domingo, 3 de junho de 2012

Hoje pode ser dia de cinema (59)

Cosmopolis

Realização: David Cronenberg



Sinopse:
Eric, um golden boy de 28 anos, fez da sua vida um microcosmos obsessivo e violento do mundo de hoje em dia. Uma obra frenética e visual, numa unidade de tempo e lugar- 24 horas em Nova York.
Um filme de David Cronenberg cineasta visionário do colapso do mundo, adaptação de um romance entre o real e o virtual, onde o protagonista penetra num labirinto de imagens contraditórias e assimétricas, é uma promessa de luz para cada espectador.

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 2 de junho de 2012

Sendo sábado, temos música (126)





Já tive mulheres de todas as cores,
De várias idades, de muitos amores.
Com umas até certo tempo fiquei.
Prá outras apenas um pouco me dei.

Já tive mulheres do tipo atrevida,
Do tipo acanhada, do tipo vivida.
Casada carente, solteira feliz.
Já tive donzela e até meretriz.

Mulheres cabeça e desequilibradas.
Mulheres confusas, de guerra e de paz,
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz.

Procurei em todas as mulheres a felicidade,
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade.
Foi começando bem, mas tudo teve um fim.

Você é o sol da minha vida, a minha vontade.
Você não é mentira, você é verdade.
É tudo o que um dia eu sonhei prá mim.

Já tive mulheres de todas as cores,
De várias idades, de muitos amores.
Com umas até certo tempo fiquei.
Prá outras apenas um pouco me dei.

Já tive mulheres do tipo atrevida,
Do tipo acanhada, do tipo vivida.
Casada carente, solteira feliz.
Já tive donzela e até meretriz.

Mulheres cabeça e desequilibradas.
Mulheres confusas, de guerra e de paz,
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz.

Procurei em todas as mulheres a felicidade,
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade.
Foi começando bem, mas tudo teve um fim.

Você é o sol da minha vida, a minha vontade.
Você não é mentira, você é verdade.
É tudo o que um dia eu sonhei prá mim.

Procurei em todas as mulheres a felicidade,
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade.
Foi começando bem, mas tudo teve um fim.

Você é o sol da minha vida, a minha vontade.
Você não é mentira, você é verdade.
É tudo o que um dia eu sonhei prá mim.

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

São dez os jogadores da selecção que nasceram para o futebol na Academia do Sporting




Contas feitas, estarão no Europeu dez jogadores formados na Academia. Rui Patrício, Beto, Custódio, Miguel Veloso, Hugo Viana, João Moutinho, Nani, Quaresma, Silvestre Varela e Cristiano Ronaldo vão representar Portugal e em comum têm o facto de terem feito a sua formação futebolística de verde e branco vestidos. Esta dezena de jogadores é suficiente para ultrapassar os nove que o Barcelona coloca na prova que decorre na Polónia e Ucrânia entre 8 de junho e 1 de julho. Os culé “enviam” ao Euro sete jogadores que ainda representam o clube (Valdés, Piqué, Iniesta, Xavi, Fàbregas, Busquets e Pedro Rodríguez) e dois formados em La Masía mas que, entretanto, seguiram para outros clubes (Pepe Reina, do Liverpool, e Jordi Alba, do Valencia).
No Jornal «Record»

Spooooooooooorting!

O justo pelo pecador

Por Aurélio Santos, no Jornal «Avante!»


É frequente ouvir a alguns utentes dos transportes públicos protestos contra as greves dos trabalhadores desse sector.
O desabafo traduz em certa medida o desespero face ao massacre social a que este Governo nos tem sujeitado, com a sua política de austeridade apresentada como «inevitável» e usada como campanha de terra queimada que por onde passa tudo destrói.
A questão das greves dos transportes deve ser vista com uma análise ponderada e desapaixonada.
A greve é um direito constitucionalmente garantido a que os trabalhadores podem legitima e legalmente recorrer sempre que o considerem necessário. A utilização deste direito que foi no passado muitas vezes pago com a prisão e até com a própria vida, tem ainda hoje um elevado preço para os trabalhadores que a ela recorrem. Todos sabemos como são feitas todo o tipo de pressões e retaliações sobre os grevistas, para além da óbvia redução do salário correspondente aos dias de greve.
O recurso à greve não deve ser assumido levianamente, e não devemos sem séria análise fazer juízos de valor sobre a sua justeza. Como diz o velho ditado – quem vai no barco é que sabe o que lá se passa. Se todos tivessem a coragem destes trabalhadores talvez conseguíssemos evitar o descalabro para onde este país se encaminha.
Não é aos trabalhadores que cabe a culpa pelos transtornos causados pelas greves, mas sim aos responsáveis das respectivas empresas, que têm a responsabilidade pública de assegurar o transporte dos passageiros. Responsabilidade acrescida para os utentes portadores de «passes sociais» que mais não são do que um contrato juridicamente vinculativo, em que a empresa se obriga a transportar o passageiro. Assim, é às empresas de transporte que devemos exigir quer o cumprimento do contrato que resulta da compra do título de transporte, quer a reparação dos danos causados pelo seu incumprimento. São elas que se eximem ao cumprimento da lei.
Não podemos permitir que essas empresas subvertam a situação, transferindo o odioso da questão para cima dos trabalhadores em greve e os prejuízos para cima dos utentes, fazendo pagar o justo pelo pecador.

Nota final: o «livro de reclamações» é obrigatório. Está na hora de o usarmos.