terça-feira, 30 de abril de 2013

Rumo ao fim do euro?


Por Jacques Sapir, no sítio resistir.info


"Da Grécia à Itália, passando pela Irlanda, por Portugal e pela Espanha, a zona do euro a partir de agora está em brasa. Os Estados não param de contrair empréstimos a juros cada vez mais altos e os contratos de seguros sobre as dívidas, quer sejam públicas ou privadas, vêem o montante dos seus prémios a evaporar-se. O euro está a morrer. Tudo isto estava previsto há vários meses [1] , ou mesmo há vários anos [2] . Mas nem Cassandra se alegraria por ver realizarem-se as suas previsões. Compreendemos que a morte do euro, dada a casmurrice imbecil dos nossos dirigentes e dada a sua incapacidade de prever uma saída organizada – o que, aliás, ainda seria possível actualmente -, nos condena muito provavelmente a um salto no desconhecido."

( artigo integral aqui)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Taxistas em protesto

A marcha de protesto de taxistas que decorre hoje em Lisboa vai seguir em direcção à Assembleia da República, onde a comissão parlamentar de Transportes os deverá receber, informou o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos.

(Aqui)

-Não existe uma única medida deste desgoverno que seja favorável ao povo. Hoje, são os taxista a dizer nesta sua marcha a  Lisboa que os estão a empurrar para o desemprego, para a ruína e para a miséria.

No Dia Internacional da Dança...

...fica a pergunta: devemos nós dançar?? Eu entendo que sim!  A dança nos liberta, nos aproxima, nos envolve e nos aconchega.



Dançe pelo menos hoje, onde lhe aprouver, a sua dança preferida.

1.º de Maio: trabalho, liberdade, dignidade

Por Carvalho da Silva, no Jornal «JN»

Marcos históricos na vida das nossas sociedades, como o 25 de Abril de 1974 ou o 1 de Maio, são vividos com a emoção que advém da memória dos grandes acontecimentos, ainda que não vividos, das conquistas de direitos e liberdades que sustentaram as nossas vidas enquanto trabalhadores, pessoas e cidadãos.
Em muitos portugueses e portuguesas hoje essa emoção tende a esbater-se perante a realidade vivida quotidianamente, perante os danos do austeritarismo que coloca mais de 20% dos trabalhadores portugueses no desemprego, que inferniza a vida no trabalho, na família e na sociedade, que condena à pobreza. A convivência com os nossos mais próximos amargura-nos a esperança de um futuro que faça jus às lutas do passado. Nuvens pesadas carregam a vida do nosso amigo, familiar ou vizinho; amanhã o que impede que seja a nossa?
Esta frustração e desânimo são inevitáveis perante as loucuras da avalanche de políticas ruinosas de um governo que traiu o povo e o país, perante a atuação do presidente da República que desgraçadamente sanciona essas políticas, perante instâncias europeias e internacionais que nos querem sugar até ao limite das nossas forças. Atiram-nos para um modo de viver que vorazmente abraça o imediato, o agora sem saída. Ora, dias como o 1.o de Maio, em que recordamos o que de melhor nos identifica como um povo, como projeto civilizacional, conferem fundo histórico à nossa existência.
Com Abril e Maio o que foi conseguido foi mais que a liberdade de expressão, de reunião, de organização sindical e política. Foi mais do que o direito a escolher livremente os governantes. Abril e Maio trouxeram muito mais. Trouxeram liberdade a sério: saúde, educação, habitação, dignidade no trabalho, cidadania, independência e soberania para os portugueses e para outros povos que a ditadura subjugava.

domingo, 28 de abril de 2013

No final de mais um domingo



Votos de bom domingo e boa semana!

Hoje pode ser dia de cinema (78)


Nome de Código: Paulette

Realização: Jérôme Enrico




Sinopse:
Paulette vive sozinha num bairro de habitação social e recebe uma magra reforma, com a qual tem dificuldade em chegar ao fim do mês. Uma noite dá-se conta dos estranhos negócios que decorrem no seu prédio. É aí que decide lançar-se na venda de haxixe e, como em tempos foi uma reputada pasteleira, vai encontrar formas originais de começar uma nova carreira!

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 27 de abril de 2013

Sendo sábado, temos música (167)



Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!


Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril, SEMPRE!.




Porque  hoje se comemora o 25 de Abril de 1974, dia da Liberdade.
Porque este dia faz parte das nossas vidas e para que a memória não esqueça...

25 de Abril SEMPRE!.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Golpe institucional na Itália

Por Achille Lollo, no sítio BRASIL DE FATO.com

Após dois meses das eleições e em meio a uma dura recessão, os italianos descobriram que o futuro institucional do país havia sido definido em Bruxelas pelos “técnicos” da BCE e seus “consultores" das agências de rating e dos grandes bancos europeus. O objetivo deles era chegar à formação de um governo “de entendimento nacional” (formado pelo centro-esquerda e a direita) e a eleição de um presidente capaz de garantir a implementação da agenda financeira da Tríade (FMI, BCE, e BM).
Durante 55 dias o secretário-geral do Partido Democrático (PD), Piergiorgio Bersani, conseguiu enrolar os italianos dando inúmeras entrevistas para explicar que estava negociando a formação de “um governo responsável”, apesar de não dizer que ele e o presidente Giorgio Napolitano haviam vetado a formação de um “governo programático” com o Movimento 5 Estrelas e assim realizar as principais reformas institucionais e econômicas desejadas pelos italianos.
Propostas de lei que mereciam a simpatia de uma parte do PD, de alguns setores de liberais independentes e do principal partido da coalizão de centroesquerda (SEL – Socialismo, Ecologia e Liberdade) tendo em vista o fracasso da economia que hoje sofre com uma dívida pública de 127% do PIB, um crescimento negativo de -0,5%, enquanto o desemprego atinge quase 27% da força de trabalho. Na realidade, a possibilidade de um governo “progressista” – formado unicamente pelos partidos da coalizão de centro- esquerda liderada pelo PD e os parlamentares do Movimento 5 Estrelas – enfureceu não só a direita e os falidos banqueiros italianos, mas, sobretudo, a classe política europeia que, após o susto sofrido com o possível rompimento do status quo em Portugal, Espanha e, sobretudo, na Grécia, não queria que a Itália oferecesse novas lições de rupturas institucionais.

«O caminho do euro» – segundo o FMI

Por Aurélio Santos, no Jornal «Avante!»

Muito se falou em Portugal sobre a situação da Grécia, que se confronta hoje com um desemprego de mais de 27%, com um desemprego jovem de quase 60%, e onde os hotéis que foram à falência servem hoje de abrigo a cidadãos que antes dos chamados «ajustamentos» tinham trabalho, casa, dignidade.
Porém, pouco ou nada se disse sobre a Letónia, uma história que vale a pena conhecer, porque, como diz o ditado, nos dos outros vemos as nossas.
Quando em 2007 começou a crise, a Letónia tinha um crescimento do PIB de quase 10%, uma dívida soberana inferior a 8% e um desemprego de cerca de 5%.
A exposição dos bancos letões (o filme repete-se em todos os países) levou a Letónia a pedir ajuda à UE e ao FMI, que impuseram as suas habituais «medidas de austeridade».
A drástica austeridade imposta, muito ao género da portuguesa, levou na Letónia ao encerramento de hospitais, à redução de salários e reformas entre 25% a 30%, a uma tributação fiscal de 25% (taxa universal), à redução do estado social, etc.
Consequência: o desemprego disparou de 5% para 20%, o PIB contraiu 20% (situação de que não há memória em nenhum país), a dívida soberana passou de 8% para mais de 40%.
Na população, 5% emigrou e mais de 40% caiu na mais absoluta pobreza sem qualquer esperança de dela sair.
Conclusão da sra Christine Lagarde, directora do FMI, que muito «dignamente» se passeia com carteiras da Hermès (que chegam a atingir os 35 000 dólares americanos) e com sapatos Louboutin (que custam mais de 1000 euros): «A Letónia ensinou à Europa o caminho do euro».
Que «economia» é essa que mata, destrói e exclui quase metade dos cidadãos de um país?
É preciso adoptar outros modelos de economia que sirvam as pessoas, e não sacrificar as pessoas ao serviço de modelos económicos.
A situação dos países intervencionados e os supostos motivos para os pactos de agressão são muito diferentes de país para país, mas a troika tem aplicado em todos a mesma «bíblia» – extorquir a quem trabalha.
Na Irlanda, onde querem cortar três mil milhões de euros no «estado socia|» (menos do que em Portugal, note-se, quer em termos absolutos quer relativos), os sindicatos (TODOS) entraram em ruptura com o Governo.
É exemplo a ter em conta.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Bolsas de estudo



"Os estudantes do ensino superior residentes em Almada podem candidatar-se, até 15 de maio, a bolsas de estudo atribuídas pela Câmara Municipal de Almada."

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mais entradas que saídas - a desorientação é total no desgoverno.


"O primeiro-ministro Passos Coelho ainda não cumpriu dois anos de mandato e já foram mais os governantes que entraram para o seu Governo do que aqueles que saíram. Desde as eleições legislativas, em Junho de 2011, um ministro, Miguel Relvas, abandonou o Executivo e foi substituído por dois, Marques Guedes e Poiares Maduro, foram exonerados 14 secretários de Estado e admitidos 18, e cinco deles tomam posse esta segunda-feira às 19h".

(Aqui)

O consenso da desgraça

Por Carvalho da Silva, no Jornal «JN»

"Consenso" é a nova palavra mágica para a "salvação nacional". O ministro Poiares Maduro, académico chegado ao Governo há poucos dias, repetiu a palavra "consenso" 12 vezes na conferência de Imprensa da passada quinta-feira.
Passos Coelho é chamado pela troika e pelo presidente da República a reunir com o secretário-geral do Partido Socialista (PS) para procurar construir compromissos e consenso. Alguns grandes empresários e banqueiros, com Ricardo Salgado à cabeça afirmam, "com sentido de Estado", a necessidade de consenso. Ferreira de Oliveira, em defesa do consenso cita um grande poeta, para convocar a emergência da "ética da responsabilidade sobre a ideologia".
A RTP coloca a palavra consenso a encher o ecrã. Não há deputado "responsável" da Direita que não reclame consenso. Muitos dos principais programas das rádios e televisões debatem afanosamente o "necessário consenso".
Paulo Portas, em nome do consenso namora o Partido Socialista (PS), procurando engajá-lo para o imediato. E, com forte "sentido de Estado", defendendo "o interesse nacional", vai tentando assegurar presença no poder para o futuro. Algumas "personalidades" do PS respondem com encantamento, na perspetiva de poder estar ali a muleta para se guindarem à governação.
Aliás, no PS vária gente, incluindo ex-ministros de Sócrates - com discursos em contramão face ao que diz atualmente o seu ex-chefe - mostra gostar muito desse consenso. Uma sua ex-ministra defendia há dois dias, num programa de rádio, que é preciso "substituir a ideologia pelo pragmatismo". Acordem! Nós estamos mesmo perante grandes problemas. Não há soluções com as políticas que nos conduziram ao descalabro.
Os denominadores comuns e compromissos indispensáveis para construir respostas a uma situação dramática, como a que o país vive, exigem identificação e exposição de programas e valores. Há que confrontar as ideologias que marcam a vida e o funcionamento das sociedades.

domingo, 21 de abril de 2013

Para o final de domingo



...um dia chegará o fim da política que só  produz desemprego, falências e miséria.

Continuação de bom domingo e uma boa semana para todos.

O Abraço...


... de um que já foi embora ao outro que está prestes a ir.
 
(obrigado por tudo...dirá o ministro, responde o outro: estivemos sempre do mesmo lado da barricada juntamente com o patronato. Foi maravilhoso! Dizem os dois, ao mesmo tempo.)

sábado, 20 de abril de 2013

Sendo sábado,temos música (166)



JÁ FOMOS ENGANADOS

Oh oh oh já fomos enganados (outra vez)
Já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
                            I
É à vez que vamos no engano
Na esperança de ver algo mudado
Lá somos enganados outra vez
Que o engano está em todo o lado

                    Outra vez    já fomos enganados
                    Outra vez    já fomos enganados
     Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
     Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados     
                        II
Barrete Lusitano enfiado
Bem fundo na cabeça  do freguês
Que ao ver-se de novo enganado
Percebe que não há duas sem três
                       Outra vez    já fomos enganados
                       Outra vez    já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados    
                                III
Ao engano só vai quem quiser ir
Pois não há tabuleta a indicar
Que trouxa logo havia de cair
Onde os outros já foram tropeçar
                    Outra vez    já fomos enganados
                    Outra vez    já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados   

Bom sábado, boas notícias e boa música. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Investigação VISÃO

"Estado contrata grandes devedores do BPN"

(Aqui)

(Será que o Sr. Paulo Macedo já foi de férias?!)

Capas de jornais (57)

 
Praticamente em cima do derby  (Benfica-Sporting), há sempre alguém - jornais, jornalista, grupos empresariais- que não querem ficar por fora e apostam forte na tentativa de «inclinar» o campo... 

Na Caminha do PS

Por Vasco Cardoso, no Jornal «Avante!»


Não foram precisos muitos dias para que o PS abandonasse a «exigência» de eleições antecipadas. Um aperto da banca, um aviso da troika, uma palavra de Cavaco, um elogio do CDS, uma carta de Passos Coelho bastaram para transformar a apresentação da última moção de censura num mero exercício de oportunismo político, sem consequência nem continuidade.
Surpresa? Só para quem andar distraído. A prática política do PS, de Soares a Seguro, passando pelo regressado Sócrates, tem sido isto: invocar o seu posicionamento à esquerda para depois concretizar a política de direita; exibir grandes diferenças na praça pública e acertar nos corredores a partilha de poder que a alternância consagra; capturar os votos do povo e de seguida colocá-los ao serviço dos interesses do grande capital. Os últimos 37 anos testemunham esse revelador percurso, sendo que o pacto de agressão, que assinou conjuntamente com PSD e CDS, é apenas, e só, o mais recente capítulo.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Um dia na vida do Tó-Zé






No Largo do Rato, na sede do PS, António José Seguro revelou, esta tarde, que, “no essencial, não houve nada de novo nas duas reuniões” que teve hoje com o primeiro-ministro, Passos Coelho, e com os representantes da troika, salientando que “tanto o Governo como a troika insistem na via da austeridade”. Uma política que, sublinhou o socialista, “não atinge nenhum dos objectivos do memorando, provoca mais desemprego, uma espiral recessiva e o empobrecimento do nosso País”. 

(Aqui)

Vocês queriam saber mais resultados? Então aí vão: foram consumidos 15 pasteis de nata, 20 croquetes de bacalhau e 18 garrafas de água. Alguns também beberam café. Amanhã será quinta-feira.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Governo já nem 'aos seus' agrada


Mas alguém neste país, está de acordo que este desgoverno se mantenha em funções?!!
Que eu saiba só o Aníbal, o de Belém.

(Ler a notícia aqui)


Revolução Bolivariana seguirá com vitória de Maduro

Por Vanessa Silva no brasildefato.com.br
 
“Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, Constitucional, popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, disse Maduro em seu discurso de vitória.
 
(Aqui)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Impedimento

“Esta decisão, que vai no sentido de impedir que Luís Filipe Menezes e Fernando Seara se venham a candidatar a um quarto mandato consecutivo é apenas uma interpretação correta e simples de uma lei muito clara”.

Ambição a qualquer preço-dizem alguns- Será?!!


"Em vários sites oficiais, como o do Banco Europeu de Investimento (BEI), constava no currículo do presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, a realização de um mestrado em ‘Economia Empresarial’ pela University College Cork. Acontece que o programa nunca existiu na instituição de ensino irlandesa."


(Aqui)

"Forças superiores" livram Isaltino da prisão



Isaltino está livre graças a “forças superiores”. Quem o diz é o vice-presidente da Transparência e Integridade – Associação Cívica, Paulo Morais. Em declarações ao JN, o responsável afirma que “só se compreende que Isaltino não seja preso porque existem, acima da Justiça, outro tipo de forças superiores”.
(Aqui)

-Eu penso que não é uma questão de "forças superiores", mas uma questão de forças inferiores e muito baixas que apenas a alguns é permitido  enxergar.

domingo, 14 de abril de 2013

Para o final de domingo



Um bom resto de domingo e uma boa semana para todos.

(cuidado com as  cascas de banana, elas não estão só no chão!)

Hoje pode ser dia de cinema (77)

Taxi Driver



Resumo: O clássico de Martin Scorsese com Robert De Niro no papel de um taxista solitário que se revolta contra a miséria das ruas de Nova Iorque.

Tenham um bom domingo com bons filmes.

sábado, 13 de abril de 2013

Milhares na marcha contra o empobrecimento

"A CGPT reuniu hoje alguns milhares de manifestantes em Lisboa, dia em que termina a 'Marcha Contra o Empobrecimento', um protesto contra as políticas de austeridade do Governo." (tsf)

Sendo sábado,temos música (165)




Amélia dos olhos doces,
Quem é que te trouxe grávida de esperança?
Um gosto de flor na boca,
Na pele e na roupa, perfumes de França.

Cabelos cor-de-viúva,
Cabelos de chuva, sapatos de tiras,
E pois, quantas vezes,
Não queres e não amas
Os homens que dormem,
Os homens que dormem contigo na cama.

Amélia dos olhos doces,
Quem dera que fosses apenas mulher.
Amélia dos olhos doces,
Se ao menos tivesses direito a viver.

Cabelos cor-de-viúva,
Cabelos de chuva, sapatos de tiras,
E pois, quantas vezes,
Não queres e não amas
Os homens que dormem,
Os homens que dormem contigo na cama.

Amélia gaivota, amante, poeta,
Rosa de café.
Amélia gaiata, do bairro da lata,
Do Cais do Sodré.

Tens um nome de navio,
Teu corpo é um rio onde a sede corre.
Olhos doces, quem diria,
Que o amor nascia onde Amélia morre.

Cabelos cor-de-viúva,
Cabelos de chuva, sapatos de tiras,
E pois, quantas vezes,
Não queres e não amas
Os homens que dormem,
Os homens que dormem contigo na cama.

Amélia dos olhos doces...

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eu concordo com a Constança

Constança Cunha e Sá 
«Mas nós estamos entregues a loucos?!» 

(Veja o vídeo Aqui)

De quem é a culpa?

Por Aurélio Santos, no Jornal «Avante!»

Passos Coelho, o seu Governo e os partidos da direita que lhe estão na origem apesar de se arrogarem de democratas, deixaram mais uma vez bem claro que não suportam a democracia e não conseguem conviver com o normal funcionamento das instituições.
O discurso do primeiro-ministro, na linha das afirmações anteriormente feitas pela porta voz do PSD, sobre a decisão do Tribunal Constituicional, além de demagógico é de uma inqualificável insolência, muito ao estilo de criança birrenta que não suporta ser contrariada.
Em tom dramático e inflamado veio o sr. primeiro-ministro apontar o dedo acusador ao Tribunal Constitucional (agora transformado no bode expiatório dos desastrosos falhanços da política do Governo) por este não lhe permitir, pasme-se, governar à margem da Constituição.
Quando os números ficam a quilómetros das metas por ele estabelecidas, a culpa não é do Governo, é dos números.
Se a realidade contraria o seu discurso a culpa também não é, naturalmente do Governo, mas obviamente dessa mesma realidade que tenta contrariá-lo.
Agora não é o Governo que tenta governar desrespeitando a lei, é a lei que não o deixa governar.
Em suma, para este Governo o mundo é que está sempre todo errado, e contra ele, porque ele está infalivelmente sempre certo.
E para completar este triste cenário temos na Presidência da República um senhor que parece ter esquecido as suas funções e obrigações como Presidente e opta por agir como dirigente do partido do Governo. Ao ser posto perante o dilema – salvar o País demitindo o Governo, ou salvar o governo destruindo o País – escolhe salvar o Governo, levando mesmo ao colo o ministro das Finanças.
Tudo isto acontece porque nós deixamos, porque permitimos, porque aceitamos. É tempo de não permitirmos, de não aceitar. É tempo de correr com este Governo que nos desgoverna.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Será que o Gaspar e os seus pares sabem disto!?

"Quase 3,5 milhões de pessoas que vivem em Portugal não têm qualquer diploma ou completaram apenas o 1º ciclo do ensino básico [ensino primário], segundo o relatório "Estado da Educação 2012" agora divulgado."
 
(Aqui

Oferta de emprego para o Relvas

"A Junta de Freguesia do Troviscal, Oliveira do Bairro, anunciou ter uma oferta de trabalho para Miguel Relvas, mediante ordenado mínimo e contrato a termo, já que a freguesia é extinta no final do ano."
 
(Aqui)

Capas de jornais (56)

 
 
Ser Presidente do Sporting nos dias que correm não pode ser apenas fazer viagens no autocarro com os jogadores, calçar as botas nos jogos e  ir para o banco para junto da equipa técnica. Terá que ter ( como esperam os sportinguistas de B.C.), capacidade de gestão e soluções para os problemas, aliás, como afirmou repetidas vezes ter, durante a campanha eleitoral.
 
Ao Presidente do Sporting restará muito pouco tempo para mostrar no clube aquilo que realmente vale no cargo, face a toda uma situação financeira que já se sabia não ser de resolução fácil; foi também por isso que houve eleições e foi para resolver esse problema que houve candidatos.
 
VIVA O SPORTING!
 
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Hoje seria o dia do seu aniversário



O Adriano faria hoje 71 anos.

Fenómeno geológico ocorrido em Marvão

Para Vaticano massacres de Pinochet foram propaganda comunista

“Durante uma chamada em 18 de Outubro [de 1973], o arcebispo [Giovanni] Benelli, subsecretário de Estado do Vaticano, expressou a sua preocupação e a do Papa [Paulo VI] com o êxito da campanha internacional esquerdista para distorcer completamente a realidade da situação no Chile”, informa um telegrama enviado a 18 de Outubro de 1973 pelo embaixador norte-americano na Santa Sé, disponibilizado no sítio do WikiLeaks.

Capas de jornais (55)


Margaret Thatcher, 1925-2013. Por muito do que fez, por muito do que disse, por alguns amigos que criou que a terra lhe seja leve como o chumbo.

Os mitos e as mentiras da direita no ataque ao "estado social"

Por Eugénio Rosa, no no sítio  «Resistir.info»

(...)Afirmar, como fazem alguns comentadores e mesmo jornalistas, que o Estado foi obrigado a pedir um empréstimo à "troika" porque não tinha dinheiro para pagar salários e pensões é ignorância ou mentir descaradamente com o objetivo de manipular a opinião pública, pois os impostos e contribuições pagas todos os anos pelos portugueses são suficientes para pagar aquelas despesas. A razão porque se pediu o empréstimo à troika foi para pagar credores leoninos, que são grandes bancos, companhias de seguros, e fundos muitos deles especulativos e predadores. 

(Estudo de leitura aconselhável aqui)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O que o país não merece

Por Carvalho da Silva, no Jornal «JN»

Já poucos têm a coragem de chamar ajuda aos empréstimos da troika. Estes empréstimos significaram apenas uma nova dívida que serviu para pagar encargos e parte da dívida velha, tornando-a ainda maior. Foram presentes envenenados. A "ajuda" consubstanciou-se em brutal austeridade que deixou os portugueses mais pobres e em piores condições, até para poderem vir a pagar a dívida.
No fim de 2007 cerca de 70% da dívida pública portuguesa era detida por bancos e outros credores não residentes, isto é, externos. Em meados de 2012 os credores externos detinham já apenas cerca de 20%. Entretanto a dívida aos credores oficiais (Fundos da União Europeia, FMI e BCE) passou de zero para cerca de 40%. Isto significa, tão-somente, que quem nos "ajudou" se tornou no principal credor.

domingo, 7 de abril de 2013

Para o final de domingo



Convide a sua cara-metade, vá bebericar um bom tinto, ouvir um fado e termine assim este domingo  dando início a uma nova semana que desejo boa para todos.

sábado, 6 de abril de 2013

Sendo sábado, temos música (164)



"E Alegre se fez triste"

Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem no teu rosto
E alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
Meu nome no teu nome e demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados

A clara madrugada em que parti
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde o automóvel se afastava

E viu que a pátria estava toda em ti
E ouviu dizer adeus essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada
Que fez tão triste a clara madrugada

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Só vai ele embora?

....para quando o restante desgoverno?!
É a pergunta que muitos portugueses estão a fazer.



«O gabinete do primeiro-ministro informa que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou ao primeiro-ministro o seu pedido de demissão, que foi aceite. Em face desta situação, o primeiro-ministro proporá oportunamente ao Presidente da República a exoneração do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e a nomeação do seu substituto», lê-se numa nota enviada à comunicação social.

(Aqui)

" O governo não se enganou, o objectivo é destruir as conquista de abril"




Nota: Esta foi a 4ª moção de censura a este desgoverno. A primeira que o PS vota a favor. Será que este PS já está em campanha eleitoral!?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Relvas e o seu Criativo

(Cartoon do JN)


-A mim, parece-me mais papas e bolos para tolos...
Ou seja: Relvas encontrou a sua alma-gémea!
Ou seja: Anda o povo a fazer sacrifícios com lígua de palmo para esta gente no desgoverno andar a brincar e a contratar criativos destes.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Lula da Silva declara apoio a Nicolás Maduro na Venezuela

Os confiáveis

Por Henrique Custódio, no Jornal «Avante!»

O escândalo do roubo às contas particulares dos cipriotas decidido pelos 17 ministros da Economia dos países do Euro, evidenciou que os atilados dirgentes da «Europa Connosco» são aventureiros e, sobretudo, gente nada confiável.
Aventureiros porque, julgando velar pelos interesses do grande capital, atiram borda-fora um dos conceitos proclamados pelo capitalismo – o da garantia de que a propriedade privada é inviolável e inamovível. Ao se proporem assaltar as economias dos cipriotas, arriscaram abrir a caixa de Pandora e desencadear uma corrida generalizada aos bancos, o que lançaria o caos. Imagine-se países inteiros, em pânico, a querer levantar todas as suas economias que não estão nos bancos nacionais, mas pairam, algures, no éter da grande jogatana bolsista internacional.
É claro que a imbecilidade foi emendada 48 horas depois, enquanto se verificava um passa-culpas: todos se transformaram nos queixinhas da primária, todos jurando a pés-juntos que «não foram eles», lançando a suspeição sobre todos os outros. Até os 27 ministros responsáveis directos, também se puseram a assobiar para o lado.
Como era de esperar da troika e associados, a emenda foi pior do que o soneto: o confisco dos depósitos nos bancos cipriotas aplicar-se-á apenas aos montantes acima dos 100 mil euros, mas a visar percentagens à volta dos 30%... para já. Acresce o pormenor de a troika apenas disponibilizar 10 mil milhões de euros dos 14 mil e quinhentos milhões e meio de que Chipre precisa, obrigando o país a confiscar os quatro mil e quinhentos milhões em falta às contas privadas acima de 100 mil euros.
É sabido (pela UE, em particular) que muito do dinheiro depositado em Chipre é pertença de uma miríade de «milionários instantâneos» saídos do saque indiscriminado da URSS. Consta que tais depósitos correspondem ao PIB de Chipre, o que demonstra a enorme fortuna ali retida. Tal como também consta que este feroz ataque da UE a exigir que o governo cipriota se aproprie de boa parte dessa fortuna depositada é porque tal fortuna lhe irá parar aos seus bolsos sob forma de «pagamento» cipriota.
Aliás, o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, expôs com clareza, no início da semana, que «é preciso acabar com a 'economia-casino' de Chipre».
Claro que não quis – nem jamais quererá – acabar também com a «economia-casino» do Mónaco (uma «cidade-casino» sob protectorado francês) ou do Luxemburgo e de mais uma miríade de ilhas que só gerem «casinos» do género.
Mas o sr. ministro só quer estrafegar o «casino» de Chipre – o que não é, decerto, uma opinião desgarrada da nata da UE.
Quanto à «caixa de Pandora» aberta com a inacreditável ideia de se assaltar as poupança dos cipriotas, vamos a ver se a UE a consegue fechar.
Entretanto, o que já todos vimos é que já não há nada confiável, nesta gente que manda na União Europeia

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não se trata de ser bruxo...

...mas, de conhecimento histórico aprendido na defesa dos interesses do povo e do nosso País.
 
Foram todos avisados, não quiseram ouvir! Hoje estamos como estamos... 
 
 
«A moeda única é um projecto ao serviço de u...m directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.

A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»

Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP
«Interpelação do PCP sobre a Moeda Única», 1997

E mais algumas citações:

(…) Acusamos o Primeiro-Ministro e o Governo de com a sua fé cega nos dogmas de Maastricht e da participação na moeda única espoliarem o País do poder soberano de utilizar os instrumentos monetário e orçamental para enfrentar situações de crise, impondo assim que todos os custos recaiam inevitavelmente sobre os trabalhadores, através do aumento do desemprego e do congelamento ou reduções salariais; sobre os reformados e sobre muitos e muitos pequenos e médios empresários.

Acusamos o Primeiro-Ministro e o Governo de, através da moeda única, pretenderem amarrar Portugal a uma evolução federalista da União Europeia, sem que para tal tenham mandato dos portugueses.

E acusamos o Primeiro-Ministro e o Governo de, pela recusa de um referendo sobre a moeda única e sobre o Tratado da União Europeia, se concertarem com a direcção do PSD para deliberadamente manterem os cidadãos à margem de uma decisão que, indisfarçavelmente, afectará profundamente o futuro dos portugueses e do País. Aliás não constando sequer do Tratado da União Europeia o Governo aceitou há poucos meses o chamado “Pacto de estabilidade” que prevê sanções que poderão ser muito lesivas para o nosso país que tem uma economia frágil, sem qualquer debate prévio e sem qualquer mandato do povo português. Um “Pacto” imposto pela Alemanha que subserviente e levianamente o Governo assinou em nome dos portugueses e de Portugal.

E quando se questiona o Governo sobre as consequências para o nosso aparelho produtivo, para as pequenas e médias empresas não exportadoras, ou sobre quem vai pagar os custos operativos da introdução do “Euro”, cada Banco, ou mesmo no pequeno comércio a resposta é inevitavelmente a mesma: não há outro caminho, não há outra solução.

Depois quando o desemprego explodir, e ele já é bem superior ao que as manobras estatísticas revelam, então lá teremos as desculpas dos constrangimentos externos…

A verdade é que o Governo do eng. Guterres e o PS, irmanados com o PSD, decidiram desde o princípio que o País tem de querer a moeda única e o Tratado de Maastricht. E é a esse querer unilateral e autoritário que o eng. Guterres e o Governo apelidam de “desígnio nacional”.

(…) As grandes decisões que, como esta, afectam profundamente o curso histórico do nosso País, carecem indubitavelmente de uma legitimação democrática qualificada.

Mas para matéria tão decisiva o tão celebrado «diálogo» já não faz parte dos atributos do Governo. Temos sim o diktat do “Pensamento Único” e dos compromissos do governo PS. É caso para perguntar: de que tem medo o PS? Que razões existem para tão grande falta de autoconfiança nas virtudes desse paraíso anunciado que vos leva a proibir, nos termos constitucionais, que o povo português seja chamado, por
referendo – como o PCP propõe – a pronunciar-se sobre a moeda única? Se só temos vantagens com o “euro”, se tudo é “cor de rosa”, e “oásis” porquê ter medo que seja o povo a decidir?

Argumenta o Sr. Primeiro-Ministro com os mercados que fustigariam o escudo! Bela desculpa. Os mercados, Sr. Primeiro-Ministro, não são entidades abstractas, têm rosto,
são os Bancos, é o capital financeiro. Têm rosto mas não têm certidão de eleitor. Ou será que o governo PS entende que os mercados devem decidir pelo povo português? Pela nossa parte rejeitamos a teologia economicista que confia aos “mercados” o Governo de Portugal.

Nenhum governo tem legitimidade ou está mandatado para suprimir a moeda nacional e substituí-la por uma moeda única da União Europeia imposta pelos interesses do eixo franco-alemão.

O Governo e o PS (tal como o PSD) não querem o referendo porque não querem o debate, e não querem o debate porque têm receio de que a sua propaganda seja contestada, porque sabem que aquilo que apregoam a favor do euro é uma mistificação, porque o seu diálogo, é um diálogo de sentido único, só para falarem mas não para ouvirem, e muito menos para considerarem o que ouvem.

Porque o PS (e o PSD) sabe que a moeda única e o caminho seguido põe em causa e subalterniza o princípio da “coesão económica e social”, tem pés de barro e os ditos critérios não têm qualquer fundamento económico ou científico.

É um caminho para mais desemprego e subemprego, que fragiliza e põe em causa o aparelho produtivo nacional e o futuro soberano e democrático de Portugal.