quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ao que vem e como está

Por Jorge Cordeiro, no jornal «Avante!»
Sempre que os interesses de PSD e CDS e do seu Governo estão ameaçados, Cavaco Silva faz prova de estar vivo. É o caso presente. Perante a possível consideração de a data das eleições vir a ser antecipada, Cavaco Silva não só deixou de fingir de morto como deu cor de si, não porfacebook, mas de viva voz. Aos que se aprestam para esgrimir desde já aquele demolidor argumento de que para dizer o que disse mais valia ter ficado calado, dado o labiríntico percurso discursivo presente na entrevista dada, se deve invocar em abono do entrevistado que não se pode de uma só vez querer que dê cor de si e que saia tudo direitinho. E ainda que mesmo a espaços, Cavaco Silva disse o suficiente para se perceber ao que vem e como está nas funções que exerce.
Cavaco deixa claro o que o País já sabia – a de que estando em causa o Governo que protege, dali não se espere nada e «ponto final». Fiel ao princípio «primeiro os amigos, depois o País» Cavaco Silva, confrontado com a admissão que ele próprio assumiu dessa antecipação no quadro do ambicionado «compromisso de salvação nacional», deixa claro o que o moveu: naquele caso tratava-se de salvar o Governo e a política de direita. Resolvido o problema, devolvida a estabilidade ao seu Governo e à sua maioria, revogado que ficou o irrevogável, retomadas as condições para o saque aos trabalhadores prosseguir, restabelecida ficou a boa ordem pela qual zela. À falta de melhor argumento, Cavaco Silva acusa os que de há muito reclamam eleições antecipadas de desconhecerem a lei eleitoral. Dir-se-ia, e desta vez com inteira razão e fundamento, que se há alguém que faz de conta que não leu ou não conhece a lei fundamental do País é precisamente quem jurou cumpri-la e fazê-la cumprir. Na verdade, há muito que a Assembleia deveria ter sido dissolvida e as eleições convocadas. Não pela razões técnicas que PS e outros esgrimem em função de prazos e condições de elaboração do Orçamento, mas porque perante um Governo e uma maioria que agem à margem da lei, em confronto com a Constituição da República, pondo em causa o regular funcionamento das instituições e desgraçando a vida dos portugueses e o futuro do País, não restaria a um Presidente que quisesse cumprir integralmente as suas funções outra decisão que não fosse aquela.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Será só incoerência?

Cavaco pergunta: “O que é que andaram a fazer os accionistas e gestores” da PT?

O meu vizinho do 5º Esq. responde: "Andaram a mostrar o seu relevante trabalho ao Presidente da República" para serem condecorados pelo bom trabalho prestado à empresa e ao País.

sábado, 8 de novembro de 2014

Sendo sábado, temos música (224)



As meninas dos meus olhos
Nunca mais tive mão nelas
Fugiram para os teus olhos,
Por favor deixa-me vê-las.
As meninas dos meus olhos
Se vão perder-se não sei
Deixa-me ver se os teus olhos
As tratam e guardam bem.
As meninas dos meus olhos
Para poder encontrá-las
Foram pedir aos teus olhos
Que falem quando te calas.
As meninas dos meus olhos
Já não sei aonde estão
Deixa-me ver nos teus olhos
Se as guardas no coração.

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Um cabaz de mentiras

Por Aurélio Santos, no jornal «Avante!»
No romance «Os Maias» de Eça de Queiroz há um personagem que ao referir-se ao então ministro da Fazenda diz: «esse só tem jeito para cobrar impostos e pedir empréstimos». É forçoso reconhecer que a actual ministra das Finanças tem também uma extraordinária capacidade para mentir. Mente mesmo quando a verdade está à tona de água como no caso do BES. Mentiu quando disse que o problema era apenas no GES, prejudicando seriamente os pequenos accionistas do BES. Mentiu ao dizer que a solução adoptada era uma imposição da UE (a directiva só entra em vigor em 2015). Mentiu ao afirmar que os contribuintes não vão pagar os prejuízos de BES. Pagar vamos, não sabemos é quanto. Recentemente veio mais uma vez mentir sobre o Orçamento do Estado para 2015 dizendo não haver agravamento da carga fiscal. O presidente da GALP já desmentiu anunciando um aumento de sete cêntimos em consequência do aumento da carga fiscal dos combustíveis.Passos Coelho está zangado com os jornalistas e com os comentadores políticos. Diz que são preguiçosos. Talvez por preguiça este Governo não nos dá informações que são da maior importância: a pobreza passou de 17,8% para 25%. As cantinas sociais dispararam de 80 para 800. Para este governo o Estado Social é a «sopa do Sidónio». A PT, graças às muitas negociatas perdeu mais de 90% do seu valor. As empresas do PSI20 perderam durante esta governação mais de 18 000 milhões de euros do seu valor.Os escalões mais baixos de IRS pagam mais de impostos do que a GALP ou a EDP. Assim vai este bocado de mundo governado sobre o manto da mentira. É preciso mudar

domingo, 2 de novembro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (116)


Realização: António-Pedro Vasconcelos



Sinopse
Jó é expulso de casa pelo pai no dia em que faz anos. Sem ter sítio para onde ir,  refugia-se no terraço do prédio de Rosa, que acabou de perder o marido. Ele tem 18 anos e ela 73. Quem diria que ia ser amor à primeira vista?

Bom domingo e bons filmes

sábado, 1 de novembro de 2014

Sendo sábado, temos música (223)




Eu não sei como te chamas
Oh Maria Faia
Nem que nome te hei-de eu pôr
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Cravo não que tu és rosa
Oh Maria Faia
Rosa não que tu és flor
Oh Maria Faia oh Faia Maria

Não te quero chamar cravo
Oh Maria Faia
Que te estou a engrandecer
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Chamo-te antes espelho
Oh Maria Faia
Onde espero de me ver
Oh Maria Faia oh Faia Maria

O meu amor abalou
Oh Maria Faia
Deu-me uma linda despedida
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Abarcou-me a mão direita
Oh Maria Faia
Adeus oh prenda querida
Oh Maria Faia oh Faia Maria

Bom sábado, boas notícias e boa música.