Os BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África – criaram em Fortaleza o seu banco internacional, o Novo Banco para o Desenvolvimento (NBD), e um Fundo de Reserva para fazer frente aos efeitos das tempestades financeiras. O FMI e o Banco Mundial deixaram de estar sós no mundo, de funcionar como um monopólio para impor práticas políticas e económicas em todo o planeta a pretexto da concessão de empréstimos e “ajudas”.
“As instituições de Brentton
Woods levaram o maior abanão da sua história com a decisão dos BRICS na sua
cimeira de Fortaleza”, nota Francisco de Oliveira Filho, economista
especializado na área de Economia Social. “O Banco Mundial e o FMI têm agora
verdadeiros rivais, sobretudo se as novas instituições conseguirem ser aquilo
que se propõem ser: alternativas para o desenvolvimento, a criação de
infraestruturas, o combate à pobreza e às desigualdades e a protecção
ambiental”, acrescentou.
A imprensa oficial neoliberal
europeia e norte-americana reagiu às notícias de Fortaleza com uma postura caracterizada
pelo cepticismo, invocando como problemas inerentes às novas instituições a
diminuição da velocidade de crescimento económico dos cinco países, as suas
diferenças políticas e económicas e a distância geográfica entre eles.
