quinta-feira, 7 de agosto de 2014

SANÇÕES

Por José Goulão, em Jornalistas Sem Fronteiras
O manuseamento de sanções económicas, políticas e militares no âmbito da chamada comunidade internacional é uma das práticas que mais traduz a arbitrariedade e a mentalidade ditatorial que reinam na ordem mundial.
O acto de sancionar um país, instituições ou dirigentes não é geral e universal, não obedece a regras objectivas, a leis incluídas em qualquer código de Direito credível. É discricionário, interesseiro, conjuntural e está nas mãos de decisores que, além de mentir, assumem eles mesmos os comportamentos pelos quais sancionam os outros. A sanção é um instrumento de poder que está verdadeiramente na mão de governos ou alianças de governos autistas e autoritários e não de instâncias internacionais como a ONU, por exemplo.
Durante muito tempo o exemplo mais flagrante da arbitrariedade de quem sanciona foi a perseguição ao Irão, que se mantém – mesmo admitindo-se que venha a ser atenuada – num quadro de punição aos países que os Estados Unidos da América, e os outros que lhes obedecem, definiram como “párias”.
Porém, como consequência natural da impunidade com que actuam os poderes dominantes mundiais, os exemplos ampliaram-se e tornaram-se até grosseiros, não hesitando os decisores em servir-se da mentira se isso for necessário às suas conveniências.
A chacina que Israel pratica entre a população praticamente indefesa da Faixa de Gaza tem sido condenada a vários níveis, mesmo de onde é difícil que saiam palavras dissonantes da ordem norte-americana, como é o caso do secretário geral da ONU em serviço.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Novo Banco, Velho Banco: mais uma viagem, mais uma corrida

Por José Vítor Malheiros, no jornal «Público»


O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, lá acabou por admitir que nos tem andado a enganar. Não o disse por estas palavras nem com esta clareza, claro, mas lá o disse, no cuidado fraseado que a banca e as "entidades reguladoras" usam, recheado de jargão técnico e de eufemismos elegantes.


Afinal era mentira que os problemas do Grupo Espírito Santo fossem totalmente independentes do BES, era mentira que tudo estivesse bem no BES, era mentira que o BES tivesse uma almofada financeira suficiente para colmatar os buracos do crédito malparado e das imparidades, era mentira que houvesse algumas coisas que andavam mal no GES mas que não punham em causa a credibilidade da banca portuguesa e do sistema financeiro (vide evolução das taxas de juro), era mentira que o Estado não precisaria de resgatar o BES, era mentira que os testes de stress tivessem provado a solidez do BES, era mentira que não houvesse razão para afastar rapidamente Ricardo Salgado da gestão corrente do banco e mesmo do seu conselho estratégico, etc.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Capas de jornais (74)


Continuação da novela "o capitalismo cor-de-rosa". Ou seja: os prejuízos e as falcatruas ficam na responsabilidade do povo que irão ser pagos com os seus impostos cada vez mais cruéis. A riqueza fica do lado de meia dúzia de figurões da nossa praça.

Nota final: no caso BPN criaram uma empresa, a Parvalorem,  para meterem o lixo e o BPN ficou limpo para ser vendido ao BIC a baixo custo.
No BES, criaram o chamado "Novo Banco"para ficar limpo e o lixo ficou no BES.

Conclusão: Novamente, parece só estarem a  mudam  as moscas. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Este comentador...



...esteve a falar em nome do desgoverno, do BES, do Banco de Portugal ou da banha-da-cobra?!

Os portugueses sabem de cor, com o que vão contar no futuro enquanto está gente (desgoverno e seus comentadores), estiver no poder com as suas políticas de serviço ao capitalismo nacional e estrangeiro.