domingo, 11 de maio de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (103)

Realização:Nicholas Stoller



Sinopse:
Um jovem casal está em dificuldades em se adaptar a novos hábitos e rotinas por força do nascimento da sua filha. A mudança de uma República de Estudantes Universitários para a casa ao lado vai ainda piorar a situação. Barulho, festas e outras transgressões vão fazer com que este casal relembre tudo o que tiveram de abdicar com a chegada da bebé, e lutem pela serenidade e idoneidade do bairro de volta. (sapo cinema)

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 10 de maio de 2014

Sendo sábado, temos música (206)



Trovas Vicentinas 
Carlos Tê / Rui Veloso 

Vós que vos ides por ganância 
Debaixo da capa do cruzado 
Buscando no incerto e na distância 
A mina delirante do el dourado 

Vós que deixais só na rectaguarda 
Um farto giniceu desamparado 
Não sentis testa que vos arda 
Durante o sono repousate do soldado 

Ouvi este ledo trovador 
Por feitos de além - mar pouco tentado 
Não se deixa uma esposa sem amor 
Com o trevo da mocidade eriçado 

E vê-las no poleiro das janelas 
Gastando seus furores em vãs intrigas 
É vê-las nas ribeiras com as barrelas 
Contando oq ue só deus sabe às amigas 

Quanta malícia mal ardida 
Tangem seus olhares pelas esquinas 
Soubesseis os sorrisos de fugida 
Que delas merecem minhas rimas 

E vieis que melhor que a riqueza 
É ter alguém à noite na cama 
Que o diga a presunçosa e vã nobreza 
Que goza a especiaria ao pé da dama 

Por isso se as testas vos ardem 
No lume verrinoso do adultério 
Às línguas viperinas que vierem 
Dizei que ardem pela grandeza do império 

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Este desgoverno tem que ter os dias contados...

(cartoon do jornal Público)
(clique na imagem para ler melhor)

...no próximo dia 25 temos eleições para o PE. É mais um momento oportuno para todos os descontentes com as políticas troikanianas (sempre contra os trabalhadores),  mostrarem o seu descontentamento, não votando naqueles que colocaram Portugal e a grande maioria dos portugueses nesta situação de fome e  miséria.
Há outros caminhos, há outras politicas!
Temos que arrepiar caminho e ir votar naqueles que nunca nos defraudaram. 
Até lá!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Quando o dinheiro fala a verdade cala-se

Por Aurélio Santos, no jornal «Avante!»

Um abundante cabaz de mentiras que já não espantam ninguém porque a mentira tem sido a principal imagem de marca deste Governo.
O DEO (documento de estratégia orçamental) é uma tentativa gorada de estratégia eleitoral com estratégia de roubo disfarçado. Um feroz e perigoso lobo travestido de bondosa avozinha que não consegue esconder as letais garras.
Durante duas semanas foi o redopio das falsas promessas: baixar o preço do gás, da electricidade, o IRS, não subir impostos, blá, blá, blá…
Tudo mentira. Atente-se em alguns números que vale a pena analisar.
Diz o Governo que os funcionários públicos irão recuperar os cortes nos salários até 2019. Falso. Falso porque em 2019 a inflação acumulada nos oito anos decorridos será no mínimo de 14% logo, mesmo que a devolução fosse feita o poder de compra seria então muito mais baixo. Mais falso ainda quando no mesmo DEO há uma previsão até 2018 de uma forte redução da massa salarial de 10,7% do PIB para 8,2%, só possível despedindo milhares de trabalhadores e descendo os salários.
Falsa é também a eventual descida do IRS, pois o documento apresenta uma maior taxa de impostos em 2018.
Economistas credíveis dizem que a possibilidade de as previsões da dívida e de excedentes orçamentais ali apresentados falharem é de 99,8%, e que esses números só se poderiam conseguir destruindo fortemente as já exíguas funções sociais do Estado.
Há neste documento aspectos que são de uma grande clareza social. A estratégia é de esmagar ainda mais os mais pobres. Tome-se o exemplo de um pensionista com uma pensão de três euros que vai recuperar 195 euros, um pensionista com uma pensão de mil euros só vai recuperar 15 euros, um pensionista com uma pensão inferior a mil vai ver a sua pensão emagrecer com o aumento do IVA.
Mas o principal e maior responsável de tudo isto é Cavaco Silva, actual Presidente da República. A ele devemos o País estar à mercê da gula dos mercados. Foi ele que assinou o Tratado de Maastricht na qualidade de então primeiro-ministro. Não tinha que ser assim, quiseram que fosse assim.
Não podemos continuar a legitimar a mentira aceitando-a.
A única saída limpa possível é a saída deste Governo. E se algumas lições se podem tirar é a do que nos acontece quando deixamos a direita governar.