sábado, 11 de fevereiro de 2012

Hoje o Terreiro do Paço é do Povo


Do Cais do Sodré, Martim Moniz, Sta. Apolónia e Restauradores, a caminho do Terreiro do Paço.
-Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento! Outra política é possível e necessária!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

“Não pode haver nenhuma área de actuação de Governo que não tenha fiscalização política”.

Bernardino Soares anunciou que o PCP vai recorrer da decisão que não obriga o primeiro-ministro a explicar o caso das secretas em comissão parlamentar. Não é por ser primeiro-ministro que Passos Coelho não tem de explicar as áreas sob a sua tutela, defendeu o deputado. «negócios-online»

Será que a Mesa da Assembleia concordará com o princípio que "não pode haver nenhuma área de actuação do Governo que não tenha fiscalização política" ou o país passou de País Democrático a república das bananas? Isto... pergunto eu que entendo pouco destas coisas.

Nacional 1-3 Sporting



SPOOOOOOOOORTING!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ficamos assim...

A estória vinha há dias nos jornais. Parece que um senhor de nome Paulo Silva, 44 anos, pai de três filhos e desempregado, a viver sozinho há cerca de oito meses numa habitação precária construída por si em terrenos que a autarquia de Azambuja cedeu para cultivo de hortas sociais, terá ao que consta, em Maio de 2010, por sua iniciativa e a pedido de alguns vizinhos ido tapar um buraco numa estrada de terra batida o qual estava a dificultar a circulação naquela via. Só que o dito senhor não sabia que o que estava a fazer não era permitido por ser considerado um crime  ambiental visto tratar-se de resíduos de obras e esses materiais terem lugar próprio para despejo. Logo apareceu a GNR passou-lhe a contra-ordenação e agora  a Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território aplicou uma coima de 20 mil euros  por tapar, com material de obras, um buraco com um metro quadrado num caminho em terra batida.
Podem as mentes "iluminadas" deste país pobre, triste e a caminho de deixar de o ser; dormir tranquilas porque  os crimes contra o ambiente estão a ser combatidos de forma exemplar conforme se prova na notícia acima descrita.
Não entram neste "filme"..., o derrube de sobreiros, a retirada de quintas (para fazer os mais variados negócios) das áreas em zonas protegidas e toda a especulação de terrenos que vão sendo notícia quase todos os dias, porque estes acontecimentos fazem parte de um outro "filme" onde o actor principal é o bonitão que resolve tudo pelo lado da carteira.
E, pronto! Ficamos assim...O que seria importante era ficarmos todos satisfeitos com a aplicação da justiça mas esse, infelizmente, não é o sentimento generalizado.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hoje pode ser dia de cinema (49)

As Serviçais

Realização:Tate Taylor               




Sinopse

Três mulheres extraordinárias e muito diferentes no Mississippi durante os anos 60, que construíram uma improvável amizade em torno de um projecto secreto que quebra todas as regra sociais e as coloca a todas em risco. Desta inesperada aliança, emerge uma admirável irmandade, incutindo-lhes uma coragem para transcenderem os próprios limites, e a consciencialização de que às vezes esses limites existem para serem ultrapassados – mesmo que isso signifique que todos na cidade tenham de confrontar-se com os tempos de mudança. « sapocinema »

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sendo sábado, temos música (115)

Em Angola comemora-se hoje, 4 de Fevereiro, o início da luta armada pela sua libertação. Apesar de todas as vicissitudes, penso que vale a pena a sua comemoração.
Assim, associando-me ao acto, deixo aqui um poema de Manuel Rui Monteiro na voz de Rui Mingas para todos vós.

MENINOS DO HUAMBO





Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de huambo fazem alegria
Do céu puxando as cadentes mais bonitas

Com lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Com os nomes mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Juntam fapula com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar

Divide a chuva miudinha por o milho
Multiplicam o vento pelo poder popular

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo
Porque meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Assim contentes à voltinha da fogueira
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Novas palavras para fazer redacções
Escapando ao se esvadeio ao machado
Para os meninos também são constelações
Constelações que brilham sempre sem parar

Palavras deste tempo sempre novo
Multiplicam o vento pelo poder popular
Porque meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo
Porque meninos inventaram coisas novas
Que até já dizem que as estrelas são do povo

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dívida portuguesa "é impagável" sem renegociação


O antigo líder do PCP Carlos Carvalhas defende que a dívida pública portuguesa "é impagável", e que mais tarde ou mais cedo terá de ser renegociada nos seus prazos e juros, e perdoada uma parte.

"Isto para mim é uma questão inevitável", afirmou dirigente do Comité Central do PCP, ao participar quinta-feira à noite em Coimbra num debate intitulado "Rejeitar o Pacto de Agressão/Lutar por um Portugal com Futuro".

No entendimento de Carlos Carvalhas, renegociar a dívida significa prazos maiores para o seu pagamento e diminuição nas taxas de juro

"E naturalmente uma parte [da dívida] que não será paga para sairmos desta situação, e apostarmos no crescimento económico. Sem crescimento económico não haverá solução, nem para o défice, nem para a dívida, nem para o nosso país" sustentou.

Para o dirigente comunista, com a política que tem vindo a ser seguida pelo Governo liderado por Passos Coelho "a economia portuguesa vai ficar um descalabro", sem expetativas de retoma.

"Podemos resolver o problema do défice, mas é pelo estrangulamento da atividade económica, da economia, do consumo. Quando quisermos dar um passo para recuperar, como não fizemos alterações estruturais do ponto de vista de desenvolvimento económico, o défice vai continuar, outra vez, a aumentar", considerou.

Entende que mesmo as privatizações de empresas "não resolvem o problema, antes o agravam".

Realçou que hoje, o "dinheiro que sai em lucros e dividendos para o exterior já é superior a tudo aquilo que entra da União Europeia, nos diversos fundos", e isso sem ter em conta "os lucros que sairão no futuro" através da REN [Redes Eléctricas Nacionais], da EDP, e de outras empresas que também passarão para o setor privado.

"É necessário alterar este rumo, e no plano da União Europeia era preciso um prazo muito maior para a redução do défice público", sustenta, lembrando que um diretor geral do Fundo Monetário Internacional já advertiu que "a redução do défice não deve ser feita em forma de sprint, mas de maratona".

Reportando-se ao combate ao défice, Carlos Carvalhas considerou que o Governo português "parece que é mais papista que o papa e acha que deve ser num sprint, e um sprint forçado".

Na sua perspetiva, o Governo "mete-se atrás desse biombo do pacto" com a Troika "para executar o seu programa neoliberal".

Hoje publicado no «DN/Lusa»

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Até quando?

Por Octávio Teixeira, no jornal «negócios»

Com a subserviência da generalidade dos chefes de Estado dos países europeus, a Alemanha de Merkel vai impondo o que a Alemanha de Hitler não conseguiu.
Sob a batuta da Alemanha os chefes de Governo da zona euro aprovaram o "pacto orçamental" que impõe a alcunhada "regra de ouro" que limita o défice estrutural a 0,5%, atribui ao Tribunal de Justiça o controlo do seu cumprimento e aplica sanções automáticas aos incumpridores.

É uma decisão irresponsável. O pacto vem culminar (para já) as políticas de austeridade que têm vindo a ser tomadas após o início da crise com resultados que só a têm agravado e ampliado e dar mais uma machadada na soberania popular dos países-membros.

Os tratados de finanças públicas registam uma regra de ouro que é a do défice orçamental não ser superior ao défice de capital. O que nada tem a ver com esta "regra de ouro" alemã que não permite o recurso ao endividamento para financiar investimentos públicos essenciais ao desenvolvimento. Que acrescenta austeridade à austeridade, obrigando os países da zona euro a aplicar políticas orçamentais pro-cíclicas num contexto generalizado de recessão económica e de aumento do desemprego. Que não dá resposta ao problema essencial da zona euro que é o do aumento da dívida externa de numerosos países, espelhando os desequilíbrios estruturais das contas externas e os seus baixos níveis de produtividade e competitividade.

Com a subserviência da generalidade dos chefes de Estado dos países europeus, a Alemanha de Merkel vai impondo o que a Alemanha de Hitler não conseguiu: o domínio e colonização da Europa. Substituiu a força das armas pela arma do euro. Que é igualmente violenta. Já impôs dois chefes de Estado não eleitos e pretende transformar a Grécia num protectorado.

Até quando a subserviência, até quando a Alemanha continuará a abusar da paciência dos cidadãos e da dignidade de Estados soberanos?

No País do vale tudo...

...até tirar os olhos ao povo se preciso for, para cumprir um acordo que toda a gente já percebeu e muitos afirmaram logo em Abril do ano passado, não ser possível cumprir sem empurrar o País para a fome generalizada, para a miséria e para o desemprego. Os números estão aí.

Termino com uma frase conhecida: «O que faz falta é avisar a malta».