terça-feira, 28 de abril de 2020

Primeiro desafio está lançado: as creches precisam das mensalidades para fazer face às suas despesas (pagar a fornecedores trabalhadores etc). Ao que consta, muitos pais não têm dinheiro para as pagar. 

Como vai o Governo resolver esta situação? Será que desta vez resolve dar «execução» à proposta do PCP feita há algum tempo onde se propunha garantir creches públicas e gratuitas, proposta essa, aprovada na AR por maioria parlamentar? Consultar  AQUI .

segunda-feira, 27 de abril de 2020

O fundo do túnel

Os portugueses preparam-se para sair da situação de fechados em casa para aos poucos poderem regressar aos lugares que por estes dias têm sido penosamente recordados. 
Dizem nos que (na saída do túnel...) tudo será diferente na forma e no modo.
 Nos locais de trabalho, haverá postos  não preenchidos  mais tarefas para os que ficam  e os vencimentos no fim de cada mês serão os mesmos!?
Vivemos  tempos de incertezas a muitos níveis; na saúde não sabemos quando haverá uma vacina para o  Covid-19. Na economia quantas empresas vão resistir a este "furacão", no trabalho quantos trabalhadores irão permanecer nos seus postos de trabalho e quantos irão ficar sem ele?
Não! Não é verdade que iremos ficar melhor!Todos iremos ficar pior. Muitos porque perderam o emprego,outros porque perderam vencimentos, outros ainda porque perderam familiares ou amigos ou conhecidos.
Ao fim do dia...
Resta-nos  acreditar que a ciência resolva o mais brevemente possível a questão da saúde, através da descoberta de uma vacina e quanto ao resto temos A LUTA ORGANIZADA para convencer os responsáveis políticos a desenvolverem políticas que não prejudiquem os trabalhadores.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Quarentena

Em tempo de recolhimento e para esquecer a televisão e a janela da rua onde não passa ninguém, umas cantigas alentejanas para dar uma volta no passado. Uma Páscoa o melhor possível para todos

quinta-feira, 18 de abril de 2019

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Argentina e Brasil na batalha pela democracia

A cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, acolhe no próximo dia 19 de Maio um festival contra a prisão de Lula da Silva e pelo fim da escalada de violência no Brasil. 

A notícia avançada pelo Brasil de Fato refere que se trata de um «festival histórico de apoio a Lula», que junta artistas e personalidades políticas latino-americanas em nome da democracia e da solidariedade continental. 

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Hasta Siempre…

Por Ângelo Alves, no jornal «Avante!»

A notícia chegou de manhã cedo. Tinha acabado de morrer «um dos nossos», um gigante da História que simultaneamente sempre sentimos tão próximo, tão «nosso». Partia um dos maiores revolucionários da História do Século XX cuja luta e vida inspirou e continuará a inspirar sucessivas gerações de lutadores pela liberdade, a justiça, o progresso, a paz e o socialismo.
Partiu o camarada Fidel, líder histórico da revolução cubana, notável estadista, um combatente de armas e das ideias, um comunista que aliava à coragem, determinação e firmeza das ideias e da acção revolucionária, um arrebatador humanismo, uma extrema sensibilidade, uma criatividade sem fronteiras, que não as dos princípios e da justiça, e um amor ao seu povo e à sua pátria cujo limite foi, sempre, a sua própria vida.
Partiu numa data muito especial. 60 anos antes, em 25 de Novembro de 1956, Fidel embarcava juntamente com outros 82 revolucionários do Movimento 26 de Julho1 – entre os quais Che Guevara, Raúl Castro e Camilo Cienfuegos – no Iate Granma, rumo a Cuba. Partiam do México, onde se tinham exilado na sequência da violenta repressão que se seguiu ao ataque ao Quartel de Moncada, para uma semana depois desembarcarem em Cuba e darem início à heróica luta armada a partir da Sierra Maestra que conduziria, em 31 de Dezembro de 1958, à tomada de Havana, à Revolução e à libertação do povo cubano de uma das mais ferozes e corruptas ditaduras da América Latina e da submissão aos EUA.

O percurso de Fidel confunde-se com a História da construção da pátria cubana livre e independente. Dando seguimento aos ideais libertadores de Martí que tanto o inspiraram, Fidel e muitos outros revolucionários construíram aquela que foi e é a sua maior obra: a Revolução e a pátria cubana independente, com um povo soberano, ciente do seu papel histórico na transformação revolucionária da sociedade.

Em pouco mais de meio século o povo cubano, a sua Revolução socialista, o Partido Comunista e Fidel transformaram uma ilha decadente, gigante casino e bordel ao serviço das elites corruptas dos EUA, num símbolo mundial de resistência, de esperança e de dignidade. Um País construído pelo seu povo de acordo com a sua vontade colectiva.
O analfabetismo, a pobreza e o subdesenvolvimento deram lugar a um País que, apesar de não isento de problemas e sujeito a um criminoso bloqueio tão antigo quanto a revolução socialista, é hoje o 44.º país do Mundo com maior índice de desenvolvimento humano, onde não existe analfabetismo nem trabalho infantil, onde a mortalidade infantil e o desemprego são residuais, com sistemas de educação e saúde dos mais desenvolvidos e eficientes do Mundo. 


Cuba inspirou e inspira revolucionários de todo o Mundo a prosseguir com confiança a luta pelo socialismo, ensinando-nos simultaneamente que não existem modelos de Revolução, e que os maiores críticos dos processos revolucionários são os próprios revolucionários que as protagonizam, como foi Fidel.
Fidel partiu, mas a sua obra, a sua incansável e apaixonada luta, permanece na realidade do povo cubano e no legado que deixa a toda Humanidade. Nestes dias o Mundo da liberdade, da justiça, do progresso e da paz curva-se com respeito, admiração e confiança perante o percurso do homem que se tornou um ícone por força dos ideais e projecto por que lutou até ao fim da sua vida. O resto, é insolência e ódio que não cabe nestas linhas.
Ao povo e aos camaradas cubanos, um abraço solidário! Viva Fidel, Viva Cuba Socialista. Hasta SiempreComandante! Venceremos!
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1 O movimento revolucionário clandestino que protagonizou o ataque ao Quartel de Moncada em 26 de Julho de 1953 contra a ditadura de Fulgêncio Batista e que se dissolveria em 1961 no quadro do processo político que viria a conduzir à criação do Partido Comunista de Cuba em 1965.