sábado, 16 de maio de 2015

Sendo sábado, temos música (236)



Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Tus ojos me miraron
Tus labios me besaron
Con ese fuego ardiente
Ardiente de mujer

La luz de tu mirada
El fuego de tus labios
Flecharon a mi pecho y de ti me enamore

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Me dicen que paseabas
En un carro Yolanda
Muy guapa y arrogante
Y todos te silbaban.

Si un dia te encontrara
No se que puedo hacer
No se me vuelvo loco
Si ya no te vuelvo a ver

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Donde estas, donde estas, Yolanda
Que paso, que paso, Yolanda
Te busque, te busque, Yolanda
Y no estas, y no estas Yolanda

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A festa dos dividendos

Por Vasco Cardoso, no jornal «Avante!»


A actualidade deste texto resulta não tanto da proximidade temporal dos acontecimentos (a informação é do mês de Abril), mas do seu significado político, nestes dias de intenso debate ideológico seja sobre as privatizações, seja sobre a forma em como a política de direita se posiciona perante o trabalho e o capital.
No início de Abril, as empresas do chamado PSI-20, divulgaram os valores dos dividendos a distribuir (a parte dos lucros das empresas que é entregue anualmente aos accionistas). Ao todo, em 2014 foram entregues 1,89 mil milhões de euros em dividendos respeitantes aos lucros do ano anterior, mais 170 milhões face aos 1,72 mil milhões de euros pagos em 2014. Se formos mais atrás, segundo as contas apresentadas pela imprensa, verificamos que entre 2008-2014 foram distribuídos mais de 13 mil milhões de euros em dividendos. Sendo que algumas destas empresas pagaram dividendos superiores ao valor dos seus lucros, como divulgou o “Expresso”: a Sonae SGPS teve resultados líquidos negativos em 2011 de 63 milhões, mas pagou 66,2 milhões em dividendos; a Zon (actualmente Nos), em 2012, teve lucros de 22 milhões, mas pagou 61,8 milhões!!!. Simultaneamente verifica-se ainda o facto de serem as empresas mais endividadas aquelas que mais dividendos distribuíram, casos da EDP e da PT, com 4,4 mil milhões na EDP e mais de três mil milhões na PT (referir que neste rol de empresas não está incluída a banca).
Na verdade, ao longo deste período de crise e em contraponto com as brutais medidas aplicadas pelos PEC do governo PS e pelo pacto de agressão do PS/PSD/CDS contra o povo português, a dívida destas empresas não só não se reduziu, como aumentou entre 2007 - 2014 cerca de 17%! O investimento promovido pelas mesmas caiu vertiginosamente! Cerca de metade do seu rendimento foi canalizado para dividendos e algumas endividaram-se mesmo, para pagar os lucros/dividendos que meteram ao bolso! Um escândalo!

Um escândalo que ganha ainda maior dimensão se pensarmos que muitas destas empresas, estratégicas para o País, foram não há muito tempo privatizadas com as consequências que estão à vista: mais endividamento, quebra no investimento e sangria dos seus recursos para satisfazer a gula accionista.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A CARTA

Por José Goulão, no seu blog Mundo Cão.


Dizem ilustres politólogos, esses afamados feiticeiros da modernidade neoliberal, que o senhor primeiro-ministro inglês, o janota Cameron, ganhou as eleições por causa de uma carta. Uma carta, vejam bem, coisa mais prosaica nestes tempos em que nem a NSA, tão entretida a chafurdar nos nossos e-mails, se lembraria de vasculhar porque nas caixas de correio nada mais se depositam, hoje em dia, que panfletos publicitários e contas para pagar. De qualquer maneira se os politólogos dizem que é uma carta é porque foi uma carta, afinal de contas nada nos deve surpreender na Inglaterra tão tradicionalista e aristocrática.
Uma carta infeliz, como são as cartas com vocação dramática, e sabemos quão dramáticos são os resultados das eleições, sobretudo para os eleitores que fazem a cruzinha vincando esperanças para instantes depois o seu boletim estar a caminho do lixo reciclável.

sábado, 9 de maio de 2015

Sendo sábado, temos música (235)



Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios no ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Bom sábado, boas notícias e boa música.