terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Guimarães 0 - 2 Sporting (Taça da Liga)

Ontem, no conforto do meu sofá e onde gostos não se discutem - cada um tem os que tem!
Gostei de ver  a forma como  o Sporting encarou e organizou este jogo.
Gostei de ver uma equipa de jogadores do Sporting verdadeiramente empenhados no seu trabalho, apesar das dificuldades criadas pelo adversário.
Gostei da qualidade dos dois golos marcados.
Não gostei de ver no final do jogo  Marco Silva não sorrir. Afinal, o Sporting ganhou!

Hoje, amanhã e não se sabe até quando, na comunicação dita social a "novela BdC/ MS" irá continuar. Infelizmente, parece-me ver nisto tudo... uma falsa necessidade que opinadores,  jornais, e algumas televisões  têm em manter viva uma discussão onde todos no final, dizem não saber exactamente o que de verdadeiro se passa.

Tenham um bom dia!

Viva o Sporting!  



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Quando a reorganização dos tribunais não bate certo, improvisa-se

Por Ana Henriques, no jornal «Público»

Mês e meio de colapso do sistema informático dos tribunais desviou as atenções de problemas que podem revelar-se mais duradouros: afastamento das populações da justiça, abandono de edifícios e concentração de serviços em imóveis com falta de condições adequadas.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Sendo sábado, temos música (228)



Dou-te o meu amor
Se mo souberes pedir, tonto
Não me venhas com truques, pára
Já te conheço bem demais

Dou-te o meu amor
Sem qualquer condição, por ora
Mas terás que provar que vales
Mais que o que já mostraste ser

Se me souberes cuidar
Já sei teu destino
Li ontem a sina
A sorte nos rirá, amor
Se quiseres arriscar
Não temas a vida
Amor, este fogo
Não devemos temer

Dou-te o meu amor
Em troca desse olhar doce
Não resisto e tu tão bem sabes
Tenho raiva de assim ser

Tudo em mim amor
É teu, podes tocar, não mordo
Sabes bem que não minto, tonto
Meu mal é ter verdade a mais

Bom sábado, boas notícias e boa música.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

É tempo de dizer basta!


Depois de muitos anos, com os sucessivos desgovernos a aplicarem aos portugueses políticas de direita (fortemente agravadas nos últimos anos), eis que vão chegando os resultados sociais, por elas criadas. É tempo de dizer BASTA!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O irrelevante

Por Henrique Custódio, no jornal «Avante!»
«Roma e Pavia não se fizeram num dia», rima o provérbio, estribando-se na construção monumental do Império Romano.
Na escola sonâmbula que frequentou, Passos Coelho leu cabulamente a coisa e achou que bastava uma legislatura para «construir um Império» chamado «novo paradigma» e instalado no País de Camões.
Visto assim é como assestar de longe, na planagem dos abutres, perscrutando de alto a devastação produzida pelo «paradigma» da governação abrutalhada que a família Passos Coelho conheceu nas «colónias portuguesas».
Em algumas zonas até faz lembrar as tabancas reduzidas a cinzas vistas do alto, dos Allouette-3 ou dos Nord-Atlas, evolando aos céus a cinza leve e pungente e um cheiro a fumo que penetrava as fuselagens – mas isso era «lá», «nas províncias Ultramarinas» e nesses recessos de memória dorida, com odores adocicados de carne humana queimada.
«Cá» e agora, evidentemente, só cheira ao imenso ridículo das pretensões políticas de uma personagem que, de política, só conjuga o verbo «amarinhar», e do País parece orientar-se pelos «modernismos» do Goebbels português, António Ferro (isto pressupondo que as suas leituras chegaram aí).
O certo é que o País quase milenar, a terra profunda a quem Camões proclamou «Esta é a ditosa Pátria minha amada», a Nação que já foi invadida e ocupada, que já repeliu e expulsou todos os invasores, que já «deu novos mundos ao mundo» numa aventura colectiva que raros povos tiveram o privilégio de realizar, este Povo que se forjou numa entranhada identidade que, várias vezes, lutou até à morte contra tudo e contra todos – incluindo as classes dominantes que, invariavelmente, acudiam pelos poderosos, mesmo que invasores –, este Povo que lavrou guerras civis de Norte a Sul levantando-se contra os poderosos da I Dinastia, que no alvor da II Dinastia repudiou a tutela castelhana e os poderosos que a serviam e entronizou um bastardo que fundou a origem dos Descobrimentos, um Povo que desembocou na mais longa ditadura fascista da Europa, a derrubou e nela construiu um regime democrático com a Constituição mais evoluída do sistema capitalista... eis o terreno que Passos Coelho ousou poluir com um «novo paradigma».
Há, de facto, por aí muita coisa estragada do Portugal que a Revolução de Abril trouxe – um estrago que vem corroendo o regime desde o seu início, pelas mãos exclusivas de PS e do PSD (com ou sem muleta do CDS).
O «novo paradigma», perlimpimpado por Passos Coelho sobre o País, trouxe mais coisas – desarticulou as funções sociais do Estado (Saúde, Ensino, Segurança Social), o Contrato Social, os salários, as pensões e reformas, as carreiras profissionais, as garantias estatais de qualquer espécie e, ainda, o desaparecimento de fileiras de produção e de postos de trabalho que continuam a cair como dominós.
Mas por isso também lhe trouxe um ódio e um desprezo generalizados no País.
E uma anotação histórica: a de ter sido um «estadista» irrelevante e reaccionário.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A cassete

Por Rui Sá, no jornal «JN»
Hoje, tenho de pedir desculpa às leitoras e aos leitores, mas tenho de dar um cunho (ainda) mais pessoal a esta crónica. Porque a vou basear em factos que se passaram comigo há alguns anos, mas que demonstram que, apesar de tudo, há facetas da história que se repetem.
Na sequência das eleições autárquicas de 2001, na Câmara do Porto viveu-se uma situação curiosa. A coligação PSD/CDS ganhou as eleições, com seis eleitos, tantos quantos os eleitos pelo PS. A CDU, por seu turno, elegeu-me como vereador. Nas autarquias, ao contrário do que acontece nas eleições nacionais, o presidente da Câmara é o cidadão que encabeça a lista mais votada, tendo ou não maioria absoluta. O que significou que o presidente da Câmara eleito foi Rui Rio. Perante esta situação, Rui Rio propôs que o vereador da CDU assumisse um pelouro. O que a CDU aceitou, estabelecendo como condições a necessária relevância desse pelouro (no caso, ficou o Ambiente, a Reforma Administrativa e a presidência dos SMAS) e a disponibilização de meios técnicos, humanos e financeiros que permitissem realizar um trabalho positivo. Por último, que não em ordem de importância, que o vereador da CDU manteria a sua total independência e fidelidade ao programa político que tinha apresentado aos eleitores - uma situação muito diferente da que se vive atualmente, onde o PS, para aceitar pelouros para parte dos seus eleitos, se comprometeu, por escrito, a cumprir o programa do presidente da Câmara.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (118)

Realização: Pedro Costa



Sinopse
Enquanto os jovens capitães fazem a revolução nas ruas, o povo das Fontainhas procura o seu Ventura que se perdeu no bosque.

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Sendo sábado, temos música (227)



Das terras da Rosalia às terras de Miguel Torga
percorre o ar a cantiga que todo o povo recorda,
das Beiras a Trás-os-Montes, dos rios Mondego ao Minho
o perfume da Galiza, de giesta e flor de pinho.
Mil anos do mesmo sangue num passado sem fronteiras,
o fumo das chaminés nas memórias das aldeias;
gaita de foles Galega, Adufeiras da Idanha.
Cantamos em Mirandês, lingua que não nos é estranha.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Vindimamos o suor por tradição e castigo;
são irmãs no seu destino, rias de Aveiro e de Vigo.
E há tanto calor humano ao redor de uma fogueira,
à lareira vinho tinto, requeijão, broa caseira.
E a guitarra de Coimbra, gaita de foles Galega
são os sons da nossa alma aos quais o Norte se apega;
caminhos de Santiago, trilhos, veredas, clareiras,
cantamos ao desafio ao fim da tarde nas eiras.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Sou Galego, ai, sou Galego,
sou Galego até ao Mondego,
moiro escuro t’arrenego
da Galiza até ao Mondego.
Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cantemos

Por Anabela Fino, no jornal «Avante!»
A notícia correu mundo e fez correr rios de tinta. Merecidamente, sem dúvida. Oportunamente, por certo. E se é legítimo supor que nenhum de nós terá ficado indiferente ao facto de algo que é nosso, tão genuinamente nosso que só nós o poderemos preservar, ser agora reconhecido como um património de todos – sendo este todos a própria humanidade –, não é menos legítimo admitir que a distinção dada a semana passada pela Unesco ao Cante Alentejano terá suscitado sentimentos diversos. Porque se é verdade que em abstracto todos nos podemos congratular com uma decisão que nos honra e sobretudo nos presta justiça, o facto é que mal se passa a frágil superfície do que pontualmente nos une logo se descobre a profunda imensidão do que realmente nos separa.
Sucede que o Cante Alentejano não é «apenas» um canto polifónico. Reduzi-lo a isso, por maior que fosse, seria esvaziá-lo da história, da cultura, da luta que lhe deu e lhe dará vida, para o transformar numa mercadoria tão descartável como qualquer outra.
Pode o latifundiário, seja qual for o tom de voz, «alto» ou «baixo», sentir o Cante como o operário agrícola movido pelo ideal da terra a quem a trabalha, com justiça e dignidade? Não, não pode.
Pode quem vive da exploração de outros homens sentir como o explorado o Cante que nos fala do «Alentejo dos pobres / Reino da desolação» ou da «terra vermelha / como bandeira sonhada»? Não, não pode.
Pode quem condena o povo à miséria sentir como seu o Cante que nos fala do amor «onde cabe o pária / a Revolução / e a Reforma Agrária / sonho do Alentejo»? Não, não pode.
Pode quem sonha com o regresso ao passado da opressão e da tirania entender alguma vez por que escreveu o poeta «Nunca vi um alentejano a cantar sozinho com egoísmo de fonte»? Não, não pode.
Poetas houve, como Urbano Tavares Rodrigues e José Gomes Ferreira, aqui citados, que entenderam o significado do Cante Alentejano em toda a sua dimensão humana, social e política, e por isso tão bem o traduziram nos seus versos. Não se tratou de um acaso. Tratou-se, isso sim, da compreensão que advém de estar do mesmo lado da barricada, de assumir na vida uma opção de classe, de escolher o caminho que levará um dia à sociedade sem exploradores nem explorados.
A marca de classe, tão profundamente marcada no Cante Alentejano que faz parte da sua essência, não pode ser diluída no efémero sucesso mediático e muito menos no fogo fátuo das feiras de vaidades. O Cante Alentejano é a expressão das alegrias, das dores, das lutas, dos sonhos de um povo que trabalha, sofre e resiste na certeza de que é possível um mundo melhor e mais justo. É a história de um povo, o nosso povo, de todos os povos do mundo. É a história de todos os que aprenderam – trabalhando e cantando – que a força da luta, como no Cante, está em juntar vontades, está no colectivo.
É esta maneira de cantar – e de lutar – que faz o Cante. Cantemos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Em 2012 foi notícia...

«Grande parte da documentação dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa. Sumiram, em particular, os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação».


...e hoje, como está esta situação? Pergunto eu aos senhores jornalistas e aos  responsáveis pela justiça e bom nome de Portugal!

sábado, 29 de novembro de 2014

Sendo sábado, temos música (226)


Parabéns aos alentejanos dos quatro costados.
Parabéns ao cante alentejano.

(O cante alentejano foi eleito pela UNESCO, na quita-feira passada, Património Imaterial da Humanidade)



 Alhos, coentros e sal
Também se faz com poejo
Este comer que afinal
Nasceu no nosso Alentejo

Depois dos alhos pisados
E com a água a ferver
Corta-se o pão aos bocados
Está pronto, vamos comer

É fácil fazer
Dá pouco trabalho
É água a ferver
Coentros e alho
Coentros e alho
E água a ferver
Dá pouco trabalho
E é fácil fazer

Com o panito bem duro
E a rábano a acompanhar
O azeite bom e puro
Não há melhor paladar

Açorda de bacalhau
Com azeitonas pisadas
Também não é nada mau
Com umas sardinhas assadas

Recordo quando era moço
Antes de ir para o trabalho
Comer ao pequeno almoço
Uma boa açorda de alho

Já minha avó me dizia (meus avós me diziam)
A força que a açorda dá
Todos os dias comia(m)
E dez filhos estão cá"

Bom sábado, boas noticias e boa música.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

«Os partidos não são todos iguais»

Por Carlos Gonçalves, no jornal «Avante!»
Passos Coelho disse esta semana que os «políticos» e os partidos «não são todos iguais». Assinale-se o facto, já que, para além da utilização manhosa e indevida de uma verdade indesmentível, que copiou do PCP, o presidente do PSD abriu assim mais uma linha de mistificação na batalha política e ideológica dos próximos meses.
Aproveitando uma situação que considerou «não trivial» – a prisão de J. Sócrates – PSD e CDS alargam as manobras para esconder a degradação social, política e institucional do País e a responsabilidade que lhes assiste nesta desgraça, acentuam «diferenças» inexistentes com o PS, cujos «políticos» seriam os «únicos responsáveis» pelo afundamento nacional, enquanto o Governo «resolve os problemas».
Enfim, é mais um expediente de marketing político, para galvanizar as hostes, para enganar os que hesitam entre PS e PSD, para recuperar apoios e diminuir a próxima e inevitável derrota eleitoral do PSD/CDS, e para a continuidade da política de direita, seja com a alternância não alternativa do PS, ou com a aliança PS/PSD, com ou sem CDS.
Nada, verdadeiramente nada, se alterou nos últimos dias quanto ao facto de que os partidos do «arco da política de direita» – PS, PSD e CDS – são «todos iguais» no fundamental, mesmo que haja diferenças de pormenor. PS, PSD e CDS convergem, revezam-se e continuam-se há décadas na política de direita, até hoje e até ver, sem que nada no PS se tenha alterado a este respeito, com Sócrates, Seguro, ou Costa, nas privatizações, na reconstituição dos monopólios, na alienação de soberania, na captura do poder político pelo poder económico, no «caldo de cultura» do roubo, da corrupção e da acumulação primitiva de capitais, que já Marx n'O Capital explicou ser criminógena e que tantos exemplos recentes demonstram à saciedade.
Iguais na defesa dos privilégios, nas «subvenções vitalícias» e na hipocrisia com que negam o que disseram na véspera, ou procuram subverter o que ainda resta de independência da Justiça.

Diferente, de facto, do arco do «são todos iguais», do PS, PSD e CDS, é o PCP. Partido de classe e de palavra, que não está na política para se servir, mas para defender os trabalhadores, o povo e a pátria, por um Portugal de dignidade e soberania.

domingo, 23 de novembro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (117)

Realização: Jean-Pierre Dardenne



Sinopse
Sandra é uma trabalhadora cujo emprego é ameaçado quando os seus empregadores decidem oferecer um prémio aos restantes trabalhadores se eles votarem para que Sandra não regresse ao emprego. Ajudada pelo marido, Sandra tem apenas o fim-de-semana para visitar os colegas e convencê-los a abdicarem dos seus prémios para que ela possa voltar ao emprego. (sapocinema)

Bom domingo, boas notícias e bons filmes.

sábado, 22 de novembro de 2014

Sendo sábado, temos música (225)



Cometi crime de amor à morte fui condenado
Mas antes do cadafalso a um capitão fui chamado
Que partia para a Guiné e me prometeu perdão
Se fosse numa galé e aceitasse a missão
De à sorte ser Lançado na má terra do gentio
Sózinho e abandonado durante meses a fio

Entre o inferno e o algóz dançava meu triste fado
Medi os contras e os prós e escolhi ser Lançado
E assim fui embarcado até às costa da Guiné
E em terra fui deixado com biscoito medo e fé
Com ordem de haver língua com todas as criaturas
Saber das fontes do ouro e conhecer essas culturas

Refrão:
Fui lançado às feras o mato foi a minha casa
Não havia Primavera nem Outono
E era sempre um estio em braza

Venci as febres do mato e o veneno das cobras
Cativo levei mau trato paguei pelas minhas obras
Das gentes tornei-me amigo com artes que já nem sei
E ao fim de muitos meses era visita dum rei
Fiz-me amante de gentia com ela juntei fazenda
A vida até já sorria feliz era a minha emenda

O batel chegou um dia para saber se eu era vivo
E nas areias da baía foi um encontro festivo
Regressei a Portugal com ideia de ficar
E ao infante contei tudo do que pudera indagar
E tal foi o meu sucesso que el-rei me deu perdão
Mas mandou-me de regresso e eu não pude dizer não

Refrão

Mandou-me o senhor infante em companhia de abade
Que baptizou toda a gente e aumentou a cristandade
" que boa colheita de almas ! " disse de contente o papa
Ao vêr as chagas de cristo a tomar conta do mapa
E em paga dos meus serviços ali fui feito feitor
E eis tudo o que passei só por um crime de amor

Refrão

Bom sábado, boas notícias e boas músicas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Uma vergonha...


...senhores do bloco central - Troika interna - há neste país mais de três milhões de pensionistas que recebem abaixo de 419 euros por mês. Para esses, dão- lhes cortes, miséria e fome sem qualquer problema de consciência politica, moral ou constitucional, para os políticos, aprovam subvenções vitalícias.

Esta norma, aprovada ontem pelo PS e PSD  demonstra bem onde é  que o PS é diferente do PSD e da restante politica de direita.
Ou seja: na conversa... os do partido do Costa & companhia dizem-se de esquerda, nas acções políticas são de direita.
Infelizmente para o povo e para o país têm sido assim desde o 25 de Abril.  

Adenda:
Depois de terem sido altamente creticados,a proposta (aprovada ontem, conforme acima se anuncia) que repunha o pagamento das subvenções dos ex-políticos, subscrita pelos deputados do PSD Couto dos Santos e José Lello do PS, foi retirada. O anúncio foi feito pelo próprio Couto dos Santos no arranque do plenário desta manhã de sexta-feira.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os vistos e a ocasião

Por Jorge Cordeiro, no jornal «Avante!»
O País terá acordado em sobressalto pelo sismo dos vistos gold. Talvez sem razão para tal espanto, olhada a falta de credibilidade do Governo e da sua política. Qual donzela ofendida, veio a maioria bradar sobre uma alegada confusão que entre Justiça e política estaria a ser imprimida à questão. Talvez agora com a demissão do ministro a conexão lhes pareça mais óbvia. Mesmo que a saída de Miguel Macedo, o escape encontrado pelo Governo para proteger outros envolvimentos, não seja mais do que isso: uma saída para procurar evitar o que emerge como ilação inevitável deste processo – a exigência de demissão do Governo. Bem pode o primeiro-ministro, secundado por Cavaco Silva, vir com ar indignado alegar que tudo continua na maior das normalidades, sustentada na inquebrável credibilidade governativa e no indesmentível funcionamento regular das instituições e dos mais altos cargos públicos. Fruto do delírio que o invade, teimará até poder em não mudar de sítio mesmo quando o tecto já lhes caiu em cima.


Os vistos gold, jóia da coroa e marca de água do Governo, são o que são: um instrumento que, a pretexto da captação de investimento, transporta um potencial de favorecimento de actividades ilícitas, branqueamento de capitais e, como agora foi revelado, de abrigo de foragidos à Justiça internacional. A muito popular expressão de que a «ocasião faz o ladrão» assenta aqui como fato à medida. Verbalizada neste contexto, registe-se a prevenção, como figura de estilo e dimensão política e não como antecipada sentenciação do que à Justiça diz respeito. Pelo que as indispensáveis e conhecidas formulações sobre presunção de inocência, indícios e o insubstituível «alegadamente» se devem considerar implícitas. Esperemos que aquilo que já se vai conhecendo – conexão de ministros e altas figuras do PSD com a emissão dos vistos, envolvimentos ao nível da cúpula de serviços do Estado, instruções políticas para agilizar os procedimentos –, não venha a submergir pelo lastro dos encobrimentos que justificaram a emersão dos conhecidos submarinos. Sendo que para a demissão de um governo, razões outras e de maior peso que não esta, teriam sido de há muito justificação bastante para a concretizar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cavaco e os gastos "inelegíveis".

(imagem tirada da net)
(...) A candidatura presidencial de Cavaco Silva gastou, já depois das eleições realizadas a 23 de Janeiro de 2011, quase 25 mil euros para oferecer 110 relógios aos colaboradores mais próximos da campanha.
Esse foi um dos gastos de Cavaco Silva considerados “inelegíveis” pelo Tribunal Constitucional, no acórdão de apreciação das contas da última campanha eleitoral para Belém e que levou os juízes a remeter as conclusões para o Ministério Público, a fim de este “promover o que entender quanto à eventual aplicação das sanções”.

Galp e REN


 As duas empresas não pagaram a contribuição extraordinária aplicada ao sector energético.

(...) O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, tinha criticado esta semana a recusa de pagamento das duas empresas, que deveriam ter liquidado a contribuição até 15 de Novembro. À Galp cabe um pagamento de 35 milhões de euros, ao passo que a REN deve 25 milhões.

E agora, pergunto eu: alguém acredita que (com este desgoverno no poder e as suas políticas de afundamento do País), lhes vai acontecer alguma coisa de mal...?

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mario Draghi, Dalí e o futuro da Europa

Por Vicenç Navarro, em Público.es
El Presidente del Banco Central Europeo (BCE), el Sr. Mario Draghi, en su estancia en Barcelona durante la reunión del Consejo Director de tal Banco en esta ciudad, hizo unas declaraciones para congraciarse con Catalunya, refiriéndose a Dalí como inspirador de la Europa que se estaba estableciendo en nuestro continente. Y la prensa de mayor difusión en Catalunya (la gran mayoría de persuasión conservadora), por lo visto halagada por tal declaración, publicó tales declaraciones con un implícito aplauso.
Tengo que asumir que la observación del Sr. Draghi sobre Dalí era fruto de la ignorancia, pues en caso contrario sus declaraciones serían enormemente alarmantes. Dalí era un defensor a ultranza del fascismo español.
Artigo completo aqui.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ao que vem e como está

Por Jorge Cordeiro, no jornal «Avante!»
Sempre que os interesses de PSD e CDS e do seu Governo estão ameaçados, Cavaco Silva faz prova de estar vivo. É o caso presente. Perante a possível consideração de a data das eleições vir a ser antecipada, Cavaco Silva não só deixou de fingir de morto como deu cor de si, não porfacebook, mas de viva voz. Aos que se aprestam para esgrimir desde já aquele demolidor argumento de que para dizer o que disse mais valia ter ficado calado, dado o labiríntico percurso discursivo presente na entrevista dada, se deve invocar em abono do entrevistado que não se pode de uma só vez querer que dê cor de si e que saia tudo direitinho. E ainda que mesmo a espaços, Cavaco Silva disse o suficiente para se perceber ao que vem e como está nas funções que exerce.
Cavaco deixa claro o que o País já sabia – a de que estando em causa o Governo que protege, dali não se espere nada e «ponto final». Fiel ao princípio «primeiro os amigos, depois o País» Cavaco Silva, confrontado com a admissão que ele próprio assumiu dessa antecipação no quadro do ambicionado «compromisso de salvação nacional», deixa claro o que o moveu: naquele caso tratava-se de salvar o Governo e a política de direita. Resolvido o problema, devolvida a estabilidade ao seu Governo e à sua maioria, revogado que ficou o irrevogável, retomadas as condições para o saque aos trabalhadores prosseguir, restabelecida ficou a boa ordem pela qual zela. À falta de melhor argumento, Cavaco Silva acusa os que de há muito reclamam eleições antecipadas de desconhecerem a lei eleitoral. Dir-se-ia, e desta vez com inteira razão e fundamento, que se há alguém que faz de conta que não leu ou não conhece a lei fundamental do País é precisamente quem jurou cumpri-la e fazê-la cumprir. Na verdade, há muito que a Assembleia deveria ter sido dissolvida e as eleições convocadas. Não pela razões técnicas que PS e outros esgrimem em função de prazos e condições de elaboração do Orçamento, mas porque perante um Governo e uma maioria que agem à margem da lei, em confronto com a Constituição da República, pondo em causa o regular funcionamento das instituições e desgraçando a vida dos portugueses e o futuro do País, não restaria a um Presidente que quisesse cumprir integralmente as suas funções outra decisão que não fosse aquela.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Será só incoerência?

Cavaco pergunta: “O que é que andaram a fazer os accionistas e gestores” da PT?

O meu vizinho do 5º Esq. responde: "Andaram a mostrar o seu relevante trabalho ao Presidente da República" para serem condecorados pelo bom trabalho prestado à empresa e ao País.

sábado, 8 de novembro de 2014

Sendo sábado, temos música (224)



As meninas dos meus olhos
Nunca mais tive mão nelas
Fugiram para os teus olhos,
Por favor deixa-me vê-las.
As meninas dos meus olhos
Se vão perder-se não sei
Deixa-me ver se os teus olhos
As tratam e guardam bem.
As meninas dos meus olhos
Para poder encontrá-las
Foram pedir aos teus olhos
Que falem quando te calas.
As meninas dos meus olhos
Já não sei aonde estão
Deixa-me ver nos teus olhos
Se as guardas no coração.

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Um cabaz de mentiras

Por Aurélio Santos, no jornal «Avante!»
No romance «Os Maias» de Eça de Queiroz há um personagem que ao referir-se ao então ministro da Fazenda diz: «esse só tem jeito para cobrar impostos e pedir empréstimos». É forçoso reconhecer que a actual ministra das Finanças tem também uma extraordinária capacidade para mentir. Mente mesmo quando a verdade está à tona de água como no caso do BES. Mentiu quando disse que o problema era apenas no GES, prejudicando seriamente os pequenos accionistas do BES. Mentiu ao dizer que a solução adoptada era uma imposição da UE (a directiva só entra em vigor em 2015). Mentiu ao afirmar que os contribuintes não vão pagar os prejuízos de BES. Pagar vamos, não sabemos é quanto. Recentemente veio mais uma vez mentir sobre o Orçamento do Estado para 2015 dizendo não haver agravamento da carga fiscal. O presidente da GALP já desmentiu anunciando um aumento de sete cêntimos em consequência do aumento da carga fiscal dos combustíveis.Passos Coelho está zangado com os jornalistas e com os comentadores políticos. Diz que são preguiçosos. Talvez por preguiça este Governo não nos dá informações que são da maior importância: a pobreza passou de 17,8% para 25%. As cantinas sociais dispararam de 80 para 800. Para este governo o Estado Social é a «sopa do Sidónio». A PT, graças às muitas negociatas perdeu mais de 90% do seu valor. As empresas do PSI20 perderam durante esta governação mais de 18 000 milhões de euros do seu valor.Os escalões mais baixos de IRS pagam mais de impostos do que a GALP ou a EDP. Assim vai este bocado de mundo governado sobre o manto da mentira. É preciso mudar

domingo, 2 de novembro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (116)


Realização: António-Pedro Vasconcelos



Sinopse
Jó é expulso de casa pelo pai no dia em que faz anos. Sem ter sítio para onde ir,  refugia-se no terraço do prédio de Rosa, que acabou de perder o marido. Ele tem 18 anos e ela 73. Quem diria que ia ser amor à primeira vista?

Bom domingo e bons filmes

sábado, 1 de novembro de 2014

Sendo sábado, temos música (223)




Eu não sei como te chamas
Oh Maria Faia
Nem que nome te hei-de eu pôr
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Cravo não que tu és rosa
Oh Maria Faia
Rosa não que tu és flor
Oh Maria Faia oh Faia Maria

Não te quero chamar cravo
Oh Maria Faia
Que te estou a engrandecer
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Chamo-te antes espelho
Oh Maria Faia
Onde espero de me ver
Oh Maria Faia oh Faia Maria

O meu amor abalou
Oh Maria Faia
Deu-me uma linda despedida
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Abarcou-me a mão direita
Oh Maria Faia
Adeus oh prenda querida
Oh Maria Faia oh Faia Maria

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Murros na mesa

Por Manuel Rodrigues, no jornal «Avante!»

«É importante que os governos não sejam subalternos, não sejam subservientes, que percebam que numa negociação com a União Europeia e com as organizações europeias é preciso dar um murro na mesa de vez em quando». Quem teve a ousadia de pronunciar tão musculadas palavras foi, nem mais nem menos, Carlos Silva, secretário-geral da UGT, organização sindical conhecida pela violência certeira dos seus murros na mesa da concertação social.
É, de facto, necessário dar murros na mesa, ser firmes nas reclamações, exigir respeito pela soberania nacional. Nisso, estamos de acordo. Mas por mais que olhemos para a prática da UGT, o que conseguimos enxergar é exactamente o oposto, quando desvaloriza a acção reivindicativa dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho e confina a sua «luta» a mero expediente à mesa das negociações, para, trocando o essencial pelo acessório, assinar os acordos de concertação social de que o grande capital precisa para mais facilmente prosseguir a exploração. Como diz o povo, «bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz».
Assim foi ao longo dos 38 anos desta política de direita em que a UGT, perante os violentos ataques aos direitos dos trabalhadores, esteve, invariavelmente, ao lado dos governos e do grande patronato. Foi murro na mesa o pronto aval às «reformas» laborais que destruíram grande parte dos direitos conquistados com a Revolução de Abril? Foi murro na mesa o recente acordo de concertação social que a UGT assinou? Foram murros na mesa as declarações do secretário-geral da UGT desvalorizando a luta de massas como factor decisivo na acção reivindicativa dos trabalhadores?
Murros na mesa, claro, nunca foram tão precisos. Mas o verdadeiro murro na mesa é a luta contra o Tratado de Lisboa, o Tratado Orçamental, a Governação Económica, o Semestre Europeu, a União Bancária, instrumentos da política de direita aprovados pelo PS, PSD e CDS ao serviço dos interesses do grande capital, limitadores da nossa soberania e independência. E é a renegociação da dívida, a recuperação do controlo público da banca e do sector financeiro, dos sectores e empresas estratégicas, a preparação do País para a saída do euro.
Murro na mesa é a luta pela derrota deste Governo, pela ruptura com esta política, por uma política patriótica e de esquerda.

Como se vê, até os murros na mesa têm uma natureza de classe.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Estamos neste cantinho da Europa a retomar ao antes do 25 de Abril

Unicef aconselha Governo a criar uma estratégia nacional de combate à pobreza infantil e recomenda acesso gratuito às creches dos 0 aos três anos de idade para as famílias mais pobres.

(...)Há medo de perder a casa, preocupação face à tensão em que sentem os pais, receio de que a comida desapareça da mesa. Além de mostrar que os casais desempregados aumentaram 688% (...) Aqui

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Capas de jornais (78)

Parabéns a Dilma, parabéns ao PT pela vitória difícil que conseguiram contra o retrocesso político.

Que a promessa feita por Dilma Rousseff "Serei muito melhor do que fui até agora", estampada na capa deste jornal seja cumprida..

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os pêpês

Por Henrique Custódio, no jornal «Avante!»

Embora, actualmente, a política em Portugal ocorra a alta velocidade, tornou-se evidente há meses que «Portas e os seus pêpês» não apenas se põem em bicos-de-pé sempre que há retrato mas, sobretudo, manobram para consolidar a impressão de que «lutam», no Governo, pela «baixa de impostos».
É a demagogia rasca no seu esplendor, tirocinada há décadas pelos «pêpês».
A receita é sempre a mesma: uma «ideia providencial» – filha directa do mito cripto-fascista do «homem providencial» – e aí temos Portas a ser o paladino «da lavoura», «da agricultura», «dos reformados» ou «dos contribuintes», em todas as situações proclamando, com ou sem boné e sempre estrídulo, que está ali para lutar em nome dos sucessivos «providenciados», não cumprindo nada do que promete porque, comodamente, não tem acesso ao poder ou, caso a ele se alcandore no seu papel de muleta, o cumprir seja o que for, para além dos interesses pessoais, é coisa que não se evidencia susceptível de lhe passar pela cabeça de menino da Lapa.
Nele, até uma «decisão irrevogável» declarada em público não resiste mais do que umas horas.

domingo, 19 de outubro de 2014

Hoje pode ser dia de cinema (115)

Realização: Alain Resnais



Sinopse
Na província de Yorkshire, da Primavera ao Outono, a vida de três casais é transtornada durante alguns meses, pelo comportamento enigmático do amigo comum George Riley. Quando o médico Colin conta à sua esposa Kathryn que o seu paciente George Riley corre o risco de ter os dias contados, ignora que este último tinha sido o primeiro namorado de Kathryn. O casal que ensaia uma peça de teatro com o grupo local, convence George a juntar-se ao grupo. George acaba por ter as cenas amorosas com Tamara, a esposa do seu melhor amigo Jack, homem de negócios rico e muito infiel. Jack, triste, tenta persuadir Mónica a esposa de George que o deixou para viver com Simeon, para voltar para o marido e acompanhá-lo nos últimos meses de vida. Para surpresa dos homens com quem estas mulheres partilham as vidas, George exerce uma estranha sedução sobre as 3 mulheres: Mónica, Tamara e Kathryn.  (sapo cinema)

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 18 de outubro de 2014

Sendo sábado, temos música (222)



É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra
Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar
Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar
Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
(SOLO)

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
Bom sábado, boas notícias e boa música