sábado, 12 de outubro de 2013

Sendo sábado , temos música (184)





Dona Abastança


"A caridade é amor"
Proclama Dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.
Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
Dar a todos não se pode.
Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.
Já se deixa ver que não pode ser,
Quem dá o que tem um dia a pedir vem.
Já se deixa ver que não pode ser,
Quem dá o que tem um dia a pedir vem.
INSTRUMENTAL
O bem da bolsa lhes sai
Sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém.
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem roubou
Fazendo mais e mais pobres.
Já se deixa ver que não pode ser,
Quem dá o que tem um dia a pedir vem.
E já se deixa ver que não pode ser,
Quem dá o que tem um dia a pedir vem.
INSTRUMENTAL
Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.
Oh engano sempre novo
Tão estranha caridade
Pôr o dinheiro do povo
Contra o povo da cidade.
Já se deixa ver que não pode ser,
Quem dá o que tem um dia a pedir vem.
E já se deixa ver que não pode ser,
Quem dá o que tem um dia a pedir vem.
INSTRUMENTAL
"A caridade é amor"
Proclama Dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança. 

Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mais do mesmo

"Governo prepara redução de 10% nos salários da função pública a partir dos 600 euros. Salários mais baixos são os mais afectados face ao corte em vigor."
Notícia aqui.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

«Independentes»

Por Ângelo Alves, no jornal «Avante!»


As leituras dos resultados eleitorais das eleições autárquicas feitas pelos habituais «comentadores» de serviço ficaram marcadas por três elementos de centrais de manipulação política e ideológica. O 1.º foi a tentativa de apagamento da grande vitória eleitoral da CDU, nomeadamente empurrando o seu resultado para o campo do mero «protesto». O 2.º foi a afirmação até a exaustão que o grande vencedor das eleições foi o PS, mesmo descendo de votação e de percentagem relativamente às anteriores autárquicas. O 3.º foi a ideia de que o grande vencedor foi o «partido dos independentes», sustentando-se tal afirmação em algumas vitórias obtidas por listas de cidadãos eleitores, nomeadamente nos distritos do Porto e de Lisboa.
A reboque deste terceiro elemento está relançada a «ladainha» da «crise dos partidos». Agora, os «independentes» é que é! Sucedem-se as teorizações de pacotilha sobre o sistema político, os partidos, sobre a lei eleitoral, os círculos uninominais, etc... etc.... Tudo serve para ocultar que os partidos da política de direita e do pacto de agressão perderam no seu conjunto cerca de um milhão de votos.
Mas quem são os «independentes»? Há-os para vários gostos: ou são dissidentes em que os protagonistas não conseguiram ser cabeças de lista, ou são grupos que pretendem apenas cortar caminho a alternativas ao seu partido, ou são barrigas de aluguer de formações políticas que quase desapareceram nestas eleições e encontraram aí espaço para tentar fazer o que não conseguiriam usando a sigla do seu partido. Independentes reais? Poucos ou nenhuns, e quase todos a servirem os mesmos interesses de sempre, do capital.
Mas é importante falar sobre os reais independentes. E começar por onde eles realmente estão. São mais de 12 000 cidadãos (eleitores pois então!) e pesam mais de 35% nas listas das autárquicas. Onde estão? Na CDU! E foram de facto também os grande vencedores da noite eleitoral. Mas estes independentes não são uns quaisquer. Independentes sim! Dos interesses obscuros, do grande capital, da política de direita, dos compadrios e da corrupção! Mas profundamente comprometidos com valores e ideais, com a honestidade, a verdade e sobretudo com a luta do nosso povo.

É que isto dos «independentes» é como com os partidos: não são todos iguais!

sábado, 5 de outubro de 2013

POEMA

COM A NATUREZA APRENDE


Com a natureza aprende,
mas para a modificar.
O honrado não se vende.
Renega quem te pagar.
Não há acção sem matéria,
nem matéria sem acção,
nem inteligência séria
sem séria meditação.
Na variedade do mundo
reside a sua unidade.
Até de um poço profundo
pode nascer claridade.


Armindo Rodrigues


Tenham um bom fim-de-semana!