sábado, 4 de junho de 2011

Sendo sábado, temos música (85)

Hoje, volto novamente aos temas de Jorge Palma.
Talvez possa ajudar na dita reflexão.




Cantiga do Zé
Jorge Palma



O Zé não sabe onde pôr as mãos
E está farto de as ter no ar
Não teve sorte com os padrinhos
Nem tem jeito para roubar

O Zé podia arranjar emprego
E matar-se a trabalhar
Mas olha em volta e o que vê
Não o pode entusiasmar

E a cidade cá está para o entreter
Indiferente e fria, disposta a esquecer
Que a ansiedade é um Minotauro
Que se alimenta de solidão
E que a ternura é uma bruxa
Que faz milagres
Se a mente a deixar ser

O Zé está vivo e é das tais pessoas
Que sentem prazer em rir
Mas tenho visto ultimamente
Esse gosto diminuir

O Zé experimenta um certo vazio
Comum a uma geração
Que despertou da adolescência
Com "vivas" à revolução

E a cidade cá está para o entreter
Indiferente e fria, disposta a esquecer
Que a ansiedade é um Minotauro
Que se alimenta de solidão
E que a ternura é uma bruxa
Que faz milagres
Se a mente a deixar ser

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Avarias...


Recebido hoje por mail de pessoa amiga o qual agradeço.

Hoje ainda há campanha


Leio na imprensa que a Comissão Europeia gastou mais de 9 milhões de euros entre 2006 e 2010 em limusinas, viagens de jacto privado - quase 7 milhões de euros - e em férias em resorts de luxo para comissários e respectivas famílias.

A campanha eleitoral termina hoje, domingo vamos votar para um novo parlamento donde sairá o novo Governo para Portugal.

Não sabemos hoje, quais os resultados finais, mas o entusiasmo dos jornais e televisões vão no sentido que sejam os partidos que negociaram com a troika estrangeira (o acordo da recessão e da miséria para o nosso País), a vencer. Sendo que ( e é isto que justifica a entrada deste post), entre esses três partidos, há um que defende no seu programa o trabalho "forçado" para aqueles que são beneficiarios do RSI. Ou seja: pretende abrigar pessoas que nada têm a trabalhar por 181€ por mês.

Enfim... coisas dos nossos dias, sobre a quais os portugueses parecem pouco atentos.

Como Marx destacava, nós, ser-humano, somos fazedores e construtores da nossa própria História. A História não se faz sem o Homem, sem a sua acção transformadora.

Domingo, dia cinco, voltamos às urnas para dizer com o nosso voto que História queremos para Portugal. Espero que o Povo diga, de forma consciente, que quer transformar Portugal num País sem receios, sem miséria e sem fome, dando mais força  a CDU  que têm propostas alternativas para sair-mos do atoleiro em que os partidos da política de direita,  nos meteram nos últimos 35 anos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Desemprego

A taxa de desemprego em Portugal atingiu novo máximo histórico de 12,6 em Abril, tal como terá acontecido já em Março, segundo o valor revisto anunciado também hoje pelo Eurostat. «Público»

Seria bom que os cabeça de lista dos partidos que irão ganhar as eleições e formar Governo (segundo as sondagens e, o entusiasmos dos meios de comunicação), desde já dissessem ao País como pensam resolver este problema que se  tornou  num flagelo nacional, afectando um tão grande número de pessoas.

Estando eles (PS,PSD e CDS), amarrados ao acordo com a troika estrangeira e sabendo nós que esse não pode ser o caminho porque as medidas que subscreveram conduzem à recessão e a mais desemprego, seria bom que todos os portugueses ficassem a saber antes das eleições, as medidas concretas que esses partidos têm para resolver o problema do desemprego e não passassem o tempo preocupados apenas, com o "folclore" das feiras e mercados comendo uma sardinha aqui, dançando uma valsa acolá.