sábado, 12 de maio de 2012

Felizmente apareceu uma boa notícia.

foto Luís Manuel Neves / Global Imagens


Carlos Martins anuncia que foi encontrado um dador para o filho.

Bernardo Sassetti (1970-2012)






Faria no próximo mês de Junho 42 anos.

Dizem as notícias de ontem que Bernardo Sassetti terá caído de uma falésia na zona de Cascais quando tirava fotografias.

Á família e aos amigos de Bernardo Sassetti  Ponta Esquerda endereça as suas condolências.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Governo & troika dizem-se "surpreendidos" com o aumento do desemprego – Gigantesca campanha de manipulação da opinião pública

Por Eugénio Rosa, no sítio «resistir.info»

Nos últimos dias, após a divulgação pelo Eurostat dos dados sobre o desemprego que revelaram que em Março de 2012 o desemprego em Portugal tinha subido de novo significativamente, o governo e os seus "amigos" da "troika", assim como os defensores do pensamento económico neoliberal dominante nos media multiplicaram-se em declarações. Manifestaram a sua surpresa pelo aumento do desemprego, como isso não fosse o resultado inevitável da política de austeridade violenta e de cortes brutais na despesa pública que estão a impor aos país. Um autêntico coro de "lágrimas de crocodilo" com o objectivo desresponsabilizarem-se e de enganar os portugueses. É mais um exemplo de uma campanha gigantesca de manipulação da opinião pública que, infelizmente, muitos jornalistas e os maiores media se prestaram não divulgando opiniões contrárias .

Para ler artigo completo aqui.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os nossos técnicos de Finanças

Por Joana Lopes, no seu blog «Entre as brumas da memória»



A frase que ficará do dia de ontem será certamente a que Vítor Gaspar usou para responder a uma interpelação de Honório Novo na Assembleia da República: «Eu não minto, não engano, não ludibrio».

Para além de parecer humor negro se nos lembrarmos do que tem sido a política deste governo nos últimos meses, a afirmação tem aquele carácter categórico que caracteriza personalidades desinteressantes e moralistas, mas perigosas, que pretendem transpirar seriedade por todos os poros e que se consideram acima de todas as suspeições – até a de serem considerados «políticos».

Impossível não recordar o português mais «virtuoso» de sempre, que também afirmava, em 1928: «Represento uma política de verdade e de sinceridade, contraposta a uma política de mentira e de segredo». Ou o nosso nunca assaz celebrado presidente da República, que nunca se engana e que raramente tem dúvidas.

Três técnicos de Finanças, certamente por acaso...

O cavaco, o cherne e o coelho


Por Filipe Diniz, no Jornal «Avante!»


Existe um fórum «informal» chamado Conselho para a Globalização, constituído pela COTEC sob o alto e sempre brilhante patrocínio de Cavaco Silva.
Esteve reunido em Cascais, com o objectivo de trocar opiniões sobre o seu tema e «em última análise, sobre o relançamento da economia portuguesa». Nele participaram «gestores de topo» de amigos do relançamento da economia portuguesa como são o Lloydfs Banking, o Crédit Suisse, o ABB Group (a cujo apoio a economia portuguesa deve o desmantelamento da Mague e da Sorefame), o Unite Investment Bank, a Peugeot/Citroen, a Renault/Nissan, entre vários outros do mesmo calibre.
Participaram também Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho, igualmente interessados no relançamento da economia portuguesa, «em última análise». E o que esse trio (mais uma troikac) disse é de registar.
Cavaco manifestou a sua preocupação pelo desemprego existente. Mas confia em que melhore «já no segundo semestre». Porquê? Primeiro, porque tem pessoalmente «recolhido indicadores positivos um pouco por todo o País». Depois, porque confia nas capacidades do INE em martelar as estatísticas. Está certo que os dados do INE serão «muito menores» do que os do Eurostat.
Barroso e Coelho repetiram a habitual ladainha dos «factores de competitividade e da reforma do mercado laboral» (leia-se mão-de-obra barata, precária e sem direitos). Barroso teve a lata de dizer que, «para corrigir os enormes e insustentáveis desequilíbrios a que Portugal chegou, é necessário executar um corajoso programa que combine ajustamento orçamental com reformas estruturais. É o que Portugal está a fazer e, até agora, muito bem». E acrescentou ainda uma nota de intimidação contra a resistência dos trabalhadores e do povo: «Quanto maior for a determinação e consenso nacional nesses países, mais será evidente a solidariedade dos países europeus com Portugal».
Coube a Passos Coelho a formulação mais sincera, e também a mais indigna. Disse aos participantes: «aqueles (os gestores de topo) que já vendem Portugal no estrangeiro podem ajudar a reforçar a imagem do País».
É gente desta que anda a apelar à auto-estima do País.
O País só terá verdadeira auto-estima quando correr com eles de vez.

O estranho caso do anexo


Por Manuel António Pina, no jornal «JN»


Foi "com tranquilidade mas com convicção" que o ministro das Finanças assegurou ao Parlamento, onde estava a ser ouvido sobre o controverso Documento de Estratégia Orçamental: "Eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio" (poderia ter usado mais sinónimos, mas ficou-se sensatamente por aqui).
A solene declaração de Vítor Gaspar foi suscitada pela intervenção do deputado do PCP Honório Novo, que o acusara daquelas coisas feias todas por o documento entregue em Bruxelas ter chegado à AR sem o Anexo II, com previsões sobre o desemprego nos próximos anos.
Fosse Vítor Gaspar teólogo, e não economista, e Honório Novo filósofo, e não engenheiro, e a Assembleia teria ontem assistido a um estimulante debate acerca das singularidades do conceito de "verdade". Não mentir, não enganar, não ludibriar implicará falar verdade? E omitir?, terá omitir, além de semelhanças fonéticas, afinidades semânticas com mentir? Será a verdade "toda a verdade e nada mais que a verdade" ou uma parte da verdade já é verdade que baste?
Seria um diálogo de surdos, tão instrutivo como o diálogo que também houvesse sobre o conceito de "ajuda" aplicado ao chamado memorando da "troika". Poderiam ser ambos enviados para Bruxelas como Anexo III, mas Bruxelas ligar-lhes-ia tanto quanto a realidade liga aos números do desemprego do Anexo II.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Uma esperança de mudança?

Por Octávio Teixeira, no jornal «negócios»


Os resultados eleitorais, em França e na Grécia, devem implicar alterações na política europeia. Porque, inequivocamente, o que foi derrotado em ambos os países foi a estratégia política da submissão aos "mercados" e da austeridade a todo o preço, à custa dos cidadãos e da economia e em proveito do sistema financeiro.

Particularmente expressivo na Grécia, o primeiro país submetido à ditadura da troika, onde o bloco central de apoio aos programas de resgate perdeu 60% do seu peso eleitoral. Ignorar tão enérgica manifestação de vontade do povo grego seria uma total irresponsabilidade dos governantes europeus.

Mas também em França. Um primeiro e importante significado da vitória de François Hollande foi o de pôr termo ao tandem Merkozy, à dupla Dupont e Dupont que tem imposto a austeridade em toda a União e a rota no sentido do desastre. E, é evidente que esse facto e as suas afirmações de que a austeridade não é inevitável surgem como a expectativa de uma luz ao longe.

Mas confesso que é reduzida a minha esperança de que Hollande tenha a coragem de afrontar os interesses financeiros e a ortodoxia de Merkel. É um mau sinal Hollande parecer já ter passado da posição de renegociação do tratado orçamental para a de aceitar a sua ratificação complementando-o com uma adenda sobre o crescimento. É um sofisma porque o tratado orçamental impõe austeridade permanente e ilimitada, não deixando espaço nem condições para o crescimento e o desenvolvimento.

Esperemos que não vá por aí, que não capitule e não se limite a substituir a aliança Merkozy pela Merkollande. Porque os resultados eleitorais, em França e na Grécia, mostram também que a via da austeridade bruta alimenta perigosamente a extrema-direita racista, xenófoba e nazi.

De recurso em recurso ...

... Isaltino Morais se vai safando de cumprir a pena a que foi condenado em 2009.

Até quando se manterá este "romance" da condenação sem execução (por via de recursos) de penas na justiça portuguesa?

domingo, 6 de maio de 2012

Hoje pode ser dia de cinema (55)

Na Terra de Sangue e Mel

Realização:  Angelina Jolie

(a estreia de Angelina Jolie na realização)




Sinopse


Durante a Guerra da Bósnia um soldado que lutava pelos Sérvios reencontra uma mulher Bósnia que é capturada pelas tropas Sérvias e deportada para um campo de concentração. E é no meio deste cenário de guerra, que irá nascer o romance entre um sérvio e uma muçulmana. «sapocinema»


Bom domingo e bons filmes.


sábado, 5 de maio de 2012

Sendo sábado, temos música (124)




Amanhã vai ser outro dia
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
De "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai se dar mal, etc e tal
La, laiá, la laiá, la laiá


Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Capas de jornais (36)



Já somos os campeões do desemprego, dos baixos salários, da precariedade no trabalho, do corte nos benefícios sociais aos mais carenciados. Somos ainda, pelo anunciado, o país que mais cortou nos salários públicos em 2011. 

-Tudo certinho, na política de miséria imposta pelas troikas que está a conduzir o país ao descalabro e ao desastre.

A tudo isto é preciso resistir com a luta organizada para vencer.  Obrigando os (des)governantes a  mudar de políticas e a colocar Portugal entre os países desenvolvidos e democráticos, donde perigosamente nos estamos a afastar todos os dias.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fernando Lopes (1935 - 2012)



"Sou um cineasta improvável."


Realizador de BELARMINO (1964),  UMA ABELHA NA CHUVA (1971), NÓS POR CÁ TODOS BEM (1978), CRÓNICA DOS BONS MALAMDROS (1984), O DELFIM (2002).

Faleceu ontem em Lisboa.

Rotunda democrática



Por  Jorge Cordeiro, no Jornal «Avante!»

Rotunda será, por definição, um espaço onde se circula simulando movimento em dado sentido ainda que sem aparente direcção. Ou, por empírica observação ao alcance do senso comum, aquele espaço privilegiado para se pode andar às voltas sem se perceber, até dado momento, para onde se pretende ir. Será certamente a pensar na citada figura que o PS proclamou em termos de ameaça dirigida ao Governo aquilo que designa, ainda que por manifesta inexactidão, como «ruptura democrática» quando, em rigor, o que os dirigentes do PS terão desejado anunciar seria quanto muito uma reinventada «rotunda democrática».
Em boa verdade, presente no conceito «democrático» de ruptura que o PS agita, está aquele andar à roda, aquele simular de movimento em dado sentido para, na primeira distracção dos que o observam, adoptar a direcção de sempre. Assim tem sido em todas as situações e circunstâncias. Seja nos tempos de hoje, com aquele simular de divergência a propósito das alterações à legislação laboral ou do tratado europeu de submissão nacional em que, depois de dadas as devidas voltas em torno das questões, aí temos o PS em proclamada ruptura «democrática» a abraçar com os partidos do Governo os projectos comuns que os une. Seja aqueles outros em que, brandindo por aí a ameaça de uma qualquer ruptura «democrática» com os que hoje põem em causa a Segurança Social, o Serviço Nacional de Saúde ou a escola pública, se dão as voltas suficientes para que, estonteados com o movimento, poucos recordem que em cada um dos ataques dirigidos pelo actual Governo contra estes direitos está lá a mão precursora do PS a desbravar o caminho que agora outros continuam. Seja ainda naquele mais impressivo rasto deixado na sua curta história de vida em que o PS, sob a proclamada dimensão «democrática» de um alegado socialismo que simula, circula sem parar, volta sobre volta, nessa imensa rotunda da política de direita que lhe pulveriza a credibilidade, nega a razão e desmente a sua própria denominação.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sem pingo de vergonha

Por Manuel António Pina, no «JN»



O 1.º de Maio, que se comemora em todo o Mundo, evoca a luta dos trabalhadores de Chicago e a repressão policial que, nesse dia e seguintes de 1886, provocou dezenas de mortes entre os operários que reclamavam não mais de 8 horas de trabalho por dia.
O patronato não gosta do 1.ºo de Maio, como não gosta de jornadas de trabalho de "apenas" 8 horas. E, como os tempos vão de feição, este ano, à semelhança de 2011, as grandes superfícies, propriedade de alguns dos "Donos de Portugal", romperam o compromisso de fechar nesse dia. Por isso os sindicatos convocaram uma greve dos trabalhadores dessas lojas, em geral precários e miseravelmente pagos.
O Pingo Doce não esteve com meias medidas: para evitar que os seus empregados aderissem à greve, anunciou para ontem (só ontem) uma "promoção" de 50% em compras de mais de 100 euros, usando o desprezível processo de atirar consumidores contra trabalhadores e humilhando estes com um dia de trabalho se possível ainda mais penoso, no meio do caos generalizado, filas, discussões, agressões e incidentes de toda a ordem.
Lá longe, na Holanda, Alexandre Soares dos Santos deve estar a rir-se. Ele sabe bem que, como diz um anúncio do seu Pingo Doce, nas "'promoções', baixa-se o preço de um lado e aumenta-se do outro e (...), quando se fazem as contas, gastou-se mais do que se poupou".

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia Internacional do Trabalhador



EM LISBOA - MANIFESTAÇÃO DA CGTP 14H30

MARTIM MONIZ - ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES.

Viva o 1º de Maio! Viva o Dia Internacional do TRABALHADOR!