Hoje fica aqui o Sérgio Godinho com o charlatão.
Bom sábado, boas notícias e boa música.
Numa ruela de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis de ouro a um tostão
enriquece o charlatão
No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f´rido
e outro em França anda perdido
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga
No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-se em quatro zonas
instalados em poltronas
P´rá rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca de alguns patacos
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão
Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O Acordo
Em relação à posição assumida no Parlamento pelo Ministro Jorge Lacão, no debate sobre o Aumento do Salário Mínimo Nacional (agendado pelo PCP), ficámos a saber que o Governo se prepara uma vez mais, para inclinar o "tabuleiro do jogo" para o lado do costume, ou seja ,para o lado do patronato e dos grandes grupos económicos.
Numa altura em que tanto se fala na necessidade de existirem acordos sociais, a médio e longo prazo, para que a economia nacional se possa organizar e fortalecer face à crise, aparece o Governo pela voz dos seus Ministros a dizer que em relação ao acordo social celebrado em 2006 quanto ao valor do salário minimo ( que deveria em Janeiro de 2011 passar de 475€ - por via do acordo - para 500€), não pode ser, e, advogam nova discussão em sede de Concertação Social.
No fundamental, o que o Governo vem revelar é que em matérias sociais a sua posição política é a mesma que a da CIP e do grande capital, com crise ou sem ela, o argumento para aumentar salários é sempre o mesmo, ou seja: Não.
Que o patronato na sua maioria entenda, não terem eles qualquer responsabilidade social na distribuição da riqueza produzida, nós já sabiamos; agora, o Governo, que se diz Socialista e de esquerda ler na mesma cartilha e permitir com as suas políticas que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres seja cada vez maior é que nos deve perturbar e despertar para o futuro.
Esta gente que pretende tirar aos que ganham 475€ um aumento de 25€ e por outro lado dá milhões a quem continua a acumular cada vez mais riqueza, como ficou provado na Assembleia da República, na votação da «tributação dos dividendos» não merece ter qualquer credebilidade política em matéria de justiça social, nem estar como está no (des)Governo do País.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Informação
As opiniões e as soluções daqueles que os «órgãos de comunicação social do sistema» nunca querem ouvir.
Pelo que acima fica dito pelo economista Carlos Carvalhas, há de facto muitos especuladores a ganhar com a crise no nosso País.
Impõe-se, por isso mesmo arrepiar caminho e mudar de políticas.
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