sábado, 30 de maio de 2015

Sendo sábado, temos música (237)




Aquellos ojos verdes
de mirada serena
dejaron en mi alma
eterna fe de amar.
Anhelos de caricias,
de besos y ternuras
de todas las dulzuras
que han podido brindar.
Aquellos ojos verdes
serenos como un lago
en cuyas quietas aguas
un día me miré.
No saben la tristeza
que en mi alma dejaron
aquellos ojos verdes que
nunca olvidaré

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

38 anos de política de direita em Portugal



 Contrapondo a realidade virtual que diariamente passa nas TVs, fica aqui a realidade que, infelizmente, o País e os portugueses vivem neste ano de 2015.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Memória selectiva e ilusões futuras

Por Vasco Cardoso, no jornal «Avante!»

PSD e CDS decidiram promover um jantar conjunto para assinalar o 1.º aniversário da saída da troika. Deixando de lado todo o cinismo que este acto representou, gostaria de sublinhar o conjunto de esquecimentos que estiveram associados a esta iniciativa.
Desde logo, a tentativa do Governo PSD/CDS procurar branquear que, à saída formal da troika, não correspondeu nenhuma alteração na sua política: os cortes nos salários e pensões não foram repostos; o «enorme aumento de impostos» aplicado em 2013 manteve-se; os serviços públicos encerrados não foram reabertos; as prestações sociais retiradas não foram devolvidas. Mais grave ainda, o Orçamento do Estado aprovado já depois da tal saída, não só aprofundou a política de exploração e empobrecimento, como desenvolveu ainda mais o favorecimento do grande capital, como se tornou visível com a redução do IRC beneficiando os grupos económicos em mais de 500 milhões de euros, no serviço da dívida que aumentou (quase 9000 milhões de euros em juros) ou a política de privatizações que ganhou novo impulso visando tornar definitivo o esbulho do património público.
Não foi apenas o Governo a fazer-se esquecido. Também o PS, que veio publicamente dizer que a «saída da troika» só será concretizada quando este Governo se for embora, se esqueceu de assinalar que só houve troika estrangeira porque houve uma troika nacional que lhe abriu as portas, PSD, CDS, mas também o PS, que no governo de então discutiu, subscreveu e accionou o pacto de agressão contra o povo e o País.
E o que uns e outros – por entre festejos, promessas e acusações inflamadas – procuram esconder é que se preparam para dar continuidade a esta política durante os próximos anos: foi isso que o Governo escreveu no documento que apresentou à União Europeia no âmbito da chamada governação económica; e é isso que está presente no «compromisso para uma década» que o PS apresentou.

Neste tempo de demagogia, mentiras e novas ilusões, há no entanto uma realidade que sobressai e que se impõe face à mistificação: a política da troika é a política de direita (com mão estrangeira). A libertação do país da troika, só será alcançada no dia em que, pela força do povo, se assumir a ruptura com a política de direita.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Um exemplo a seguir

Por João Vilela, no resistir. info

Há não muito tempo, o insuspeito Público titulava uma notícia com a mais isenta inocente das questões: "os call-centers vão salvar a economia portuguesa?" [1] . A pergunta - que era todo um programa político -, é respondida por dirigentes de empresas do sector com um conjunto de afirmações ora insólitas (como a proposta de uma licenciatura em Operador de Call-Center nas universidades, seguindo o modelo... das Filipinas...), ora despudoradamente reaccionárias. Apelos explícitos a que o Governo não regule as relações de trabalho no sector, elogios ao facto de a mão-de-obra portuguesa ser barata, argumentos de um descaramento extremo do estilo "mais vale isto que nada", de tudo ali se lança mão. Sente-se uma confiança generalizada na docilidade de quem trabalha, uma persuasão de invencibilidade, uma visão de mundo onde é um favor pagar salários, uma bênção estar empregado, e onde a função da política é governar para as grandes empresas que levam avante o nome do "país". Como dizia Lenine, e bem, só a classe dominante consegue transformar os seus interesses em interesse nacional. Como sabemos todos, é por isso que nenhum meio é de excluir para derrotar esta gente.