segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Hoje pode ser dia de cinema (68)
A Advogada
Realização: Tony Goldwyn
Realização: Tony Goldwyn
Sinopse
Em 1980, Kenneth Waters foi condenado a prisão perpétua pelo brutal homicídio
de uma mulher no Massachusetts. O caso contra ele era evidente - provas
circunstanciais e a alguns testemunhos não deixavam dúvidas. Todos consideravam
Kenneth culpado. Todos excepto a sua irmã Betty Anne, que se recusou a acreditar
que ele era culpado e lutou até ao fim para provar a sua inocência.
Bom domingo e bons filmes.
sábado, 27 de outubro de 2012
Sendo sábado, temos música (145)
Sempre que ouço este tema musical, sinto no nariz o cheiro a nafta dos tanques dos super petroleiros em reparação nos Estaleiros Navais da Lisnave e da Setenave dos anos 80.
Sinto a força e a determinação da luta dos trabalhadores na defesa dos Estaleiros e dos seus postos de trabalho que os governantes da época resolveram sempre boicotar provocando a fome e a miséria a muitas centenas de pessoas, na Península de Setúbal, durante anos e anos.
ALDINA DUARTE & CARLOS BICA
"Sete Naves", GNR - Letra: Rui REininho / Música: GNR
Vejo um rio
Vejo destroço de metal a flutuar
Vejo um rio / provavelmente o Tejo
Desejo de me afundar
O Sado a sede sinos sinetas / ao acordar
Vejo um istmo / isco com ritmo
Paro de martelar
Vejo os meus dedos metálicos frios
Vontade de enferrujar
Vejo limalhas de ferro macio
Volumes por carregar
Vejo estas veias estalando / artérias por soldar
Vejo nuvens ricas de carbono - diáfanas
D'envenenar
As naves que eu construo
Não são feitas para navegar
Aguentam a violência de um beijo
Mas nunca a do mar
As vagas onde elas vogam
Fundem-se com o ar
Vão e vêm...
... voltam-se devagar
... se se voltam devagar
Bom sábado, boas notícias e boa música.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Tese do quanto pior melhor
Por Octávio Teixeira, no Jornal «negócios»
Em nome da prevalência da
aparente estabilidade política à viabilização económica e social do país,
pretendem condicionar os órgãos de soberania no cumprimento dos seus deveres,
suspendendo temporariamente a democracia.
Ninguém duvida que o orçamento para 2013 é
desastroso para a economia e para os cidadãos. Nem a maioria dos governantes que
o subscreve: à excepção de Passos Coelho e Vítor Gaspar nenhum membro do Governo
tem o despudor de o defender.
Mas a tese agora propagandeada é que o essencial é haver um orçamento, por muito mau que ele seja, para evitar uma crise política. É um mal menor, dizem. Mas não explicam porque será pior uma crise política agora, enquanto é tempo de reverter as intoleráveis medidas orçamentais, e não em Dezembro com uma eventual declaração de inconstitucionalidade ou em Março/Abril com a demonstração dos seus resultados nefastos. É a tese do quanto pior melhor. Porquê?
A resposta estará na intimidação implícita na declaração de Paulo Portas de que "todos têm um contributo a dar para assegurar a estabilidade política".
Entre os destinatários da mensagem estão certamente o Presidente da República, para que não ouse suscitar a análise prévia da constitucionalidade, e o Tribunal Constitucional, para que não se atreva a declará-la. Em nome da prevalência da aparente estabilidade política à viabilização económica e social do país, pretendem condicionar os órgãos de soberania no cumprimento dos seus deveres, suspendendo temporariamente a democracia.
O objectivo será o de dar alguns meses para, mostrando o desastre que eles próprios provocaram, ludibriarem que a resolução do problema do défice passa pela substancial redução das funções do Estado. O que "justificaria" a privatização de mais empresas e maiores reduções salariais e despedimentos, mas também o desmantelamento dos serviços públicos de saúde, educação e Segurança Social, a espinha dorsal de um Estado social. Desde sempre o propósito nuclear deste Governo.
Mas a tese agora propagandeada é que o essencial é haver um orçamento, por muito mau que ele seja, para evitar uma crise política. É um mal menor, dizem. Mas não explicam porque será pior uma crise política agora, enquanto é tempo de reverter as intoleráveis medidas orçamentais, e não em Dezembro com uma eventual declaração de inconstitucionalidade ou em Março/Abril com a demonstração dos seus resultados nefastos. É a tese do quanto pior melhor. Porquê?
A resposta estará na intimidação implícita na declaração de Paulo Portas de que "todos têm um contributo a dar para assegurar a estabilidade política".
Entre os destinatários da mensagem estão certamente o Presidente da República, para que não ouse suscitar a análise prévia da constitucionalidade, e o Tribunal Constitucional, para que não se atreva a declará-la. Em nome da prevalência da aparente estabilidade política à viabilização económica e social do país, pretendem condicionar os órgãos de soberania no cumprimento dos seus deveres, suspendendo temporariamente a democracia.
O objectivo será o de dar alguns meses para, mostrando o desastre que eles próprios provocaram, ludibriarem que a resolução do problema do défice passa pela substancial redução das funções do Estado. O que "justificaria" a privatização de mais empresas e maiores reduções salariais e despedimentos, mas também o desmantelamento dos serviços públicos de saúde, educação e Segurança Social, a espinha dorsal de um Estado social. Desde sempre o propósito nuclear deste Governo.
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