Matança no parque infantil
Por Christopher Wadi, Gaza, em Jornalistas Sem Fronteiras
Piso de cuidados intensivos e das
salas de operações do hospital de Deir Balah, hospital de Beit Hanun, centro de
reabilitação de el-Wafa e, agora, o hospital de Shifa: o exército de Israel
prossegue a sua ronda de bombardeamentos directos ou nas imediações dos
principais estabelecimentos hospitalares de Gaza, onde equipas de socorro
exaustas tentam salvar a vida a centenas de vítimas do massacre. Assim tenciona
Israel erradicar “o terrorismo” partindo do princípio de que o argumento dos
“escudos humanos” cobre tudo.
“A tese israelita dos escudos
humanos, aliás o único argumento que os israelitas invocam, a par dos disparos
de rockets, para tentar justificar a chacina humana a que procedem tem que ser
olhada de maneira mais séria”, desafia Suheir Khoury, uma jurista oriunda da
Cisjordânia voluntária da resistência em Gaza. “Se queremos resistir – e nós
queremos resistir ao bloqueio, à ocupação e à privação dos mais elementares
direitos – somos todos escudos humanos. Isso é inerente à situação que Israel,
com a cumplicidade do Egipto, criou em Gaza”, afirma.



