domingo, 10 de agosto de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (114)

Realização: Anton Corbijn



Sinopse
Quando um imigrante, meio-checheno, meio russo, aparece numa comunidade islâmica em Hamburgo brutalmente torturado, reivindicando a fortuna do seu pai, capta o interesse das agências de segurança alemãs e americanas: conforme o tempo passa e a parada sobe, a corrida para descobrir a verdadeira identidade do homem mais procurado começa - vítima oprimida ou extremista destrutivo?  (sapo cinema)

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 9 de agosto de 2014

Sendo sábado, temos música (219)





Aunque tu, me has echado en el abandono

Aunque tu, has muerto todas mis ilusiones

Y en vez, de maldecirte con gusto en coro
En mis sueños te colmo,en mis sueños te colmo
De bendiciones

Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro sin que sepas que el llanto mio
Tiene lagrimas negras, tiene lagrimas negras
Como mi vida

Tu me quieres dejar, yo no quiero sufrir
Contigo me voy mi santa aunque me cueste morir

Un jardinero de amor, siembra una flor y se va
Otro viene la cultiva, de cual de los dos sera

Amada prenda querida, no puedo vivir sin verte
Porque mi fin es quererte y amarte toda la vida

Yo te lo digo mi amor, te lo repito otra vez
Contigo me voy mi santa porque contigo moriré

Yo te lo digo mi amor, que contigo morire
Contigo me voy mi santa te lo repito otra vez

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Moeda de troika

Por Jorge Cordeiro, no jornal «Avante!»
A designação de Carlos Moedas para a Comissão Europeia dará razão, com plena assertividade, à popular afirmação segundo a qual se deve albardar o burro à vontade do dono. Distinguidas, por razão de rigor, os conceitos aqui presentes dos dois sujeitos – para o caso que nos ocupa comissário e instituição europeia, não jumento e respectivo dono –, e separadas as águas em matéria de enquadramento – a predominante ruralidade da asserção popular e a modernidade do antro financeiro europeu –, bem se pode dizer que dificilmente se encontraria mais feliz combinação entre o cargo a preencher e o titular a designar.
Em boa verdade, Moedas é daqueles casos em que, antes de ser, já o era: «comissário» do grande capital e da alta finança no Governo do País passa agora a «comissário» dos interesses dessa mesma alta finança em sítio diverso. Agora talvez em espaço mais acertado. Agente da política da troika que pôs o País e os portugueses a pão e água, Moedas tem agora recompensa merecida, com a inegável vantagem de, promovido de agente a mandante, poder dar expressão ao seu invejável currículo, integrando aquilo que é o conselho de administração da agenda do capital transnacional e dos centros internacionais da especulação financeira.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ébola: a omissão da indústria farmacêutica

Por Jane Merrick, no site Outras Palavras


O principal médico de saúde pública do Reino Unido culpa o fracasso em encontrar uma vacina contra o vírus do Ebola na “falência moral” da indústria farmacêutica em investir em uma doença porque ela, até agora, só afetou pessoas na África — apesar das centenas de mortes.
O professor John Ashton, presidente do Instituto de Saúde Pública do Reino Unido, disse que o Ocidente precisa tratar o vírus mortal como se este estivesse dominando as partes mais ricas de Londres, e não “apenas” na Serra Leoa, Guiné e Libéria. Ao escrever no jornal The Independent, no domingo, o prof. Ashton compara a resposta internacional ao Ebola àquela que foi dada à Aids. Esta matou pessoas na África durante anos e os tratamentos só foram desenvolvidos quando a doença espalhou-se pelos EUA e Ingaterra, nos anos 1980.
Ashton escreve: “Em ambos os casos [Aids e Ebola], parece que o envolvimento de grupos minoritários menos poderosos contribuiu para a resposta tardia e o fracasso em mobilizar recursos médicos internacionais adequados (…) No caso da Aids, levou anos para que o financiamento de pesquisa adequada fosse posto em prática, e apenas quando os chamados grupos ‘inocentes’ se envolveram (mulheres e crianças, pacientes hemofílicos e homens heterossexuais) a mídia, os políticos, a comunidade científica e as instituições financiadoras levantaram-se e tomaram conhecimento.”