quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Desempregados vão trabalhar para as obras

Conforme é notícia hoje na imprensa, o Governo prepara «um mega programa de reabilitação urbana»  onde pretende colocar muitos desempregados.

Sendo que um grande número de desempregados são licenciados e desempregados de longa duração  com mais 50 anos, entendo esta medida como ridícula, descabida de qualquer rigor e reveladora de  uma falta de conhecimento  nesta matéria, simplesmente confrangedor. 

Então andam as famílias portuguesas a gastar as suas poupanças na educação e formação dos seus filhos, para no fim vir o Governo dizer que agora a  oportunidade de trabalho para este pessoal  - uma vez no desemprego - será nas obras...? Ao menos tenham algum respeito pela inteligência dos portugueses e não andem todos os dias a anunciar medidas, para os trabalhadores e desempregados como se estes fossem os  malfeitores da nossa sociedade, aos quais é necessário aplicar um castigo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Primeiro debate


O primeiro debate na televisão entre os candidatos à Presidência da República realizou-se ontem na RTP1 entre Francisco Lopes e Fernando Nobre.

Deste debate que me pareceu bastante esclarecedor no que diz respeito às propostas políticas de ambas as cadidaturas, ficámos a conhecer  a clareza, a justeza e a oportunidade política das posições defendidas pelo candidato Francisco Lopes e por outro lado a ausencia de propostas reais e concretas do candidato Fernando Nobre.

Conforme se constatou ao longo do debate Francisco Lopes, representa a única candidatura de rotura com as atuais políticas na defesa intransigente do Serviço Nacional de Saúde, do ensino público, da Segurança Social e do reforço da agricultura e das pescas no sentido da criação de riqueza e do desenvolvimento do País.
Fernando Nobre, como referiu Francisco Lopes é o candidato do orçamento possível, dos apoios políticos a Durão Barroso, António Capucho e Mário Soares defendendo um Serviço Nacional de Saúde "tendencialmente pago".

Ficou a idéia clara que Francisco Lopes ganhou este debate. Aguardamos com expectativa os próximos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Liberdade de expressão



É, esta frontalidade e firmeza, que eu gostaria de ver aos governantes do meu País, na defesa da liberdade de expressão como direito universal que se impõe defender e praticar diariamente.
Infelizmente as notícias que vão chegando são no sentido contrário, são de compromisso e submissão aos interesses que não serão verdadeiramente os nossos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Hoje pode ser dia de cinema.

Na comemoração dos 102 anos de Manoel de Oliveira que, interrompeu ontem o seu trabalho para os festejar junta da família.
Deixo aqui parte de um dos seus filmes: O Aniki-Bóbó de 1942 e, os parabéns ao realizador português mais premiado, Manoel de Oliveira.



Sinopse
Dois garotos, o Carlitos (Horácio Silva) e o Eduardinho (António Santos), gostam da mesma rapariga, a Teresinha (Fernanda Matos). Um é audacioso, brigão, atrevido; o outro é de carácter tímido, bom, sossegado. A rivalidade vai-se acentuando e, um dia, para agradar à sua apaixonada, Carlitos rouba uma boneca. Teresinha sente-se inclinada para ele até que um dia, numa inocente brincadeira, Eduardinho escorrega por um talude e cai ao lado de um comboio que passa. Todos pensam que Carlitos o empurrou e todos passam a afastar-se dele, enquanto Eduardinho sofre numa cama de hospital. Carlitos pensa em fugir num barco ancorado no cais de Massarelos, mas tudo se esclarece por intervenção do dono da “loja das tentações” que vira o acidente e que, no final, tira todas as suspeitas de cima do jovem Carlitos. E os garotos lá puderam de novo jogar aos polícias e ladrões, ao jogo do Aniki-Bobó…

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sendo sábado,temos música (64)

As Crises na versão de Joaquin Sabina.
Bom sábado, boas notícias e boa música.



Otro jueves negro en el Wall Street
Journal,
desde el veintinueve la bolsa no hace
crack,
cierra la oficina crece el desvarío,
los peces se amotinan contra
el dueño del rio.

En el vencidinario a la hora del rosario
ni carne ni pescao,
dame otra pastilla de Apocalipsis now
mientras se apolilla el libro rojo de
Mao.

crisis en el ego,
todos al talego,
crisis en el adoquin.

Crisis de valores,
funeral sin flores,
dólares de calcetín.

Crisis en la escuela,
quien no corre vuelva,
sexo, drogas, rock and roll.

crisis en los huesos
fotos de sucesos,
cotos de caza menor.

Dan ganas de nada mirando lo que
hay:
ayuno y vacas flacas de Tánger a
Bombay.
Siglo XXI, desesperación,
este año los reyes magos dejan
carbón.

Y la gorda soñado que le aborda el
crucero
un fiero somalí.
A ritmo de cangrejo avanza el porvenir.

Crisis en el cielo,
crisis en el suelo,
crisis en la catedral.

Crisis en la cama,
cada sueño un drama,
un euro es un dineral.

Crisis en la luna,
la diosa fortuna
debe un año de alquiler.

Crisis con ladillas,
manchas amarillas,
pánico del día después.

Crisis en la moda,
firma y no me jodas,
esta no es nuestra canción.

Guerra de intereses,
vuelvo haciendo eses,
ábreme por compasión.

Putas de rebajas,
reyes sin baraja,
inmundo mundo mundial.

Sábado sin noche,
méxico sin coches,
libro sin punto final.

Cómete los mocos,
no te vuelvas loco,
múdate a Nueva Orleans.

Gripe postmoderna,
rabo entre las piernas,
Clark Kent ya no es superman.

Mierda y disimulo,
crisis por el culo
del zulo a tu nariz.

Crisis, crisis, crisis…

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O incumprimento...

...
O valor da economia não registada (ou paralela) em Portugal estava estabilizado desde 1994, mas começou a subir com a crise. O maior "salto" ocorreu de 2008 para 2009, quando atingiu 24,2% do PIB. Os impostos são um dos factores que mais contribuem para o fenómeno. «JN»

Somos ainda o País do «mais barato sem recibo ou factura». Prática que cada vez  está a aumentar mais  com o agravar da crise.
Claro  que a crise tem aqui um papel importante, mas não é a responsável por tudo, este problema  é também de origem cultural e de organização fiscal, valores que no nosso País são muito baixos quando comparados com outros países do norte de Europa. 
Muitas vezes se ouve as pessoas a  perguntar - nos mais variados locais - para que quero eu a factura ou o recibo se não me serve para nada? E, claro, perante esta evidência, o recibo ou a factura fincam por passar e lá está alguém a promover a chamada economia paralela,  aquela que não paga impostos e, que segundo o trabalho acima referido, representa mais de 24% do PIB.
Seria muito importante para a economia do País que o primeiro-ministro se lembrasse deste problema quando  pensa  resolver a questão da receita, do deficit, etc, etc, e não apenas tentar resolver com os cortes nos salários e nas  prestações sociais, como o Governo e papagaios oficiosos andam atarefados a tentar convencer os portugueses.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ideias do «arco-da-velha»

Segundo li  num jornal, José Sócrates vai reunir-se hoje com as Centrais Sindicais para resolverem a tal afinação... das medidas previstas no Código do trabalho.
Como refere o mesmo jornal, a proposta que o Primeiro Ministro irá apresentar aos Sindicatos terá como objectivo «ligar o salário  à qualidade do trabalho». Os pormenores dessa proposta não são revelados, mas de qualquer maneira, parece-me ser uma ideia do «arco-da-velha», na medida em que não consigo entender como é que  na prática se iria aplicar com justiça, essa medida .
De qualquer forma, será oportuno perguntar se o Governo pretende aplicar esta "nova ideia" a toda a gente ou é só para  alguns? Já agora e a talho de foice; seria bom que o Governo dissesse  o que pensa fazer- nessa relação «salário qualidade do trabalho» - aos salários dos senhores gestores: Fernando Pinto da TAP; Guilherme Costa da RTP; Pedro Serra da Águas de Portugal; António Fonseca da Metro do Porto; Cardoso dos Reis da CP; Luís Pardal da Refer; Joaquim Reis da Metro Lisboa; José M. Rodrigues da Carris entre outros, que, enquanto responsáveis pela gestão nas empresas referidas, apresentam milhões e mais milhões de Euros de prejuizo, recebendo milhões e mais milhões de Euros de vencimento? Palpita-me que tal como no esforço ( dito para todos ), para resolver a crise, também nesta matéria serão na vontade do governo, os mesmos e sempre os mesmos a carregar o piano... e, meia dúzia deles a assistir de camarote. 




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Informação




Conforme informação recolhida junto da Câmara Municipal de Almada, as peças do avião Boeing 777 que cairam esta manhã em Almada não causaram qualquer ferido, atingindo três automóveis e a clarabóia de um edifício.


(Nota: Informação no Facebook)

Recordações



Recordando Ary dos Santos na voz sempre bonita de Susana Félix.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Hoje pode ser dia de cinema.

Jogo Limpo


Sinopse
Uma agente, Valerie Plame, inserida no departamento de planeamento de defesa nuclear da CIA descobre que, contrariamente à convicção de muitos no governo americano, o Iraque não possui nenhum programa de armas nucleares. Entretanto, o marido de Valerie, Joe (SEAN PENN), é enviado a África para investigar rumores de uma eventual comercialização de urânio enriquecido ao Iraque. Ao descobrir que tais negócios nunca existiram, Joe escreve um artigo no New York Times frisando as suas conclusões, o que despoleta uma verdadeira tempestade de controvérsia. Rapidamente a identidade secreta de Valerie é desvendada, entre outros, a jornalistas prestigiados de Washington. Será uma infeliz coincidência ou uma campanha engendrada para retaliar contra o seu marido? A descoberto e com uma série de contactos internacionais debilitados, Valerie é empurrada para o ponto de rotura da sua carreira, vendo também a sua vida privada entrar em colapso. Amigos e família ficam indignados, afastando-se dela. Valerie começa a receber ameaças de morte anónimas e o negócio de Joe estagna. Após 18 anos trabalhando em prol do governo, Valerie - uma mãe, uma esposa e uma agente com um historial imaculado - luta agora para salvar a sua reputação, carreira e casamento «Sapocinema»

Um bom domingo e bons filmes.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sendo sábado, temos música (63)

Hoje fica aqui o Sérgio Godinho com o charlatão.
Bom sábado, boas notícias e boa música.




Numa ruela de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis de ouro a um tostão
enriquece o charlatão

No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f´rido
e outro em França anda perdido

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga

No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-se em quatro zonas
instalados em poltronas

P´rá rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca de alguns patacos

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão

Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Acordo

Em relação à posição assumida  no Parlamento pelo Ministro Jorge Lacão, no debate sobre o Aumento do Salário Mínimo Nacional (agendado pelo PCP), ficámos a saber que o Governo se prepara uma vez mais, para inclinar o "tabuleiro do jogo" para o lado do costume, ou seja ,para o lado do patronato e dos grandes grupos económicos.
Numa altura em que tanto se fala na necessidade de existirem acordos sociais, a médio e longo prazo, para que a economia nacional se possa organizar e fortalecer face à crise, aparece  o Governo pela voz dos seus Ministros a dizer que em relação ao acordo social celebrado em 2006 quanto ao valor do salário minimo ( que deveria em Janeiro de 2011  passar de 475€ - por via do acordo - para  500€), não pode ser, e, advogam nova discussão  em sede de Concertação Social.
No fundamental, o que o Governo vem revelar  é que em matérias sociais a sua posição política é a mesma que a da CIP e do grande capital, com crise ou sem ela, o argumento para aumentar salários é sempre o mesmo, ou seja: Não.
Que o patronato na sua maioria entenda, não terem eles qualquer responsabilidade social na distribuição da riqueza produzida, nós já sabiamos; agora, o Governo, que se diz Socialista e de esquerda ler na mesma cartilha e permitir com as suas políticas que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres seja cada vez maior é que nos deve perturbar e despertar para o futuro.
Esta gente que pretende tirar aos que ganham 475€ um aumento de 25€ e por outro lado dá milhões a quem continua a acumular cada vez mais riqueza, como ficou provado na Assembleia da República, na votação da «tributação dos dividendos» não merece ter qualquer credebilidade política em matéria de justiça social, nem estar como está no (des)Governo do País.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Votações

Este é o PS que temos na Assembleia da República e em muitos outro lugares, o PS do socialismo na gaveta, da defesa dos grandes grupos económicos e no qual a maioria dos portugueses não votou. Ou estou enganado...??

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Informação

As opiniões e as soluções daqueles que os «órgãos de comunicação social do sistema» nunca querem ouvir.

Pelo que acima fica dito pelo economista Carlos Carvalhas, há de facto muitos especuladores a ganhar com a crise no nosso País.
Impõe-se, por isso mesmo arrepiar caminho e mudar de políticas.