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quinta-feira, 17 de julho de 2014

BRICS ABALAM MONOPÓLIO DO FMI E DO BANCO MUNDIAL



Por Luís O. Nunes, Fortaleza, em Jornalistas Sem Fronteiras

Os BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África – criaram em Fortaleza o seu banco internacional, o Novo Banco para o Desenvolvimento (NBD), e um Fundo de Reserva para fazer frente aos efeitos das tempestades financeiras. O FMI e o Banco Mundial deixaram de estar sós no mundo, de funcionar como um monopólio para impor práticas políticas e económicas em todo o planeta a pretexto da concessão de empréstimos e “ajudas”.
“As instituições de Brentton Woods levaram o maior abanão da sua história com a decisão dos BRICS na sua cimeira de Fortaleza”, nota Francisco de Oliveira Filho, economista especializado na área de Economia Social. “O Banco Mundial e o FMI têm agora verdadeiros rivais, sobretudo se as novas instituições conseguirem ser aquilo que se propõem ser: alternativas para o desenvolvimento, a criação de infraestruturas, o combate à pobreza e às desigualdades e a protecção ambiental”, acrescentou.
A imprensa oficial neoliberal europeia e norte-americana reagiu às notícias de Fortaleza com uma postura caracterizada pelo cepticismo, invocando como problemas inerentes às novas instituições a diminuição da velocidade de crescimento económico dos cinco países, as suas diferenças políticas e económicas e a distância geográfica entre eles.