domingo, 11 de março de 2012

Hoje pode ser dia de cinema (52)


Realização:James Watkins



Sinopse

O jovem advogado londrino Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) é forçado a deixar o seu filho de três anos para viajar até à aldeia remota de Crythin Gifford, para tratar dos negócios do falecido proprietário da Eel Marsh House. Mas quando chega à arrepiante velha mansão, ele descobre segredos obscuros do passado dos habitantes da aldeia e o medo começa a dominá-lo quando vislumbra uma misteriosa mulher vestida de negro...

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 10 de março de 2012

Sendo sábado, temos música (119)


Menina em teu peito sinto o tejo
E vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
Rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar
Aprendi nos 'esteiros' com soeiro
E aprendi na 'fanga' com redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sporting 1-0 Manchester City

Com um golo de sonho (de calcanhar), de Xandão,  o Sporting fez o resultado final deste jogo.

O Sporting  foi ainda  uma equipa que durante todo o jogo apresentou grade rigor táctico, muita determinação e querer (à imagem de Sá Pinto), e, de alguma sorte como é necessário acontecer nos grandes momentos desportivos.
A eliminatória está a meio, o Sporting vence por 1-0, veremos como irá decorrer o segundo jogo em Inglaterra.
Desejamos que o resultado destes oitavos-de-final seja favorável à equipa portuguesa para bem do Sporting e do futebol nacional.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Para a banca tudo, para Estados e economia nada

Por Octávio Teixeira, no jornal «negócios»


Na passada semana o BCE abriu de novo os cordões à bolsa e emprestou aos bancos da Zona 530 mil milhões, a três anos e à taxa de juro de 1%. Que somam aos 490 emprestados nas mesmas condições em finais de Dezembro. Em dois meses o BCE arranjou um bilião de euros para ceder à banca. Mas não consegue arranjar dinheiro para adquirir títulos dos Estados e pôr fim à especulação financeira sobre as dívidas públicas. Não consegue porque não quer, já que se é verdade que os seus estatutos erradamente proíbem a monetarização directa dessa divida também é certo que a permitem com a intermediação de bancos de capitais públicos.

Alegadamente este crédito concedido aos bancos visaria inundá-los de liquidez para financiarem a actividade económica. Sucede que, de ambas as vezes, a aplicação imediata dessa liquidez traduziu-se em depósitos no próprio BCE e quanto ao crédito à economia nada mudou, quer nas restrições quer no preço.

Serviria igualmente para que os bancos financiassem os Estados, e para isso a flexibilização dos critérios quanto aos colaterais garantes dos empréstimos. Mas também isso não passa de miragem. E mesmo que viesse a suceder, tal política é incompreensível e inaceitável: emprestar aos bancos a 1% para estes refinanciarem os Estados a 5% ou 7% é usura, com o BCE a ser o mentor desse esbulho.

O embrulho de celofane dos alegados objectivos não esconde o propósito efectivo de beneficiar bancos e banqueiros, permitindo-lhes substituírem débitos de curto prazo, reequilibrarem os balanços a preço baixíssimo e acumularem liquidez à espera de melhores tempos.

É o "diktat" das finanças. Para a banca, tudo de bom e do melhor. Nada para a economia, o emprego e os Estados. Entretanto a crise aprofunda-se.

Dia Internacional da Mulher

    Recordando nestes versos de António Aleixo, as nossas mães, avós e bisavós.




A Gentil Camponesa


MOTE

Tu és pura e imaculada,
Cheia de graça e beleza;
Tu és a flor minha amada,
És a gentil camponesa.

GLOSAS

És tu que não tens maldade,
És tu que tudo mereces,
És, sim, porque desconheces
As podridões da cidade.
Vives aí nessa herdade,
Onde tu foste criada,
Aí vives desviada
Deste viver de ilusão:
És como a rosa em botão,
Tu és pura e imaculada.

És tu que ao romper da aurora
Ouves o cantor alado...
Vestes-te, tratas do gado
Que há-de ir tirar água à nora;
Depois, pelos campos fora,
É grande a tua pureza,
Cantando com singeleza,
O que ainda mais te realça,
Exposta ao sol e descalça,
Cheia de graça e beleza.

Teus lábios nunca pintaste,
És linda sem tal veneno;
Toda tu cheiras a feno
Do campo onde trabalhaste;
És verdadeiro contraste
Com a tal flor delicada
Que só por muito pintada
Nos poderá parecer bela;
Mas tu brilhas mais do que ela,
Tu és a flor minha amada.

Pois se te tenho na mão,
Inda assim acho tão pouco,
Que sinto um desejo louco:
Guardar-te no coração!...
As coisas mais belas são
Como as cria a Natureza,
E tu tens toda a grandeza
Dessa beleza que almejo,
Tens tudo quanto desejo,
És a gentil camponesa

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

quarta-feira, 7 de março de 2012

Que cor tem este cartão...?




...para mim e mais de 40 mil portugueses, é vermelho. Só que, como não se trata aqui de leis do futebol, pode a pessoa em causa continuar no jogo político, contando os centimos dos seus rendimentos que mal chegam para as  despesas que, (por enquanto),  ninguém vai para a rua.

terça-feira, 6 de março de 2012

Os milhões do QREN que Portugal não investiu

Um dos problemas mais graves que Portugal enfrenta neste momento é a redução muito significativa do investimento público e privado. Segundo o Banco de Portugal, a quebra do investimento, em 2011, atingiu -11,2%, e a já prevista para 2012 é de -12,8%, o que somado dá uma redução superior a -25% em apenas 2 anos. E sem investimento é impossível criar emprego e aumentar e modernizar a capacidade produtiva instalada no país e, consequentemente, o chamado produto potencial, contrariamente ao que escreveu o ministro das Finanças no artigo que publicou na revista Visão.

Estudo do economista Eugénio Rosa, para ler aqui.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Capas de jornais (34)


A confirmar-se... Aqui está uma atitude patriótica que a maioria dos portugueses espera que se repita pelos restantes membros do (des)Governo.

Não há razões para se andar satisfeito


Seria aconselhável que as respectivas troikas aprendessem um pouco da realidade social portuguesa  para poderem aferir com precisão as consequências das políticas recessivas e de austeridade que  pretendem impor cá no retangulo de brandos costumes de modo a não meterem ainda mais os portugueses na situação de indignidade e incumprimento total em relação aos compromissos individualmente assumidos.

Com o anúncio dos números do desemprego: 1 200 000 sendo que mais de 303 mil não recebem  subsídio e com o número anormal de mortes verificado nas últimas semanas derivado (segundo muitos especialistas em saúde pública),   "Ao facto de as pessoas viverem com mais dificuldades", sentidas no acesso "aos medicamentos e à saúde",  a "electricidade mais cara", mais a "perda de rendimento das famílias e o aumento brutal das taxas moderadoras".
Perante este quadro triste e vergonhoso da situação social que grassa no país e ao ser confrontado com as possiveis férias dos portugueses, Passos Coelho respondeu com mais uma das suas tristes tiradas: "Podem sempre faze-lo com uma boa aplicação dos recursos que têm como é evidente"como se  a maioria dos portugueses tivésse condições para proceder a qualquer tipo de aplicações dos recursos que só existem na sua imaginação.E se pensarmos nos portugueses que recorrem cada vez mais ao auxilio das cantinas das instituições sociais para matar a fome é no minimo insultuoso.

domingo, 4 de março de 2012

Hoje pode ser dia de cinema (51)

Realização:Pedro Almodóvar



Sinopse
Desde que a sua mulher ficou queimada num acidente de automóvel que o Dr. Robert Ledgard, um eminente cirurgião plástico, se interessa pela criação de uma nova pele, com a qual ele a poderia ter salvo. Ao fim de doze anos, conseguiu gerar no seu laboratório uma pele que é sensível a carícias, mas um verdadeiro escudo contra todo o tipo de agressões, externas e internas, às quais o nosso mais extenso órgão é sujeito. Para a obter, usou todas as possibilidades fornecidas pela terapia celular. Mas para além de anos de estudo e experimentação, Robert necessitava de uma cobaia humana, um cúmplice e nada de escrúpulos. Escrúpulos nunca foram um problema, não faziam parte do seu carácter. Marilia, a mulher que toma conta dele desde o dia em que nasceu, é a sua mais fiel cúmplice. Quanto à cobaia humana… Todos os anos, dezenas de jovens de ambos os sexos desaparecem de casa, em muitos casos de livre vontade. Um deles acabará por partilhar a esplêndida mansão de El Cigarral com Robert e Marilia, mas sem ser de livre vontade…
«sapocinema»





Bom domingo e bons filmes.

sábado, 3 de março de 2012

Sendo sábado, temos música (118)



Foi Por Ela
Foi por ela que amanhã me vou embora
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa
diz Madrid, Paris, Bruxelas quem me alcança
em Lisboa fica o Tejo a ver navios
dos rossios de guitarras à janela
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas
que eu passei das minhas contas foi por ela

Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos
em vez daquela manga curta colorida
se vais sair minha nação dos cabeçalhos
ainda a tiritar de frio acometida
mas o calor que era dantes também farta
e esvai-se o tropical sentido na lapela
foi por ela que eu vesti fato e gravata
que o sol até nem me faz falta foi por ela

Foi por ela que eu passo coisas graves
e passei passando as passas dos Algarves
com tanto santo milagreiro todo o ano
foi por milagre que eu até nasci profano
e venho assim como um tritão subindo os rios
que dão forma como um Deus ao rosto dela
foi por ela que eu deixei de ser quem era
sem saber o que me espera foi por ela

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Competência sem certificação

Parece que o mais competente, o mais rigoroso, o mais bem preparado o mais, mais e mais não sei quantos atributos os comentadores de serviço do Governo nos media  colaram ao Ministro das Finanças, apareceu agora em "pânico com quebra abrupta das receitas da Segurança Social e do IRS". Então este técnico refinado neo-liberal estava a contar com o quê?! Claro que com o desemprego a subir todos os dias, em consequência  das políticas de austeridade e com os baixos salários a serem uma prática corrente, os resultados não poderiam ser diferentes.
Vir dizer que não estava preparado para estes resultados, só pode significar incompetência e o caminho dos incopetentes terá que  ser urgentemente a porta da rua.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Na industria da cortiça


Da minha pequena janela no Bairro do Atalaião, hoje, recordei o zumbido da sirene,  o vai-vem nas entradas e saídas da minha família operária que durante muitos anos trabalhou na antiga fábrica Robinson em Portalegre.

Desemprego: números são resultado de «políticas recessivas»

«Agência Financeira»
O PCP diz que os números divulgados esta manhã pelo Eurostat confirmam o «forte agravamento» do desemprego em Portugal, resultado das «políticas recessivas» do Governo.

Segundo os números do Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 14,8% em Janeiro (a terceira mais alta da União Europeia). Embora as taxas não sejam rigorosamente comparáveis (o Eurostat usa uma metodologia diferente da do INE), este valor já está acima da previsão do Governo para o total deste ano, 14,5%.

Crise. Em Portugal ninguém paga aos bombeiros



Muito embora andem as troikas a afirma sem corar que "está tudo a correr bem" e, o Dr. Cavaco a chorar lágrimas de crocodilo, o que nós verificamos diariamente é o contrário. O país está a ficar numa situação de paralisia económica derivado às políticas de austeridade que nos vão impondo segundo os critérios neoliberais do Governo e, a sociedade em geral a caminho da pobreza e da miséria.

O título acima, é de um trabalho de Rosa Ramos, publicado no jornal «i» que vale a pena ler.