Neste momento, nas universidades portuguesas, estão a decorrer inquéritos para saber o motivo que leva tantos estudantes a cancelar as inscrições.
Os que os resultados destes inquéritos, certamente irão dizer é que tudo isto se deve às políticas do Governo para a educação que se resume na prática de cortes constantes nos apoios sociais, aos estudantes do ensino superior.
Vai em seis dias os confrontos entre manifestantes e a policia em varias cidades do Egipto.
A pesar do recolher obrigatório, decretado pelo regime do Presidente Hosni Mubarak, os manifestantes resolvem não respeitar essa ordem e desafiar as polícias e os militares, encontrando-se as praças e as ruas repletas de manifestantes.
Para mais informação ler aqui um trabalho do de Robert Fisk, no Cairo.
Quando a arte do ilusionismo dava os últimos passos, um mágico "entertainer", afastado dos palcos da cidade, vê-se obrigado a apresentar o seu "show" num dos “pubs” da costa ocidental escocesa, onde encontra Alice, uma jovem inocente, que mudará para sempre a sua vida… "O Mágico" é uma comovente carta de amor de um pai para a sua filha. «sapocinema»
Diabo na Cruz,
« A intenção é trazer para o léxico da música pop portuguesa de tudo um pouco que nos vem à memória»
Tão Lindo
Entre ruínas fui criado
Foi farado viu nascer
Ó menina tem cuidado
A dança é com pés no chão
Diz-se cobras e lagartos
Da obra que eu fiz erguer
Só que as vigas tão fundadas
E um dia haverá razão
Não adianta ver o todo pela metade
Siga o caminho direito no senhor
A lebre está no prado,
As silvas no silvado, olé,
Ai é tão lindo,
Ai é tão lindo!
Tony Silva cante o fado
Que a rainha já morreu
Quem tem cu vê com atraso
Em César o que é seu
Já dizia o seu Gonçalves
Emigrado no Gerês
Onde é que hoje se penhora
O mundo em português?
Os mensageiros da luso tempestade
Já eram fufas muito antes do prior
Há festa na herdade
Se o amo acorda tarde, olé,
Ai é tão lindo,
Ai é tão lindo!
A lebre está no prado,
As silvas no silvado, olé,
Ai é tão lindo,
Ai é tão lindo!
...ainda somos uma sociedade onde muita gente sem escrúpulos e sem princípios, pensa "ganhar" dinheiro de todo o modo e não olha a meios para atingir os fins.
Depois de ter entrado em vigor no passado dia 1 de Janeiro o aumento dos passes sociais de 3,5% e de 4,5% para as restantes tarifas, o Ministro António Mendonça, ontem à saída de uma audição na comissão parlamentar de Obras Públicas Transportes e Comunicações afirmou aos jornalistas “Há muitos factores que são imponderáveis e, portanto, não podemos assumir compromissos relativamente a essa matéria [aumento do preço dos transportes públicos], nem que vão aumentar, nem que não vão aumentar”. Claro, quando o Ministro responde assim... é de pensar que novos aumentos se perfilam aí, o que, para o bolso do Senhor António Mendonça nada quer dizer, porque transportes públicos é coisa que ele não utiliza.
Pagar compensações mais baixas por despedimento ou fim de contrato a prazo, com parte do dinheiro a sair de um fundo a criar pelas empresas. O Governo propôs, ontem, segunda-feira, várias medidas já defendidas pelas confederações patronais. CGTP recusa liminarmente. «JN»
Quando um Governo que se reclama do Partido Socialista e a Ministra do Trabalho desse mesmo Governo se diz ex- sindicalista da UGT, se propõem aplicar leis destas - sempre contra os trabalhadores, - é preciso dizer que, provávelmente, a formação política nas universidades onde esta gente se formou deve andar toda distorcida, confusa e baralhada.
Arménio Carlos da CGTP-IN denunciava ontem que o Estado por via da Segurança Social vai continuar a financiar (por via da redução da taxa social única), a contratação dos jovens e desempregados de longa duração, sem que as empresas tenham de garantir a manutenção dos postos de trabalho para além dos três anos, sendo este o limite dos contratos a prazo.
Entende a Central Sindical e concordamos nós que esta não será certamente a melhor maneira de incentivar as empresas à criação de novos postos de trabalho. Em muitas situações as empresas desfazem-se de trabalhadores com contratos mais antigos, vindo depois a contratar novos trabalhadores pela via do incentivo, o que na prática quer dizer: aumentar a precaridade e, desta forma com o apoio do Estado.
De acordo com as medidas de apoio à contratação em vigor, as empresas que contratarem jovens até aos 30 anos e os mantenham durante três anos, ficam isentas de descontos no primeiro ano, beneficiam de uma redução da taxa social única de 25% no segundo ano e de 50% no terceiro.
Segundo dados apurados, o valor deste apoio no âmbito da Ineciativa Emprego no ano passado foi de 77 milhões de euros.
Em Portugal existem cerca de 745 mil trabalhadores a prazo, sendo cerca de 20% por conta de outrem, o que significa de facto, não ser esta a forma mais correcta para resolver o problema. Não tendo o Governo disponibilidade para fazer aprovar - em Concertação Social - a proposta que passaria de três para cinco anos o tempo de contrato obrigatório para estas condições, apenas contribui, uma vez mais, para beneficiar os empresários em prejuízo dos trabalhadores e da economia nacional. Porque não é com salários baixos e com o aumento da precaridade que a economia de um País se reestabelece.
Para os estudiosos destas questões (eleições e os respectivos resultados), aqui fica a possibilidade de o fazer através deste trabalho do Jornal Público.
Ainda sem resultados finais, os portugueses que votaram nestas eleições resolveram eleger novamente Cavaco Silva para Presidente da República por mais cinco anos e, com isso, continuar as políticas dos cortes sociais, dos cortes salariais, do aumento do desemprego e da miséria a entrar cada vez mais nas casas portuguesas.
Para os muitos que votaram na candidatura da mudança (Francisco Lopes), amanhã é dia de continuar a luta porque o que faz sentido afirmar - sem desânimos nem tristezas - é: a luta vai continuar!
Hoje,vamos para a nova música popular portuguesa.
Esta dupla de Beja,com o nome Virgem Suta, pretende com o seu trabalho «relembrar a tradição portuguesa com um olhar contemporânio». Ora então, apreciem lá!
Tomo conta desta tua casa
Imprópria para amar, sei lá porquê
Não consigo agarrar o que me resta
Pedaços do que foste, e ninguém vê
Rendido ao teu sofá, nele me encontro
Repouso agora em sono mal dormido
Pretendo esclarecer o desencontro
Do nosso amor que há muito anda perdido
Eu sei
Que não é fácil conversar nem decidir
Nem tudo é falso e sem cor vamos mentir
Que a perversão será ainda mais real
Eu sei
Que não é fácil conversar nem decidir
Nem tudo é falso e sem cor vamos mentir
Que a perversão será ainda mais real
A leve embriaguez passa a febre
Num quente desconforto de um mendigo
Que aguarda numa esperança duvidosa
O gesto carinhoso de um abrigo
Pensar, sentir, querer, é tão confuso
A sensação da dor está revelada
Agora o que fazemos de nós dois?
Vivemos como se não fosse nada
Eu sei
Que não é fácil conversar nem decidir
Nem tudo é falso e sem cor vamos mentir
Que a perversão será ainda mais real
Eu sei
Que não é fácil conversar nem decidir
Nem tudo é falso e sem cor vamos mentir
Que a perversão será ainda mais real