Falar de manipulação da e na comunicação social dominante não é, infelizmente, coisa pouco habitual. No plano nacional temos como mais recente exemplo o vergonhoso silenciamento das acções de luta do PCP contra o pacto de agressão que mobilizaram dezenas de milhares de pessoas, e no plano internacional pontifica a gigantesca campanha em torno do massacre de Al-Houla para sustentar a escalada belicista contra a Síria. Conhecemos bem as razões de tais fenómenos. Radicam em primeiro lugar na questão da propriedade dos principais media – detidos pelo grande capital (nacional e transnacional) e cada vez mais concentrados em grandes grupos de comunicação. Tal factor determina por um lado uma crescente exploração dos jornalistas e perversão da sua missão de informar e, por outro, um cada vez maior enfeudamento ao grande capital, às forças políticas que o representam no sistema político e ao imperialismo.
Mas se faltassem exemplos para comprovar o processo de transformação da comunicação social num sistema privado de propaganda, o que aconteceu no fim-de-semana foi altamente elucidativo. A maioria dos portugueses não sabe, mas estiveram em Portugal, a convite do Movimento para os direitos do povo da Palestina e para a paz no Médio Oriente (MPPM), o embaixador da Palestina na ONU e o presidente do Comité para os Direitos do Povo Palestiniano das Nações Unidas. Reuniram com todos os grupos parlamentares e no sábado à tarde o MPPM promoveu uma importante sessão com a participação dos representantes da ONU, onde estes anunciaram o seu desejo de no próximo ano Portugal receber a reunião do Comité da ONU para os direitos do povo palestiniano. O debate, onde intervieram destacadas personalidades de vários quadrantes políticos que ali confirmaram a sua solidariedade para com a causa palestiniana, foi completamente ignorado e silenciado pela comunicação social dominante. Porquê? Porque por ali passou não só a solidariedade mas também a denúncia da política assassina de Israel e dos EUA, da hipocrisia da União Europeia e ainda da gigantesca manobra de manipulação que se desenrola em torno da situação síria. E isso, mesmo envolvendo a ONU, não pode ter visibilidade mediática.
Num país que é vice campeão europeu de obesidade e sobrepeso na segunda infância, o Ministério impõe redução da carga horária para a Educação Física. Link
O ministro sombra António Borges deu o pontapé de saída: "a diminuição dos salários é uma urgência". E, como qualquer urgência, não pode esperar. Tem de ser já e em força.
O ministro da Economia corroborou a ideia e adiantou estar já "a ser equacionada" a sua concretização. Formalmente referiu-se à baixa da Taxa Social Única (TSU) para empresas que contratem jovens trabalhadores com menos de 25 anos e com salário mínimo. Mas esclareceu que a redução da TSU se reduzirá à medida que o salário aumentar. Ou seja, para continuarem a beneficiar dessa redução as empresas não podem aumentar os salários baixos. E como entretanto se facilitou o despedimento individual e baixaram as indemnizações por despedimento, o roteiro do filme é linear: não se trata de criar mais emprego, mas de substituir trabalhadores por outros com salários mais baixos.
O ministro das Finanças apadrinhou. Segundo ele o Governo não terá uma visão de futuro baseada em baixos salários, "mas para chegarmos a esse futuro"… tem de ser.
E a troika coordenou: "são urgentemente necessárias medidas que permitam às empresas maior flexibilidade para ajustarem os custos do trabalho".
Embora negada pelo primeiro-ministro (manter aparências a isso obriga pois os ministros esquecerem que "o silêncio é de ouro"), está urdida a trama para uma maior redução dos salários. A perspectiva do Governo é o modelo de baixos salários, responsável pelo medíocre desempenho económico que temos. Ignorando acintosamente que qualquer análise objectiva prova que a nossa economia não tem um problema de competitividade pelos custos salariais.
Ideologicamente, para o Governo e a troika tem de ser assim. Só a mobilização dos trabalhadores pode impedir a concretização dessa tecedura.
Quando for oportuno fazer um balanço da governação, não se esqueça desta e outras afirmações do género perante os portugueses, de uma pessoa que se diz primeiro-ministro de Portugal.
Agora desculpem lá, vou ali fora beber uma água gelada que já estou a ficar mal disposto!...
(...) Mário Nogueira acusa o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de ter agido «cobardemente», ao ter avançado com as alterações «em segredo», contrariando o que é imposto pela lei, que determina que a organização dos horários dos professores é matéria de negociação obrigatória. «TSF»
O meu comentário: Para este (des)governo as únicas leis que importa cumprir são as suas por forma a prejudicar até à medula, a vida, a educação e saúde dos portugueses.
É preciso estar atento e não esquecer que estes governantes não o são para o povo Português, eles são os capatazes, representantes das troikas nos seus interesses económicos e financeiros, sobre os quais ( nas palavras do primeiro-ministro) é preciso respeitar e cumprir «custe o que custar»!... Ainda que para tal fique o País e os portugueses na sua grande maioria, na merda. Digo eu.
Ao que consta na cidade os barões da laranjada, quando hoje deram ordens para que se abrissem as portas do palácio a fim dos criados irem passear os lulus, entrou-lhes pela porta dentro qualquer coisa que os deixou surpreendidos. Então do que se tratava? Conforme relatos no local, parece ter sido a vinda de um mensageiro... para informar os senhores do palácio que "a receita estava a matar o doente".
Ao que foi possível apurar através das informações disponíveis no palácio, os barões da laranjada, depois do seu banho matinal perfumado e com massagem e depois de ouvirem o mensageiro, enquanto se banqueteavam no festim habitual do seu pequeno-almoço, não terão ficado nada preocupados com os possíveis efeitos da noticia, sendo que logo de seguida, terão mandado colocar mais um cabrito no forno para o almoço na corte, e, quanto ao doente, disseram apenas: que morra!...
A selecção portuguesa de futebol partiu hoje com muita pompa e circunstância, rumo à fase final do Campeonato Europeu de 2012 a disputar a partir do próximo dia 8 na Polónia e na Ucrânia.
Vão (toda a comitiva), ficar bem alimentados, bem preparados e muito bem instalados. Os resultados logo se verão... Nem sei se serão muito importantes porque nos jogos de preparação não o foram. Pensava eu ( de acordo com o que aprendi) que um resultado final positivo seria sempre o objectivo do jogo.
No meio de tudo isto, e a propósito, permitam-me que faça uma sugestão! Uma vez que vemos nos mais variados momentos em Portugal tantos estudos de opinião pelos vários órgãos de comunicação social a pretexto de tudo e de nada, talvez fosse bom, esses mesmos orgãos fazerem desta feita, um estudo junto dos portugueses em geral onde os desempregados ultrapassam os 1200 mil, para ficarmos a saber o que sentem os portugueses face a tantas mordomias para uns e, tanta miséria para outros.
E, já agora, o que pensarão os "mercados" destas brincadeiras futebolísticas!...Afinal será verdade que precisamos de alguma "ajuda" para tirar o País do buraco em que o meteram?
Tenho para mim que este País está a ser governado por políticos incompetentes ou mal intencionados por que após um ano de exercício, verificamos que os resultados são todos negativos em relação aos objectivos inicialmente apresentados. Mesmo assim, há sempre alguém, que se disponibiliza para fazer aquele papel ridículo de vir dizer que "estamos no bom caminho".
Se isto não fosse um assunto muito sério, eu diria que este governo e quem o apoia continuam a brincar com a maioria dos portugueses. Como se governar um pais pobre fosse uma festa onde só alguns podem entrar para se divertir.
Somos mesmo um País com muita pobreza, onde alguns andam engravatados.
O povo português, como outros povos europeus, vive submetido a processos de agiotagem cada vez mais refinados e, em Portugal, o conto do vigário tornou-se prática da governação económica e política. Os portugueses foram convidados a fazerem de conta que eram ricos e embalados em falsas festas de modernidade, autênticas cortinas de fumo que escondiam negociatas e fraudes monumentais. Depois, passaram a ser acusados de irresponsáveis e de terem andado a viver acima das suas possibilidades.
Mas quem foram ao longo dos anos os "irresponsáveis", ou seja, os verdadeiros responsáveis pelas dificuldades em que vivemos e pelas limitações em que hoje se nos apresenta o futuro?
O relatório do Tribunal de Contas sobre as parcerias público-privadas é mais uma peça que confirma os negócios ruinosos feitos por vários governos. Trata-se de um processo prenhe de ilegalidades, de enganos, de fraudes e vigarices feitas sobre a riqueza e o interesse de todo um povo.
As promessas do primeiro-ministro de repor a legalidade nesses negócios não têm concretização possível, por duas razões: primeiro, o problema fundamental é a génese subversiva desse tipo de parceria; segundo, o Governo está de corpo e alma nos pressupostos políticos e nos objetivos económicos que sustentam essas parcerias. O problema só será resolvido quando tivermos um Governo identificado com os interesses do povo e não com os interesses egoístas dos grandes acionistas da banca e dos grupos económicos.
A trapalhada em que está envolvido o ministro Relvas é outra expressão das manipulações e atuações antidemocráticas. A insistência no distanciamento do ministro em relação a um dos "operários" das jogadas chantagistas com que estes processos se desenvolvem e os argumentos "legalistas" e formais que o primeiro-ministro, o Governo, os partidos do poder e outra gente do centrão político vão repetir, só agravarão a situação. O povo ficará mais descrente no Governo e nas instituições. Acumulam-se assim graves riscos para a democracia.
O meu vizinho do 5º Esqº
apareceu ontem no café onde
habitualmente nos encontramos para a bica e a conversa do dia, muito zangado
com um tal António Borges (AB) que passou pelo FMI, Citibank, BNP Paribas, Petrogal,
Sonae, Cimpor , Vista Alegre eJerónimo
Martins.
Hoje, (AB), parece ser ainda consultor do Governo para as
privatizações e para as parvoíces descabeladas como aquela canelada de sexta-feira quando “recomendou” (na entrevista à
Económico TV) que diminuir os salários não é uma política mas "uma
urgência". Sabemos ainda (pelo título de um jornal) que a dita-cuja criatura
ganhou 225 mil euros livre de imposto enquanto funcionário do FMI; a mesma
instituição que pretende colocar os portugueses e o país na miséria através das
políticas aconselhadas, seguidas e
implementadas pelas troikas.
É claro que o meu vizinho tem
toda a razão em estar zangado, não com a vida, mas com aqueles que fazem com
que os seus dias sejam cada vez mais longos, mais sombrios, mais difíceis de
viver. O sujeitinho anunciado que ganha milhões sem pagar impostos, pode ser mais desboucado que certos cucos-velhos
do governo mas são todos farinha de mesmo saco; requentada e com cheiro a bafio
que tresanda fazendo lembrar tempos vividos de má memória que importa tudo
fazer para não voltarmos a repetir.
Eric, um golden boy de 28 anos, fez da sua vida um microcosmos obsessivo e violento do mundo de hoje em dia. Uma obra frenética e visual, numa unidade de tempo e lugar- 24 horas em Nova York.
Um filme de David Cronenberg cineasta visionário do colapso do mundo, adaptação de um romance entre o real e o virtual, onde o protagonista penetra num labirinto de imagens contraditórias e assimétricas, é uma promessa de luz para cada espectador.
Contas feitas, estarão no Europeu dez jogadores formados na Academia. Rui Patrício, Beto, Custódio, Miguel Veloso, Hugo Viana, João Moutinho, Nani, Quaresma, Silvestre Varela e Cristiano Ronaldo vão representar Portugal e em comum têm o facto de terem feito a sua formação futebolística de verde e branco vestidos. Esta dezena de jogadores é suficiente para ultrapassar os nove que o Barcelona coloca na prova que decorre na Polónia e Ucrânia entre 8 de junho e 1 de julho. Os culé “enviam” ao Euro sete jogadores que ainda representam o clube (Valdés, Piqué, Iniesta, Xavi, Fàbregas, Busquets e Pedro Rodríguez) e dois formados em La Masía mas que, entretanto, seguiram para outros clubes (Pepe Reina, do Liverpool, e Jordi Alba, do Valencia).
É frequente ouvir a alguns utentes dos transportes públicos protestos contra as greves dos trabalhadores desse sector.
O desabafo traduz em certa medida o desespero face ao massacre social a que este Governo nos tem sujeitado, com a sua política de austeridade apresentada como «inevitável» e usada como campanha de terra queimada que por onde passa tudo destrói.
A questão das greves dos transportes deve ser vista com uma análise ponderada e desapaixonada.
A greve é um direito constitucionalmente garantido a que os trabalhadores podem legitima e legalmente recorrer sempre que o considerem necessário.A utilização deste direito que foi no passado muitas vezes pago com a prisão e até com a própria vida, tem ainda hoje um elevado preço para os trabalhadores que a ela recorrem. Todos sabemos como são feitas todo o tipo de pressões e retaliações sobre os grevistas, para além da óbvia redução do salário correspondente aos dias de greve.
O recurso à greve não deve ser assumido levianamente, e não devemos sem séria análise fazer juízos de valor sobre a sua justeza. Como diz o velho ditado – quem vai no barco é que sabe o que lá se passa. Se todos tivessem a coragem destes trabalhadores talvez conseguíssemos evitar o descalabro para onde este país se encaminha.
Não é aos trabalhadores que cabe a culpa pelos transtornos causados pelas greves, mas sim aos responsáveis das respectivas empresas, que têm a responsabilidade pública de assegurar o transporte dos passageiros. Responsabilidade acrescida para os utentes portadores de «passes sociais» que mais não são do que um contrato juridicamente vinculativo, em que a empresa se obriga a transportar o passageiro. Assim, é às empresas de transporte que devemos exigir quer o cumprimento do contrato que resulta da compra do título de transporte, quer a reparação dos danos causados pelo seu incumprimento. São elas que se eximem ao cumprimento da lei.
Não podemos permitir que essas empresas subvertam a situação, transferindo o odioso da questão para cima dos trabalhadores em greve e os prejuízos para cima dos utentes, fazendo pagar o justo pelo pecador.
Nota final: o «livro de reclamações» é obrigatório. Está na hora de o usarmos.