quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Basta de duques!

Por Manuel Gouveia, no Jornal «Avante!»


Fosse o mundo como o inacreditável presidente do ISEG, João Duque, e as três maiores companhias aéreas do continente estariam à venda por três euros.
Para quem não se recorda, este foi o homem que ensinou a Passos Coelho que a TAP, porque dá prejuízo, deve ser vendida por um euro. Ora os prejuízos de Luftansa, Air France/KLM e British/Ibéria no primeiro semestre de 2012 atingem os 979 milhões. Mas enquanto os 112 milhões de prejuízos da TAP eram empolados na comunicação social, as breves notas em jornais económicos referentes às outras três vinham acompanhadas de conveniente explicação – aumentos especulativos dos combustíveis superiores a 20% e a sazonibilidade que faz do primeiro um pior semestre na aviação que o segundo.
O quadro mediático da TAP está habilmente montado. Para a maioria trata-se de uma empresa que só dá prejuízos e é excelentemente gerida por Fernando Pinto. Nem uma coisa nem outra são verdade, mas para reforçar esta convicção lá veio o veneno de que estes prejuízos se devem «às greves», ou seja, são culpa dos trabalhadores.
Mas as contas da TAP que foram a desculpa para montar esta operação contêm a informação que a desmonta. Em primeiro lugar, informam que a TAP vendeu mais 9,4% do que em 2011, ultrapassando os mil milhões de vendas neste semestre, reforçando a sua posição como primeiro exportador nacional. E que o fez gastando menos 1,4% em despesas com o pessoal – ou seja, aumentando a exploração dos seus trabalhadores. Informam ainda que a dívida remunerada é quase um terço do noticiado (0,5 e não 1,3 mil milhões), e que só existe essa dívida devido a uma negociata que PS e PSD nunca explicaram em torno da compra da manutenção da VARIG (mas onde enterraram centenas de milhões de euros), devido às privatizações da SPDH e devido à política europeia de promoção da concentração monopolista que impede o Estado, desde 1997, de devolver à TAP uma parte dos 200 milhões que dela recebe por ano só no IRS e na Segurança Social.
Não é preciso ser um Ás para perceber que uma empresa estratégica desta importância não dá prejuízo e não se privatiza, luta-se para a defender e valorizar! Mas no Governo só nos saem duques!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O ventríloquo

Por Baptista Bastos,no jornal «DN» 

 O país que pensa assistiu, entre o perplexo e o estarrecido, às declarações do sr. António Borges a Judite Sousa, na TVI. Perplexo porque viu um assessor substituir o Governo numa entrevista importante. Estarrecido pela frieza gélida com que o senhorito falou no extermínio do serviço público de informação, em troca de coisa alguma. A certa altura da extraordinária conversa, o sr. Borges, impávido e sereno, disse que a questão dos despedimentos previsíveis diria respeito ao novo "operador" logo que a RTP e a RDP fossem desmanteladas. O Governo lavava dali as mãos. Só um tolo admitiria que o preopinante falava com voz própria. Ele mais não era do que o eco, à sorrelfa, de Miguel Relvas, dissimulado nos bastidores pelas públicas razões conhecidas.
Há algo de desprezível na conduta moral de quem se serve de um outro para dizer o que, no momento, não está interessado em afirmar; e de repugnante, naquele que se substitui com a cara, a voz e a ideia. Ambos se equivalem e ambos são a imagem restituída da baderna a que chegámos.
A esta farsa não estará alheio o primeiro-ministro. Não passa pela cabeça de ninguém que o enredo foi montado sem o seu conhecimento. De qualquer das formas, ele terá de esclarecer o assunto. O sr. Borges, ao falar, como falou, assertivo e veemente, da privatização da RTP e da RDP, do que vai mudar e do que vai ser concessionado; dos funcionários que a entidade "compradora" entenderá, ou não, estarem a mais; da extinção absoluta do serviço público e da sua eventual entrega a interesses estrangeiros - disse-o com conhecimento de causa e no registo comum a um governante.
Este desvio do discurso cultural e político transforma-se num apelo ao desmantelamento dos percursos habituais das nossas heranças. Além da gravidade da proposta, e da natureza agressiva do seu conteúdo, que tende a subalternizar a própria democracia, parece-me insultuoso que seja um estranho ao Governo a dar notícia dos factos. E a pôr em causa, com displicente indiferença, a vida de quase duas mil pessoas.
As atitudes deste Executivo têm dissolvido o pouco que nos restava de orgulho nacional. Nenhuma neutralidade pode arbitrar estas pequenas infâmias. E são-no porque o desdém demonstrado pelos governantes parece querer criar as suas próprias razões.
A mística do neoliberalismo, perante um mundo sem pátria e de pensamento único, tem como objectivo o domínio pela obediência, pela submissão e pelo medo. O papel do sr. António Borges é o de um factotum desprovido de toda a singularidade. Em causa estão a grande crise de valores de que enferma a nossa época e a supremacia da finança sobre a diversidade civilizacional. Alegremente, caminhamos para o desconhecido, sabendo-se, de antemão, pelo que resulta da experiência, a configuração da catástrofe.

O preço dos combustíveis



Por tudo isto e não só, ficamos a saber uma vez mais que para lá das troikas, Pontal, Castelo de Vide, Etc,. Existe um país que precisa de ser governado.

Pergunta do dia...

...não andará o Estado a gastar acima das suas possibilidades com esta forma de aplicar a Justiça?

 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Capas de jornais (41)



De um momento para o outro o Sporting aparece esta época como uma criança mimada, complexada e sem saber como lutar por aquilo que diz querer ser no futuro. A imagem deixada destes últimos três jogos que a equipa do Sporting efectuou esta época, é uma imagem de uma equipa fraca, ingénua e muito previsível com  tem sido, afinal, nas últimas temporadas.
A continuar assim (o pesadelo), para o ano é que vai ser!...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Regabofe

Por Carvalho da Silva, no Jornal «JN»



Do já bastante dissecado discurso de Passos Coelho, feito no Pontal, tomo hoje para reflexão duas afirmações que merecem análise mais atenta. Disse o primeiro-ministro (PM) que "há ainda quem pense que depois deste ínterim o regabofe pode voltar", quem pense "que cumprido este aperto, cumpridas estas formalidades" será possível "voltar ao que era dantes" e "dar subsídios indiscriminadamente". Afirmou também que os portugueses não podem voltar a "fazer bonitos com dinheiro que não era seu" e consumir sem prestar contas.

Estas afirmações são ardilosas, pensadas para sensibilizar consciências e ganhar apoios. Como o discurso foi feito no Algarve, é oportuno trazer aqui uma quadra muito esclarecedora do poeta algarvio António Aleixo: "Para a mentira ser segura e atingir profundidade, tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade".

O que está na mente e na prática política de Passos Coelho e seus pares, quanto ao conceito regabofe?

Será o enriquecimento fácil, feito através da especulação financeira, que colocou como referências de êxito na sociedade os Berardos deste país? São os processos de compadrio e corrupção desenvolvidos pelo centrão de poderes, com profundas promiscuidades entre os interesses públicos e os privados, que propiciaram as fortunas dos Loureiros e Limas da nossa desgraça? São as facilidades aos grandes detentores de ações da Banca ou de grupos económicos (e seus gestores) garantindo-lhes margens de lucro fabulosas e dispensando-os do devido contributo para o Orçamento do Estado? Serão os roubos organizados que consubstanciaram "empreendimentos" de êxito como o BPN? Será a fácil apropriação privada dos recursos que eram do povo português, como aconteceu com parte dos fundos comunitários? Será a venda a desbarato de capacidades produtivas do país em negócios de ocasião, propiciados a "empresários" sem qualquer empenho no desenvolvimento do país, ou a entrega das empresas públicas em processos de privatização prejudiciais ao desenvolvimento do país?

Não!

domingo, 26 de agosto de 2012

O Alentejo




 Bom domingo para todos.

Hoje pode ser dia de cinema (62)

Ted
Realização: Seth MacFarlane




Sinopse
 
Esta animada comédia conta a história de John Bennett, um adulto que tem de lidar com um ursinho de peluche que ganhou vida como resultado de um desejo de criança… e que se recusa a deixá-lo desde esse dia.

Bom domingo e bons filmes.

sábado, 25 de agosto de 2012

Sendo sábado, temos música (136)





Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.

É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz.

É de pedir aos céus.
Porque este amor é meu,
E cedo, vou saber
Que triste é viver,

Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.

Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.

Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou.

Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou..
Deixou de tocar.

É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz,
É de pedir aos céus.

Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.

Bom sábado, boas notícias e boa música.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O barro está lançado

Ontem ao final do dia, um daqueles aldra..., perdão figurões do mercado político português veio cheio de certezas e sem pestanejar, avisar os bobos  que a RTP e RDP iriam ser entregues ao privado e a RTP2 seria fechada. Esta era a conclusão que tinha tirado depois de muito dinheiro se ter gasto a estudar este assunto e, do qual não havia volta a dar.
A moderadora ainda disse: mas veja lá e então os postos de trabalho? Ao que o ministro, perdão figurão veio dizer com ar de mandão e  muito saber..., que, essa matéria, era da competência  dos novos donos das empresas; logo o caminho a seguir seria como eles entendessem !
E pronto; assim se pretende arrumar definitivamente 50 anos de investimento público, e toda a sua estória se resume a uma defunta empresa pública de comunicação social. Esperemos pois, pelo que terão a  dizer os trabalhadores destas empresas, o Governo e os portugueses em geral sobre matéria tão importante como esta do futuro das empresas públicas de comunicação social. 
O barro já foi lançado à parede. E, com mais esta ameaça ao interesse público, (uma das maiores desde 25 de Abril) ,chegamos ao fim de uma semana neste cantinho de brandos costumes, onde meia dúzia de figurões, aldrabões e demais  cuculídeos andam a tentar fazer de Portugal os seus quintais enquanto outros assobiando para o lado  vão cantando o lá lá lá. 

É tempo de dizer-mos bem alto, aos AB deste desgoverno, BASTA!!!
Está na hora de zarparem.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Decantação

Por Vasco Cardoso, no Jornal «Avante!» 


Diz-nos a Wikipédia que decantação «é um processo de separação que permite separar misturas heterogéneas». Fala-se de vinho, naturalmente. Mas convocamos este conceito a propósito do processo de triagem social que tem vindo a ser imposto no sistema de ensino português e que, tal como noutras matérias, está em fase de aceleração por via da concretização do pacto de agressão.

A recuperação do objectivo, já anteriormente adiantado por governos PS, de empurrar 50% dos estudantes no ensino obrigatório (a partir do 10.º ano) para o chamado Ensino Profissional, como anunciou o ministro Crato esta semana, tem uma marca de classe que exige denúncia e combate. Trata-se da consagração de uma limitação quantitativa global – tal como os numerus clausus – que tende a excluir metade dos estudantes do Ensino Secundário do acesso ao Ensino Superior. Confrontados com os crescentes custos de frequência deste – propinas anuais superiores a mil euros para licenciaturas e alguns milhares para mestrados –, ameaçados pelas fracas expectativas no reconhecimento dos seus conhecimentos e pelo peso do desemprego, pressionados pela teoria da «empregabilidade» das formações que reduz o conhecimento às necessidades do capital, amalgamados em mega-escolas e mega-turmas, serão sobretudo os filhos das classes e camadas de mais baixos rendimentos a engrossar o tal Ensino Profissional. Não se trata de adivinhação, mas da constatação do que hoje já se verifica.

Depois dos enormes avanços que a Revolução de Abril trouxe à escola pública, a triagem social no sistema de ensino não só se está a aprofundar, como se está a aproximar deliberadamente de métodos praticados ao longo de décadas de fascismo: regresso aos exames nacionais em todos os graus de ensino; empobrecimento de currículos e da sua dimensão transversal; revisionismo histórico e manipulação ideológica; substituição do acesso ao conhecimento pelas chamadas «competências»; aumento dos custos de frequência; o «Estatuto do aluno»; «Directores de Escola»; «Quadros de honra»; «rankings» e outras coisas mais, que, no seu conjunto, configuram uma escola pública cada vez mais distante de Abril, dos interesses do Povo e das necessidades do País a que urge pôr cobro.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Política de ensino

Cartoon de hoje no jornal «JN»


Investimento sério no Ensino Profissional, sim! Criar um ensino para ricos e outro para pobres, obviamente NÃO. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A estratégia (rasca e manhosa!)


Primeiro, faz-se a afirmação optimista com um ar muito sério, compenetrado o quanto baste. Afirmando sem  pormenores  que,  2013 será o início do oásis
Depois, manda-se um daqueles servos inactivos e prestes a ser derrubado no jogo da renovação, dizer que afinal o oásis pode não ser bem em 2013. Etc. e tal, etc. e tal.
Entretanto, o País real, vê-se confrontado diariamente com notícias destas: 153 mil portugueses, trabalhadores por conta de outrem  recebem no final do mês um valor igual ou inferior a 310 euros líquidos. 
Mais de 1343 milhões de pessoas excluídas do mercado de trabalho no segundo trimestre deste ano.  
1,1 milhões de pessoas, um quarto do total das pessoas empregadas já  trabalha mais de 41 horas semanais.


Mesmo assim, e, neste  drama social  nunca antes visto no Portugal de Abril, há ainda uns quantos truões políticos cá dentro e lá fora a dizer que "Portugal está no bom caminho". O raio que os parta a todos eles! Diz o meu vizinho do 5º. esq. , e com toda a razão.

sábado, 18 de agosto de 2012

Sendo sábado, temos música (135)

Ma Liberté

Georges Moustaki






Ma liberté
Longtemps je t'ai gardée
Comme une perle rare
Ma liberté
C'est toi qui m'as aidé
A larguer les amarres
Pour aller n'importe où
Pour aller jusqu'au bout
Des chemins de fortune
Pour cueillir en rêvant
Une rose des vents
Sur un rayon de lune
Ma liberté
Devant tes volontés
Mon âme était soumise
Ma liberté
Je t'avais tout donné
Ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
Pour pouvoir satisfaire
Toutes tes exigences (ou: Tes moindres exigences)
J'ai changé de pays
J'ai perdu mes amis
Pour gagner ta confiance
Ma liberté
Tu as su désarmer
Toutes mes habitudes
Ma liberté
Toi qui m'a fait aimer
Même la solitude
Toi qui m'as fait sourire
Quand je voyais finir
Une belle aventure
Toi qui m'as protégé
Quand j'allais me cacher
Pour soigner mes blessures
Ma liberté
Pourtant je t'ai quittée
Une nuit de décembre
J'ai déserté
Les chemins écartés
Que nous suivions ensemble
Lorsque sans me méfier
Les pieds et poings liés
Je me suis laissé faire
Et je t'ai trahi pour
Une prison d'amour
Et sa belle geôlière


Bom sábado, boas notícias e boa músicas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Continuando no tema do post anterior (Compromissos com o Estado)

Se o Estado pagasse as facturas em atraso, a indústria, o comércio e a hotelaria podiam saldar o malparado e sobravam 2 mil milhões, tanto quanto os subsídios cortados aos reformados e aos funcionários públicos.

Hoje no «JN» 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Transportes




Quando ouvimos alguns, figurões outros da tanga , opinar na televisão e outros meios de comunicação sobre a situação financeira das empresas de transportes públicos de Portugal bramando que não pode ser! As empresas têm que ser privatizadas blá blá blá. Seria bom que o moderador confrontasse essa gente com os factos reais e não permitisse a difusão da mentira descarada, por que como todos sabemos as dívidas acumuladas dessas empresas são na sua grande maioria originárias na falta de cumprimento nos financiamentos do Estado perante as mesmas. Só que, a verdade tem que ser escondida e  não interessa divulga-la por que, o que está em causa para essa gente não é a saúde financeira das empresas nem a melhoria dos serviços prestados ao público mas a ganancia desmesurada da sua privatização ou entrega dos serviços rentáveis aos privados. 

Aquilo a que o jornal «i»  faz referência ( Dívida do Ministério da Defesa à CP cresceu 71% desde 2006 ) é  no entender de muita gente uma pequena parcela do  problema que é a falta de cumprimento pelo Estado no acordado com as empresas de transportes públicos levando por esse motivo,  muitas delas, ao acumular de prejuízos de uma forma incontrolável.  

Naturalmente que não pretendo aqui isentar de responsabilidades gestores dessas empresas que não desempenharam as suas funções como lhe "competia". Contudo, esta situação não poderá manter-se assim por muito mais tempo. Mas, não será certamente, com o aumento constante dos preços na bilheteira ou a passagem (ao desbarato) das empresas para as mãos de privados que se irá resolver este problema como tem sido (supostamente!...) a solução permanentemente avançada pelos sucessivos responsáveis governamentais.

É urgente que o Estado cumpra de todo as suas obrigações perante as empresas de transportes públicos, promova o saneamento económico e financeiro das mesmas e desenvolva políticas de defesa da utilização do transporte público que o País agradece.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Capas de jornais (40)


Espero que  no fim da época 2012/13 a qual se vai iniciar na próxima semana,  seja também, de festa e alegria para os sportinguistas como foi ontem frente ao Olympiacos  com a conquista do primeiro troféu 5 VIOLINOS.

domingo, 12 de agosto de 2012

sábado, 11 de agosto de 2012

Sendo sábado, temos música (134)

Do álbum "Eu Vou ser como a Toupeira" de 1972.



 Fui à beira do mar
Ver o que lá havia
Ouvi uma voz cantar
Que ao longe me dizia

Ó cantador alegre
Que é da tua alegria
Tens tanto para andar
E a noite está tão fria

Desde então a lavrar
No meu peito a alegria
Ouço alguém a bradar
Aproveita que é dia

Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia

Desde então a bater
No meu peito em segredo
Sinto uma voz dizer
Teima, teima sem medo

Bom sábado, boas notícias e boa música.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os meus Livros ( 3 )







Sinopse : Não sei quem foi o primeiro que nos chamou Profetas. A Fernão, porque espalhava a palavra; a mim, porque era a prova dos seus poderes. Mas, de repente, um coro de vozes começou a espalhar-se por toda a ilha, e bastava ouvirem a campainha que eu agitava na mão para que todos viessem,
 e se juntassem a nós, à volta da Igreja de Nossa Senhora da Graça.  - Profetas ! Queremos ouvir os Profetas !


- Os Profetas de Alice Vieira foi um dos livros que li nestes últimos tempos e que mexeu comigo de tal modo que me levou a fazer-lhe uma referência especial. É sem dúvida um romance histórico que nos prende desde o inicio e nos transporta àquela época de miséria económica, social  e intelectual imposta às classes mais desfavorecidas,  como se fosse um tempo virtual de tão terrìvelmente assustadora que era essa realidade.Através do livro senti de novo o poder da inquisição e os seus horrores ao relembrar os conhecimentos adquiridos pela formação académica e ligeiramente adormecidos e atenuados no tempo, pelo aparecimento contemporâneo da PIDE cujos malefícios não ficaram aquém dos da " santa inquisição ".
Alice Vieira em " Os Profetas " é mais uma vez Alice no seu melhor ! 
Sendo assim aconselho e recomendo a leitura dos Profetas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pronto, novamente no bairro.

É sempre muito confortante chegar, entrar no "nosso" bairro e dizer: Ah! "Um, dois, três, já cá estamos outra vez"! Só que, decorridos alguns minutos verificamos que o Sr. do quiosque foi a banhos, o café onde normalmente se  toma o pequeno-almoço está encerrado até final do mês e a D. Martelinha da padaria e frutaria fechou a loja para ir à terra confraternisar com a família que  habitualmente se reune no mês de Agosto, para assistir à procissão ,cumprimentar o sr . Prior e provar o Pão de Ló!!!
Assim,encontramos o bairro mais calmo, mais preguiçoso, mas muito ansioso por ver o mês de Agosto passar rapidamente e prontinho para ouvir as milhentas estórias de viagens, esplanadas de encantar, refeições caras e mal servidas e as últimas novidades dos vários bronzeadores utilizados sem o sucesso anunciado.

A música que se segue é um som que eu gosto  e espero que seja também do vosso agrado.



Uma boa semana de trabalho ou férias conforme for o caso.