugir sem pagar a taxa que se destina a "moderar" o seu acesso - por favor não confundam com dupla tributação - isto depois de beneficiarem de serviços de cada vez melhor qualidade.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

15 minutos

Por Margarida Botelho, no jornal «Avante!»
«Se as consultas demorassem só 15 minutos, não havia falta de médicos de família», titulava o Público na semana passada. Quase que apetece dizer que se não houvesse utentes também não faltavam médicos e se não houvesse portugueses até escusavam os senhores de se incomodar a fazer estas contas tontas de sumir.
A notícia vem a propósito de uma auditoria aos serviços de saúde realizada pelo Tribunal de Contas e divulgada na semana passada, que conclui que bastaria reduzir o tempo médio das consultas nos centros de saúde dos actuais 21 para 15 minutos para se conseguirem fazer mais 10 milhões de consultas.
É óbvio que estas são contas que não se baseiam na realidade. Quantas vezes não acontece a maior parte do tempo das consultas ser gasto com o médico a debater-se com a dramática falta de meios materiais e humanos dos centros de saúde – seja um computador que funcione, pilhas no aparelho de medir a tensão ou aceder ao processo do utente? E em quantos centros de saúde do nosso País, nomeadamente os transformados em Unidades de Saúde Familiares, é que as consultas já são marcadas a intervalos de 10 minutos? Aliás, com o sucesso expectável: em muitos casos, 10 minutos não dá nem para utentes mais frágeis, como as crianças ou os idosos, explicarem ao que vão.
A auditoria do Tribunal de Contas contém, no entanto, alguns elementos de diagnóstico da situação da saúde em Portugal que importa reter: em 2012, um quarto dos portugueses não tinha médico de família – e dois anos de política das troikas depois, a proporção só há-de ter piorado; a falta de outros profissionais nos cuidados de saúde primários (enfermeiros, administrativos, outros profissionais de saúde) deixa ainda menos tempo aos médicos para exercerem o seu papel; a decisão de eliminar das listas de utentes todos os que não contactem o centro de saúde no prazo de três anos revelou-se desadequada.

São constatações óbvias, que qualquer utente do Serviço Nacional de Saúde está em condições de fazer, mas que têm o crédito de trazer a chancela da auditoria. Acrescente-se-lhe uma política de pessoal desastrosa, cortando salários e destruindo carreiras, empurrando os mais velhos para a reforma e impedindo a fixação e formação de jovens, e fica o quadro completo. Mantendo a mesma política, mais dia menos dia chegará novo estudo a propor reduzir as consultas para três minutos por década para cada português.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A destruição do SNS pelo governo

Por Eugénio Rosa, em resistir.info
Numa altura em que os médicos recorreram à greve para defender o SNS e os seus direitos, interessa recordar (até para que possa ficar claro para todos portugueses a razão da luta dos médicos), a forma como este governo, através do seu ministro da saúde, tem procurado destruir, de uma forma silenciosa, o SNS, através de cortes brutais no seu financiamento e no dos hospitais públicos. Ao mesmo tempo que faz isto tem-se revelado um " mãos largas " no financiamento dos grupos económicos privados (Espírito Santo Saúde, José Mello e o grupos brasileiro AMIL que adquiriu os Hospitais Privados à CGD, quando o governo privatizou a área de saúde da "Caixa") grupos esses que já controlam uma parte importante do serviço público de saúde.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os cortes na Saúde

O alerta consta do Relatório de Primavera de 2012 do observatório, intitulado "Crise & Saúde - Um país em sofrimento", que será apresentado, esta quinta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que também aponta "a falta de uma verdadeira política de saúde" que enquadre e minimize os efeitos das medidas de racionalização e contenção de gastos.

Comentário: Claro que já todos percebemos o que se pretende com estas políticas macedianas na saúde.
O objectivo é acabar com o SNS e dar consistência económica ( através do Estado) ao negócio privado com a saúde em Portugal. E, cumprir o principio neoliberal (ao gosto das troikas) de quem quer saúde terá que a pagar, se não tiver dinheiro para ir ao médico ou ao hospital para ser visto e tratado, que fique em casa e beba um chá.