quarta-feira, 21 de outubro de 2009

À mesa do café


Há dias, (pouco tempo passado das últimas eleições) o Sr. do café onde habitualmente tomo a “bica” da manhã confidenciava-me, muito preocupado, que o PSD, em seu entende, não tinha futuro. Então, dizia ele com este “PS” no governo por mais quatro anos, a fazer uma política igual àquela que fez no passado recente, a mesma que o PSD /CDS gostariam de ter feito (digo eu), não se adivinhava nada de bom. Confesso que fiquei perplexo, e um pouco sem saber o que dizer ao Sr. porque a maneira assustada e perturbada com que ele fez aquela observação, indicava uma preocupação séria.
Contudo, sempre lhe perguntei, então o que o leva a tirar essa conclusão? Olhe, diz ele, “ aquilo é um partido sem Rei nem Roque”. É como na casa onde não há pão, que todos ralham e ninguém tem razão ou seja não há governo, ninguém se entende, pode dizer-se que é como um saco de rede cheio de caranguejos, onde existe um grande reboliço na procura de um bom lugar, mas inconsequente.
Depois de me ter servido na mesa o café acompanhado do jornal desportivo, ficou ali por perto e no conforto de algum conhecimento mútuo que se foi adquirindo com o tempo, lá me foi dizendo que eu certamente estaria contente, na medida em que sempre me referi ao PSD como sendo um partido de direita e sendo eu de esquerda, estas notícias seriam boas para mim. Ao que eu disse, que não se preocupasse muito com o futuro do PSD porque os seus “barões” estavam activos na procura da melhor oportunidade para aparecerem e alguns até já começaram a meter o “ rabinho” de fora como é o caso de Pedro Paços Coelho que já disse que se iria candidatar, Marcelo R. de Sousa e Paulo Rangel estudam a situação, Marques Mendes vai aparecendo e Pedro S. Lopes está sempre à espreita daquela oportunidade para dizer eu vou lá à luta.
Como vê, disse eu, por aí não vejo razão para ficar preocupado com o futuro do seu partido.
A grande preocupação que devemos ter todos, não será quem vai estar na frente dos partidos da direita mas das várias politicas que ali são geradas. E os resultados dos últimos tempos são dos piores, tanto no nosso país como no resto da Europa, onde as pessoas são vistas como simples números e onde os políticos se transformaram em “gestores.” Veja-se os vinte e cinco suicídios na France Telecom; os vinte milhões de desempregados na União Europeia, muitos sem qualquer subsídio; os pobres já são setenta e nove milhões (dois milhões são portugueses) são os resultados trágicos que nos são apresentados como resultado destas políticas falidas e de uma moral catastrófica.
É neste quadro muito preocupante e triste, que cada um de nós tem que fazer um esforço para que tudo isto mude no sentido de um amanhã diferente e melhor para todos. Apostando e apoiando políticas de rotura, políticas de esquerda. Digo eu.

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