terça-feira, 30 de abril de 2013

Rumo ao fim do euro?


Por Jacques Sapir, no sítio resistir.info


"Da Grécia à Itália, passando pela Irlanda, por Portugal e pela Espanha, a zona do euro a partir de agora está em brasa. Os Estados não param de contrair empréstimos a juros cada vez mais altos e os contratos de seguros sobre as dívidas, quer sejam públicas ou privadas, vêem o montante dos seus prémios a evaporar-se. O euro está a morrer. Tudo isto estava previsto há vários meses [1] , ou mesmo há vários anos [2] . Mas nem Cassandra se alegraria por ver realizarem-se as suas previsões. Compreendemos que a morte do euro, dada a casmurrice imbecil dos nossos dirigentes e dada a sua incapacidade de prever uma saída organizada – o que, aliás, ainda seria possível actualmente -, nos condena muito provavelmente a um salto no desconhecido."

( artigo integral aqui)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Taxistas em protesto

A marcha de protesto de taxistas que decorre hoje em Lisboa vai seguir em direcção à Assembleia da República, onde a comissão parlamentar de Transportes os deverá receber, informou o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos.

(Aqui)

-Não existe uma única medida deste desgoverno que seja favorável ao povo. Hoje, são os taxista a dizer nesta sua marcha a  Lisboa que os estão a empurrar para o desemprego, para a ruína e para a miséria.

No Dia Internacional da Dança...

...fica a pergunta: devemos nós dançar?? Eu entendo que sim!  A dança nos liberta, nos aproxima, nos envolve e nos aconchega.



Dançe pelo menos hoje, onde lhe aprouver, a sua dança preferida.

1.º de Maio: trabalho, liberdade, dignidade

Por Carvalho da Silva, no Jornal «JN»

Marcos históricos na vida das nossas sociedades, como o 25 de Abril de 1974 ou o 1 de Maio, são vividos com a emoção que advém da memória dos grandes acontecimentos, ainda que não vividos, das conquistas de direitos e liberdades que sustentaram as nossas vidas enquanto trabalhadores, pessoas e cidadãos.
Em muitos portugueses e portuguesas hoje essa emoção tende a esbater-se perante a realidade vivida quotidianamente, perante os danos do austeritarismo que coloca mais de 20% dos trabalhadores portugueses no desemprego, que inferniza a vida no trabalho, na família e na sociedade, que condena à pobreza. A convivência com os nossos mais próximos amargura-nos a esperança de um futuro que faça jus às lutas do passado. Nuvens pesadas carregam a vida do nosso amigo, familiar ou vizinho; amanhã o que impede que seja a nossa?
Esta frustração e desânimo são inevitáveis perante as loucuras da avalanche de políticas ruinosas de um governo que traiu o povo e o país, perante a atuação do presidente da República que desgraçadamente sanciona essas políticas, perante instâncias europeias e internacionais que nos querem sugar até ao limite das nossas forças. Atiram-nos para um modo de viver que vorazmente abraça o imediato, o agora sem saída. Ora, dias como o 1.o de Maio, em que recordamos o que de melhor nos identifica como um povo, como projeto civilizacional, conferem fundo histórico à nossa existência.
Com Abril e Maio o que foi conseguido foi mais que a liberdade de expressão, de reunião, de organização sindical e política. Foi mais do que o direito a escolher livremente os governantes. Abril e Maio trouxeram muito mais. Trouxeram liberdade a sério: saúde, educação, habitação, dignidade no trabalho, cidadania, independência e soberania para os portugueses e para outros povos que a ditadura subjugava.